{"id":4016,"date":"2018-05-03T08:03:25","date_gmt":"2018-05-03T11:03:25","guid":{"rendered":"http:\/\/insightee.com.br\/blog\/?p=4016"},"modified":"2018-05-03T10:17:44","modified_gmt":"2018-05-03T13:17:44","slug":"cinco-dimensoes-de-personas-online-para-pensar-a-autoapresentacao-nas-midias-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/cinco-dimensoes-de-personas-online-para-pensar-a-autoapresentacao-nas-midias-sociais\/","title":{"rendered":"Cinco dimens\u00f5es de personas online (para pensar a autoapresenta\u00e7\u00e3o nas m\u00eddias sociais)"},"content":{"rendered":"<p>Um dos meus crit\u00e9rios para avaliar a qualidade\/compatibilidade de um artigo acad\u00eamico com os meus interesses de estudo \u00e9 verificar as refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas ao final do trabalho. Al\u00e9m de conseguir me localizar no debate que o texto se prop\u00f5e a fazer (reconhecer autores e\/ou obras citadas me deixa mais tranquilo\/satisfeito), descobrir novos estudos que me parecem interessantes \u00e9 sempre um acr\u00e9scimo \u00e0 minha lista de leituras. Foi assim que descobri o ensaio <a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/article\/view\/658\"><em>&#8220;Five Dimensions of Online Persona&#8221;<\/em><\/a>, a partir do artigo <a href=\"http:\/\/portalintercom.org.br\/anais\/nacional2017\/resumos\/R12-0991-1.pdf\"><em>&#8220;\u201cSabe o que Rola nessa Internet que Ningu\u00e9m Fala?\u201d: Rupturas de Performances Idealizadas da Maternidade no Facebook&#8221;<\/em><\/a>, de Ana Souza e Beatriz Polivanov, sobre o qual falarei em outro post.<\/p>\n<figure style=\"width: 301px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/issue\/view\/101\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/public\/journals\/3\/cover_issue_101_en_US.png\" width=\"301\" height=\"226\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Capa do volume 3, edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 1 da revista Persona Studies<\/figcaption><\/figure>\n<p>O texto faz parte da terceira edi\u00e7\u00e3o da revista <a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/index\">Persona Studies<\/a>, um caderno acad\u00eamico que <em>&#8220;explora a constru\u00e7\u00e3o do self p\u00fablico&#8221;<\/em> onde <em>&#8220;o conceito de persona \u00e9 explorado em sua produ\u00e7\u00e3o e performance numa variedade de contextos: cultura online, pr\u00e1ticas profissionais, cultura pol\u00edtica, cultura de celebridades, cultura de filmes\/televis\u00e3o\/m\u00fasica popular, cultura de jogos\/lazer e cultura cotidiana&#8221;<\/em>. Seus autores, assim como principais membros do <a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/about\/editorialTeam\">conselho editorial<\/a>, s\u00e3o: <a href=\"https:\/\/lha.uow.edu.au\/taem\/contacts\/UOW176529.html\">Christopher Moore<\/a>, da University of Wollongong Australia; <a href=\"https:\/\/researchers.adelaide.edu.au\/profile\/kim.barbour\">Kim Barbour<\/a>, da University of Adelaide; e <a href=\"https:\/\/sfu.academia.edu\/KatjaLee\/CurriculumVitae\">Katja Lee<\/a>, da McMaster University. Completa o time de editores (mas n\u00e3o \u00e9 um dos autores) o consagrado pesquisador <a href=\"http:\/\/www.deakin.edu.au\/about-deakin\/people\/david-marshall\">P. David Marshall<\/a>, da Deakin University.<\/p>\n<p>\u00c9 importante conhecer os autores (e, neste caso, o conselho editorial) porque, como j\u00e1 mencionei em <a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/a-minha-saga-com-redes-sociais-ou-por-que-e-importante-compreende-las\/\">outras ocasi\u00f5es<\/a>, a pesquisa acad\u00eamica &#8211; pelo menos na \u00e1rea de Humanas, at\u00e9 onde eu sei &#8211; \u00e9 extremamente plural e, muitas vezes, interdisciplinar. Ou seja, o mesmo tema pode ser (e provavelmente \u00e9) estudado a partir de diferentes abordagens, com diferentes referenciais te\u00f3ricos e levantando diferentes discuss\u00f5es sociais\/culturais\/\u00e9ticas. Descobrir, portanto, quem s\u00e3o os pesquisadores por tr\u00e1s do texto, me fez entender quais s\u00e3o seus repert\u00f3rios e ponto de partida para o projeto: todos t\u00eam como \u00e1rea de interesse em comum a &#8220;cultura da celebridade&#8221; &#8211; Marshall, que n\u00e3o \u00e9 autor mas \u00e9 bastante citado no texto, possui cinco livros sobre o assunto, com destaque para <em>&#8220;Celebrity and power: fame in contemporary culture&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>Isso reflete diretamente na proposta te\u00f3rico-metodol\u00f3gica que eles prop\u00f5em para pesquisar e discutir academicamente sobre a constru\u00e7\u00e3o de personas online &#8211; o que n\u00e3o invalida, de forma alguma, a perspectiva que eles trazem, s\u00f3 &#8220;justifica&#8221; a abordagem mais preocupada em midiatiza\u00e7\u00e3o\/exposi\u00e7\u00e3o e outros elementos que citarei mais adiante. Antes de entrar nesse m\u00e9rito, entretanto, preciso ratificar que um dos grandes trunfos do texto \u00e9 a revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica feita para <em>&#8220;explorar a subjetividade e a apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica do self atrav\u00e9s de tecnologias de rede&#8221;<\/em>, apresentando as principais obras e autores que foram ou pioneiros nos estudos sobre identidade\/self na internet ou tiveram, com seus trabalhos, maior impacto no universo acad\u00eamico.<\/p>\n<p>Dentre os principais, citam o trabalho de Harrison Rainie e Barry Wellman (2012), que refor\u00e7a o argumento de que o aparato tecnol\u00f3gico (tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o, plataformas de m\u00eddia e servi\u00e7os digitais em geral) faz(em) parte tamb\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria constantemente revisada, atualizada remendada conforme nos conectamos e trocamos informa\u00e7\u00f5es com outras pessoas e sistemas. Acrescentando a esse argumento, citam o conceito de &#8220;networked self&#8221; de Zizi Papacharissi (2010), que se refere \u00e0 <em>&#8220;constru\u00e7\u00e3o de uma performance subjetiva em v\u00e1rias plataformas e fluxo simult\u00e2neo de consci\u00eancia social que expande autonomia, potencialmente reduz agenciamento e que requer constante auto-vigil\u00e2ncia e monitoramento&#8221;<\/em> (p. 1).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"980\" height=\"551\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Vj-dWt9BZmo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Outra refer\u00eancia muito interessante trazida pelos autores \u00e9 o trabalho de Mark Hansen (2015), que argumenta que <em>&#8220;em qualquer performance de subjetividade &#8211; humana ou n\u00e3o &#8211; h\u00e1 uma subjetividade generalizada inerente aos dados quantitativos&#8221;<\/em> (p. 1), marco t\u00edpico da caracteriza\u00e7\u00e3o elementar da m\u00eddia contempor\u00e2nea.\u00a0Sua linha argumentativa, a partir da filosofia especulativa de Alfred North Whitehead, <em>&#8220;ajuda-nos a apreciar a dimens\u00e3o sensorial irreduz\u00edvel da experi\u00eancia &#8216;dataficada'&#8221;<\/em>, corroborando com a <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/post-mine-repeat-livro-de-helen-kennedy-hmtk-estuda-o-uso-cotidiano-dos-dados-sociais-digitais\/\">perspectiva<\/a> da pesquisadora Helen Kennedy. Em termos simples, h\u00e1 uma concord\u00e2ncia de que a subjetividade expansiva, plural e desafiadora dos seres humanos, quando traduzidas midiaticamente, tornam-se pontos de contato entre n\u00f3s e as m\u00e1quinas, tornando tudo (qualquer intera\u00e7\u00e3o) quantific\u00e1vel.<\/p>\n<blockquote><p>Outras pesquisadoras relevantes, como Nancy Baym, examinou como as formas de comunica\u00e7\u00e3o interpessoal das m\u00eddias aceleram novas constitui\u00e7\u00f5es de &#8216;conex\u00e3o pessoal&#8217; (2010, p.1). O trabalho de Baym quanto \u00e0 identidade digital expande a no\u00e7\u00e3o \u00fatil de Donath (2007) sobre <em>signalling<\/em>, que funciona para localizar a posi\u00e7\u00e3o social dentro de uma sociedade saturada de informa\u00e7\u00e3o.\u00a0Utilizando o Facebook e seus templates como estudo de caso, o trabalho de Laurie McNeill (2012) explorou a colabora\u00e7\u00e3o entre componentes humanos e n\u00e3o-humanos na produ\u00e7\u00e3o de atos autobiogr\u00e1ficos online. Anna Poletti e Julie Rak (2014) oferecem uma orienta\u00e7\u00e3o similar de uma identidade conectada em estudos biogr\u00e1ficos e autobiogr\u00e1ficos em <em>Identity Technologias: Constructing the Self online<\/em>, uma colet\u00e2nea que argumenta que tais tecnologias s\u00e3o parte fundamental do mundo online na contemporaneidade (p. 2).<\/p><\/blockquote>\n<p>Todos esses trabalhos citados &#8211; e outros que ainda vir\u00e3o &#8211; t\u00eam contribu\u00eddo para uma discuss\u00e3o complexa, diversa e respons\u00e1vel da constru\u00e7\u00e3o de identidades online nas \u00faltimas d\u00e9cadas: <em>&#8220;eles come\u00e7aram a examinar como o indiv\u00edduo \u00e9 intimamente conectado \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de seus <\/em>selves <em>p\u00fablicos na cultura online, pelas conex\u00f5es digitais at\u00e9 institui\u00e7\u00f5es sociais, e atrav\u00e9s das organiza\u00e7\u00f5es conectadas da vida cotidiana que s\u00e3o fundamentalmente diferente do que j\u00e1 foram&#8221;<\/em> (p. 2). A contribui\u00e7\u00e3o da revista, portanto, tem sido levantar uma discuss\u00e3o cr\u00edtica sobre personas para compreender pr\u00e1ticas e performances identit\u00e1rias no contexto online. Nesse ensaio em espec\u00edfico, pretendem apresentar cinco dimens\u00f5es importantes de uma persona online para compreender a sua configura\u00e7\u00e3o na contemporaneidade.<\/p>\n<h4><strong>A DIMENS\u00c3O P\u00daBLICA<\/strong><\/h4>\n<p>A primeira dimens\u00e3o que os autores apontam \u00e9 a dimens\u00e3o p\u00fablica, que envolve duas quest\u00f5es relevantes: o &#8220;fim&#8221; do anonimato na internet e a publiciza\u00e7\u00e3o (POLIVANOV, 2012) do self. O primeiro dialoga diretamente com a no\u00e7\u00e3o da virada do mil\u00eanio na qual o ciberespa\u00e7o seria um n\u00e3o-lugar que ofereceria aos frequentadores possibilidades infinitas de constru\u00e7\u00e3o de um (novo) ser. Eles citam, dentre os fen\u00f4menos que causaram essa mudan\u00e7a de paradigma: a obrigatoriedade dos nomes reais (no Facebook, por exemplo), os termos de compromissos de jogos online, de m\u00eddias sociais, e a onipresen\u00e7a de navegadores baseados em cookies, al\u00e9m das pr\u00f3prias medidas governamentais adotadas nos \u00faltimos anos para vigil\u00e2ncia social.<\/p>\n<p>Embora essa seja uma quest\u00e3o que tem se amplificado e at\u00e9 se consolidado mais recentemente (consigo entender a argumenta\u00e7\u00e3o do in\u00edcio da d\u00e9cada passada na qual havia maior &#8220;mobilidade&#8221; para a constru\u00e7\u00e3o de personas &#8220;fict\u00edcias&#8221;), o decl\u00ednio do anonimato j\u00e1 era um ponto levantado por Lemos (2003) ao falar sobre as novas din\u00e2micas da cibercultura. J\u00e1 naquela \u00e9poca, ele declarava: <em>&#8220;Obviamente que quest\u00f5es in\u00e9ditas surgem comprovadas atrav\u00e9s de certo lastro emp\u00edrico, mas as diferen\u00e7as devem ser matizadas j\u00e1 que v\u00e1rias pr\u00e1ticas guardam similitudes com as formas sociais e os pap\u00e9is que desempenhamos no dia a dia fora da rede&#8221;<\/em> (p. 6). Mais interessante, portanto, a meu ver, \u00e9 a quest\u00e3o da &#8220;publicidade&#8221; (publicness) do self.<\/p>\n<p>Os autores chamam a aten\u00e7\u00e3o para o espectro amplo de &#8220;publicidade&#8221; (publicness) de uma persona online, ratificando que <em>&#8220;a cada ponto de sua travessia existe um potencial real de partir de um p\u00fablico pequeno de amigos pr\u00f3ximos e \u00edntimos a uma audi\u00eancia global e massiva, possibilitada pelo ato de compartilhamento&#8221;<\/em> (p. 3). Em outras palavras, trata-se da ideia de visibilidade que Polivanov (2012) cita a partir de boyd (2011) como elemento-chave dos sites de redes sociais: \u00e9 o tornar p\u00fablico &#8211; n\u00e3o necessariamente o conte\u00fado em si, mas o ato de &#8220;publicizar&#8221; algum elemento (imag\u00e9tico, textual, etc.). Quando publicamos algo nas m\u00eddias sociais, muitas vezes esquecemos que estamos justamente tornando aquela mensagem p\u00fablica &#8211; podendo ela ser inferida pela nossa rede de contatos ou por milhares de desconhecidos.<\/p>\n<p>Embora considere essa dimens\u00e3o extremamente relevante, n\u00e3o concordo muito com a fundamenta\u00e7\u00e3o argumentativa dos autores &#8211; aqui, por exemplo, conhecer o repert\u00f3rio de quem escreveu faz toda a diferen\u00e7a. Eles argumentam que h\u00e1 uma trajet\u00f3ria quase que natural desse efeito de <em>publicness<\/em>, no qual estar\u00edamos todos buscando constantemente uma audi\u00eancia maior. <em>&#8220;Celebridades agem como marcadores pedag\u00f3gicos ao fornecerem frameworks replic\u00e1veis para a conduta da apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica do self&#8221;<\/em> (p. 3), argumentam. Embora concorde que temos historicamente a constru\u00e7\u00e3o de personalidades midi\u00e1ticas como refer\u00eancia para v\u00e1rias das a\u00e7\u00f5es que (inconscientemente) aplicamos hoje nas m\u00eddias sociais, esse argumento de busca irrevers\u00edvel pela popularidade me parece muito moralista.<\/p>\n<h4><strong>A DIMENS\u00c3O MIDIATIZADA<\/strong><\/h4>\n<p>A segunda dimens\u00e3o traz \u00e0 tona o aspecto mais tecnol\u00f3gico da constru\u00e7\u00e3o de uma persona online, sendo este o respons\u00e1vel &#8211; literalmente, j\u00e1 que \u00e9 ele quem torna p\u00fablico &#8211; pela dimens\u00e3o anterior. <em>&#8220;Bilh\u00f5es de usu\u00e1rios di\u00e1rios de m\u00eddias sociais no Facebook, WeChat, Twitter e Instagram demonstram um incompar\u00e1vel escopo de habilidades e grau de conforto com a midiatiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica e expressam n\u00edveis sem precedentes de exposi\u00e7\u00e3o atual e em potencial&#8221;<\/em> (p. 3), pontuam. Novamente, aqui, h\u00e1 um enfoque muito grande na compara\u00e7\u00e3o com a cultura das celebridades, que precisariam de &#8220;m\u00eddia&#8221; (exposi\u00e7\u00e3o) para constru\u00edrem suas carreiras &#8211; por isso fazem entrevistas, participam de programas de TV, posam para capas de revistas, etc.<\/p>\n<p>Um apontamento interessante nesse contexto \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o feita com a teoria narratol\u00f3gica de Gerard Genette sobre o conceito de paratextos: <em>&#8220;s\u00e3o dispositivos ou conven\u00e7\u00f5es liminares (como poses no tapete vermelho, atributos faciais caracter\u00edsticos, h\u00e1bitos do Instagram ou p\u00e1ginas do Facebook) que formam um significado inicial entre texto e audi\u00eancia&#8221;<\/em> (p. 4). Trata-se, portanto, de pr\u00e1ticas e discursos heterog\u00eaneos que acumulamos com o tempo em nossas identidades de persona online: <em>&#8220;Esses paratextos circulam conforme performer utilizam suas identidades para converter a si mesmos e as produ\u00e7\u00f5es das quais fazem parte, tornando-se vis\u00edveis enquanto figuras midiatizadas, atrav\u00e9s de canais de distribui\u00e7\u00e3o da m\u00eddia tradicional e plataformas de m\u00eddias sociais mais pessoais&#8221;<\/em> (p. 4). No contexto das m\u00eddias sociais, eles citam likes, favoritos, compartilhamentos e retweets como paratextos.<\/p>\n<p>Em resumo, portanto, a dimens\u00e3o midiatizada aciona o nosso entendimento mais cotidiano de m\u00eddia: \u00e9 o fazer midi\u00e1tico, que envolve diretamente as (novas) tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o (e agenciamento) da modernidade digital. Aqui, vale novamente repensar a palavra m\u00eddia (como fizemos anteriormente com p\u00fablico),\u00a0 para que possemos lembrar que vivemos a cultura da m\u00eddia (como diria Douglas Kellner) e, portanto, as nossas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o interpeladas pelo fazer midi\u00e1tico e simultaneamente interpretadas a partir das configura\u00e7\u00f5es de entendimento do que aprendemos enquanto constru\u00e7\u00e3o de personas nos meios de comunica\u00e7\u00e3o &#8220;tradicionais&#8221;. O nosso endosso tamb\u00e9m constr\u00f3i quem somos (SCHAU e GILLY, 2003).<\/p>\n<h4><strong>A DIMENS\u00c3O PERFORMATIVA<\/strong><\/h4>\n<p>A terceira dimens\u00e3o \u00e9 provavelmente uma das mais levadas em considera\u00e7\u00e3o na pesquisa acad\u00eamica sobre identidade nas m\u00eddias sociais (cf. Polivanov, 2012, cap. 2). Amplamente baseada no trabalho de Erving Goffman, diz respeito ao <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/auto-apresentacao-nas-midias-sociais-aula-da-rihanna-sobre-papeis-sociais-nos-ambientes-online\/\">modo ao qual nos apresentamos apropriadamente de acordo com o p\u00fablico que temos \u00e0 nossa frente<\/a>: <em>&#8220;Goffman convencionou uma compreens\u00e3o de grau na qual todos n\u00f3s apresentamos &#8216;faces&#8217; e agimos de acordo a depender de cada situa\u00e7\u00e3o e suas expectativas&#8221;<\/em> (p. 4) &#8211; dialogando tamb\u00e9m com a ideia de identidade fragmentada de Hall (2006) e de audi\u00eancia imaginada de boyd (2011). De maneira simples, significa dizer que nossos atos perform\u00e1ticos condizem com o papel social que tomamos para si em cada situa\u00e7\u00e3o: a m\u00e3e, a blogueira, a professora, a acad\u00eamica, a militante, etc. &#8211; tudo isso em uma s\u00f3 persona.<\/p>\n<blockquote><p>Para apresentarmos uma persona mediada publicamente n\u00f3s devemos performar nossa identidade, nossa profiss\u00e3o, nosso g\u00eanero; e efetuar nossos gostos, interesses, e redes de conex\u00e3o atrav\u00e9s de atividades como coment\u00e1rios em posts, curtidas em contribui\u00e7\u00f5es de terceiros ou enquadramento de uma selfie. Essa identidade performativa n\u00e3o faz alega\u00e7\u00f5es sobre ser &#8216;verdadeira&#8217;, ou um self que \u00e9 de alguma maneira menos produzido ou implementado ou mais completo de alguma forma subjacente. A performance p\u00fablica do self n\u00e3o \u00e9 nem inteiramente &#8216;real&#8217; nem inteiramente &#8216;ficcional&#8217;. As conquistas da performatividade significa que uma persona conecta e enreda todas as v\u00e1rias caracter\u00edsticas que s\u00e3o encenadas e apresentadas no cotidiano e intencionadas para intera\u00e7\u00e3o com os outros (p. 4).<\/p><\/blockquote>\n<p>Sobre essa dimens\u00e3o, os autores chamam aten\u00e7\u00e3o principalmente para quatro quest\u00f5es: primeiro, para a no\u00e7\u00e3o rotineira da performance discutida por Papacharissi (2010) &#8211; e que, de certa forma, dialoga bastante com o conceito de habitus de Pierre Bourdieu &#8211; na qual <em>&#8220;qualquer intera\u00e7\u00e3o entre um self performado e o self performado de outros pode rapidamente se tornar um padr\u00e3o de a\u00e7\u00e3o que ent\u00e3o se torna uma rotina&#8221;<\/em>. O que envolve diretamente a segunda quest\u00e3o, que \u00e9 a expectativa que criamos na l\u00f3gica de coer\u00eancia expressiva (S\u00c1 e POLIVANOV, 2012) sobre como esperamos que as pessoas ajam frente \u00e0s determinadas situa\u00e7\u00f5es. Sobre isso, os autores mencionam tamb\u00e9m o trabalho de boyd (2010) para ratificar os conflitos geracionais quanto ao uso das m\u00eddias sociais, que <em>&#8220;nos lembra que os m\u00e9todos para performar o self n\u00e3o s\u00e3o fixos&#8221; <\/em>(p. 5).<\/p>\n<p>Os autores citam tamb\u00e9m a import\u00e2ncia do trabalho de Judith Butler (1999) para o conceito de performatividade, no qual a autora argumenta que <em>&#8220;a qualidade de apresenta\u00e7\u00e3o da identidade (de g\u00eanero) n\u00e3o \u00e9 nem determinada biologicamente nem produzida individualmente, mas possibilitada e coagida pelas institui\u00e7\u00f5es, tecnologias, redes e culturas nas quais o self p\u00fablico \u00e9 montado e performado&#8221;<\/em> (p. 5). Por fim, mas n\u00e3o menos importante, os autores acionam o conceito a interpreta\u00e7\u00e3o de viv\u00eancia mundana (lifeworld) de Habermas (1987) para citar como incorporamos diversos elementos de reprodu\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da sociedade &#8211; que engloba plataformas de m\u00eddia, tecnologias m\u00f3veis, canais de comunica\u00e7\u00e3o m\u00faltiplos, etc. &#8211; <em>&#8220;para gerenciar o self em diversas estruturas, institui\u00e7\u00f5es, performances t\u00e9cnicas, frames e palcos&#8221;<\/em> (p. 5).<\/p>\n<p>Um exemplo muito interessante que os autores apontam como &#8220;h\u00e1bitos&#8221; que acabamos tomando como naturais na constru\u00e7\u00e3o de identidades online \u00e9 explorado no trabalho de Ken Hillis (2009) sobre o &#8220;pull-down menu&#8221;: <em>&#8220;[o autor] nos lembra que a performance de g\u00eanero, peso, idade, profiss\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o, atitude e relacionamento para outros \u00e9 puramente ritualizada como resultado da op\u00e7\u00f5es limitadas dispon\u00edveis para usu\u00e1rios nos sistemas&#8221;<\/em> (p. 5). No entanto, argumentam os autores a partir de Marshall (2010), <em>&#8220;\u00e9 atrav\u00e9s da performatividade de apresenta\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica que indiv\u00edduos s\u00e3o encorajados, convocados e at\u00e9 mesmo &#8216;seduzidos&#8217; a constru\u00e7\u00f5es mais elaboradas da apresenta\u00e7\u00e3o p\u00fablica&#8221;<\/em>. Essa constru\u00e7\u00e3o performativa deve sempre estar de acordo com certa coer\u00eancia narrativa atrav\u00e9s de um equil\u00edbrio entre pessoal, profissional, sincero e aut\u00eantico.<\/p>\n<h4><strong>A DIMENS\u00c3O COLETIVA<\/strong><\/h4>\n<p>A quarta dimens\u00e3o apontada no texto se refere \u00e0 no\u00e7\u00e3o de coletivo \u00e0 qual fazemos parte numa rede de conex\u00f5es: <em>&#8220;O indiv\u00edduo est\u00e1 conectado a m\u00faltiplos p\u00fablicos, tornando a dimens\u00e3o coletiva de uma persona um complexo meta-coletivo&#8221;\u00a0<\/em>(p. 6). Aqui os autores acionam termos como &#8220;n\u00f3s&#8221; e &#8220;redes&#8221; para ratificar a ideia de diferentes (e possivelmente sobrepostas) conex\u00f5es entre os atores que possuem um ponto central: a persona do usu\u00e1rio. N\u00e3o se trata (apenas) da no\u00e7\u00e3o de redes das quais fazemos parte no contexto de m\u00eddias sociais, mas tamb\u00e9m dos processos diversos &#8211; e em diferentes plataformas &#8211; que utilizamos para construir a nossa identidade online (voc\u00ea \u00e9 sua conta no Instagram + Facebook + LinkedIn + Twitter, etc.).<\/p>\n<p>Essa constru\u00e7\u00e3o fragmentada do self implica uma audi\u00eancia tamb\u00e9m fragmentada (por\u00e9m razoavelmente imaginada), que traz \u00e0 discuss\u00e3o o conceito de micro-publics. A primeira vez que vi esse termo num artigo foi no texto <em>&#8220;Is Habermas on Twitter? Social Media and the Public Sphere&#8221;<\/em>, de Axel Bruns e Tim Highfield, na qual os autores apresentam esses micro-p\u00fablicos como constituintes plurais de uma (nova) esfera p\u00fablica nas m\u00eddias sociais. No ensaio em quest\u00e3o, os autores apresentam o conceito tamb\u00e9m partindo de uma ideia de pequenos grupos de audi\u00eancia que denominam certos valores e expectativas em comum frente \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma persona: <em>&#8220;A intercomunica\u00e7\u00e3o entre atividades de micro-p\u00fablico ocorre como parte da comunica\u00e7\u00e3o interpessoal do self, onde automedia\u00e7\u00f5es est\u00e3o ligadas diretamente a atividades de autopromo\u00e7\u00e3o em diversas plataformas, sites e servi\u00e7os&#8221;<\/em> (p. 6).<\/p>\n<blockquote><p>Micro-p\u00fablicos s\u00e3o micro n\u00e3o em termos de escala, mas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza da rede que \u00e9 regular e privadamente atualizada por uma identidade central. Um microp\u00fablico est\u00e1 anexado \u00e0 uma persona \u00fanica que est\u00e1 pessoalmente produzindo, respondendo e transmitindo na tradi\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de m\u00eddia previamente dominantes, o que torna o microp\u00fablico uma rede quasi-p\u00fablica. Para lidar completamente com a emerg\u00eancia da persona online, n\u00f3s observamos atentamente as conex\u00f5es fortes entre indiv\u00edduos e as m\u00faltiplas sobreposi\u00e7\u00f5es de microp\u00fablicos aos quais eles s\u00e3o centrais (p. 6).<\/p><\/blockquote>\n<p>Essa dimens\u00e3o retoma outros dois conceitos j\u00e1 citados neste post: a ideia de coer\u00eancia expressiva e o conceito de gerenciamento de impress\u00f5es. O primeiro, cunhado por S\u00e1 e Polivanov (2012), parte justamente da ideia de Goffman sobre como temos que criar uma narrativa bem amarrada e alinhada para os diferentes (micro)p\u00fablicos.\u00a0No texto, os autores citam duas complica\u00e7\u00f5es atuais para essa dimens\u00e3o: <em>&#8220;a rela\u00e7\u00e3o de tornar-se amigo e tornar-se seguidor que amplica o la\u00e7o afetivo entre autor e p\u00fablico [&#8230;] que contribuiu com novas dimens\u00f5es interpessoais de express\u00f5es culturais, governan\u00e7a e consumo&#8221;<\/em>; e <em>&#8220;a constru\u00e7\u00e3o muito complexa de p\u00fablicos como microp\u00fablicos que intercepta sistemas de comunica\u00e7\u00e3o e m\u00eddia maiores e consolidados que produzem tropas culturais e contribui para uma nova orienta\u00e7\u00e3o de valor e agenciamento&#8221;<\/em> (p. 6).<\/p>\n<h4><strong>A DIMENS\u00c3O DE VALOR<\/strong><\/h4>\n<p>A \u00faltima dimens\u00e3o coloca em pauta outra perspectiva bastante estudada sobre a midiatiza\u00e7\u00e3o do self online (principalmente se tratando de influenciadores\/webcelebridades\/produtores de conte\u00fado): agenciamento, reputa\u00e7\u00e3o e prest\u00edgio. <em>&#8220;O motivo para criar personas pode variar desde o pessoal e \u00edntimo [&#8230;] ao profissional [&#8230;] ou o p\u00fablico [&#8230;]. Personas n\u00e3o s\u00e3o fixas \u00e0s suas motiva\u00e7\u00f5es originais que levaram \u00e0s suas cria\u00e7\u00f5es, mas escorregam por registros da performance (Barbour, 2014), um processo que \u00e9 facilitado pela natureza mediada e coletiva da produ\u00e7\u00e3o de persona&#8221;<\/em> (p. 7), explicam os autores. De certa forma, essa argumenta\u00e7\u00e3o se assemelha com a vis\u00e3o weberiana sobre a\u00e7\u00f5es sociais, \u00e0s quais trabalhar\u00edamos com a racionalidade, a afetividade e\/ou a tradi\u00e7\u00e3o para auxiliar nossas tomadas de decis\u00f5es.<\/p>\n<blockquote><p>Nesse reconhecimento de inten\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s da produ\u00e7\u00e3o de persona est\u00e1 incorporado uma compreens\u00e3o do agenciamento envolvido. Embora trabalhando dentro das possibilidades e restri\u00e7\u00f5es da tecnologia, estruturas de poder e normas s\u00f3cioculturais, aqueles que constroem personas ainda est\u00e3o tomando decis\u00f5es ativas e importantes quanto ao modo que performam essa persona para seus micro-p\u00fablicos. A m\u00e1scara da persona \u00e9 adotada durante sua performance e a persona pode ent\u00e3o se tornar &#8216;algo&#8217; pela qual outras &#8216;coisas&#8217; s\u00e3o alcan\u00e7adas. A produ\u00e7\u00e3o de redes acontece pelas a\u00e7\u00f5es dos produtores da persona, e membros dessas redes podem igualmente contribuir para essa persona pelas suas escolhas e a\u00e7\u00f5es. A\u00e7\u00f5es paratextuais como &#8216;curtir&#8217; ou compartilhar conte\u00fados espec\u00edficos s\u00e3o contribui\u00e7\u00f5es ativas para uma identidade p\u00fablica ou semi-p\u00fablica, e demonstra a import\u00e2ncia das escolhas que fazemos em participa\u00e7\u00e3o online (p. 7).<\/p><\/blockquote>\n<p>Quanto \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o, os autores chamam a aten\u00e7\u00e3o dos trabalhos que t\u00eam investigado como a constru\u00e7\u00e3o de personas online t\u00eam traduzido &#8211; at\u00e9 coercivamente &#8211; em mudan\u00e7as de posturas da vida offline: <em>&#8220;pesquisas sobre a natureza aspiracional das performances de identidade online [&#8230;] parecem sustentar a ideia de que caracter\u00edsticas aspiracionais s\u00e3o constantemente eventualmente\u00a0inclu\u00eddas e incorporadas numa persona offline&#8221;<\/em> (p. 7).\u00a0Em paralelo, a ideia de prest\u00edgio \u00e9 relativizada: <em>&#8220;O prest\u00edgio associado \u00e0s personas &#8211; compreendido por aqueles que as criaram &#8211; \u00e9 outorgado pelo microp\u00fablico daquela persona&#8221;<\/em>. Em outras palavras, \u00e9 o intuito inicial da constru\u00e7\u00e3o da persona que pode julgar e avaliar o sucesso do seu prest\u00edgio.<\/p>\n<h4><strong>TRABALHOS NA EDI\u00c7\u00c3O<\/strong><\/h4>\n<p>Como mencionei desde o in\u00edcio, o texto n\u00e3o se trata de um artigo, mas de um ensaio que introduz os trabalhos dispon\u00edveis no volume 3 no. 1 do Persona Studies. Os autores chamam aten\u00e7\u00e3o para o interesse desses artigos no papel de p\u00fablicos conectados na constru\u00e7\u00e3o de uma persona; a din\u00e2mica intera\u00e7\u00e3o entre p\u00fablicos e atores para sua constitui\u00e7\u00e3o; a relev\u00e2ncia dos p\u00fablicos nessa din\u00e2mica constituinte; a sobreposi\u00e7\u00e3o de p\u00fablicos e trajet\u00f3ria transversal, din\u00e2mica, m\u00f3vel e flex\u00edvel para a constru\u00e7\u00e3o de personas em diferentes situa\u00e7\u00f5es; e a responsabilidade da coer\u00eancia expressiva (ou <em>accountability<\/em>) entre suas performances.<\/p>\n<blockquote><p>Quando levamos em considera\u00e7\u00e3o esses coletivos e redes e a intera\u00e7\u00e3o que acontece entre e atrav\u00e9s deles; quando ficamos atento \u00e0 performance, \u00e0s media\u00e7\u00f5es e aos mecanismos de adquirir e distribuir valor atrav\u00e9s de personas, como os artigos nessa edi\u00e7\u00e3o consideram, \u00e9 inevit\u00e1vel que consideremos tamb\u00e9m os componentes estruturais e estruturantes que condicionam e limitam a produ\u00e7\u00e3o e performance de uma pessoa [&#8230;]. As estruturas que condicionam personas s\u00e3o considera\u00e7\u00f5es cruciais, mas elas podem, se n\u00e3o formos cuidadosos, rapidamente esmagar coagir como fazemos sentidos de personas. N\u00f3s agora estamos, talvez, habituados \u00e0s discuss\u00f5es sobre limita\u00e7\u00f5es e possibilidades das plataformas de tecnologia e m\u00eddias sociais na produ\u00e7\u00e3o de identidades p\u00fablicas digitais (p. 9).<\/p><\/blockquote>\n<p>Como mencionei no in\u00edcio do post, um dos grandes m\u00e9ritos do ensaio \u00e9 construir uma tentativa de &#8220;estado da arte&#8221; do que tem sido refer\u00eancia e impactado diretamente no campo de pesquisa sobre identidades online no mundo todo. \u00c9 evidente que a vis\u00e3o anglo-euroc\u00eantrica impede que os autores australianos deem aten\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, por isso fiz quest\u00e3o de citar alguns trabalhos tamb\u00e9m relevantes no contexto brasileiro &#8211; e que poderiam agregar ainda mais \u00e0 discuss\u00e3o mundial, tiv\u00e9ssemos a mesma visibilidade dos norte-americanos. De qualquer modo, o a proposta das cinco dimens\u00f5es para pensar personas online \u00e9 muito bem constru\u00edda, desenvolvida e argumentada &#8211; ainda que os pr\u00f3prios autores ratifiquem que n\u00e3o se trata de um framework totalit\u00e1rio, mas &#8220;\u00fateis para considerar as rela\u00e7\u00f5es entre tecnologia e identidades p\u00fablicas digitais&#8221;.<\/p>\n<p>Nessa edi\u00e7\u00e3o da revista, est\u00e3o presentes os artigos:\u00a0<a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/article\/view\/640\">\u201cGet Off My Internets\u201d: How Anti-Fans Deconstruct Lifestyle Bloggers\u2019 Authenticity Work<\/a>, de Sarah McRae;\u00a0<a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/article\/view\/650\">The persona in autobiographical game-making as a playful performance of the self<\/a>, de Stefan Werning;\u00a0<a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/article\/view\/651\">Constructing the Antichrist as Superstar: Marilyn Manson and the Mechanics of Eschatological Narrative<\/a>, de Patrick William Osborne; e\u00a0<a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/article\/view\/646\">The Hyphenated Persona: Aidan Quinn\u2019s Irish-American Performances<\/a>, de Loretta Goff. Vale tamb\u00e9m conferir, entretanto, a segunda edi\u00e7\u00e3o de 2017, que traz mais textos sobre personas no contexto digital como\u00a0<a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/article\/view\/710\">Online Persona Research: An Instagram Case Study<\/a> e\u00a0<a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/article\/view\/648\">Teenagers, Fandom and Identity<\/a>, al\u00e9m do \u00f3timo criativo\u00a0<a href=\"https:\/\/ojs.deakin.edu.au\/index.php\/ps\/article\/view\/708\">User Personas and Social Media Profiles<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dimensions-persona.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-4056 size-large\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dimensions-persona-1024x576.png\" alt=\"\" width=\"980\" height=\"551\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dimensions-persona-1024x576.png 1024w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dimensions-persona-300x169.png 300w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dimensions-persona-768x432.png 768w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/dimensions-persona.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>MOORE, C.; BARBOUR, K.; LEE, K. <em>Five Dimensions of Online Persona. Persona Studies<\/em>, vol. 3, no. 1, 2017.<\/p>\n<p>boyd, d 2011,\u00a0<em>Social Network Sites as networked publics: Affordances, Dynamics, and implications<\/em>.\u00a0In: PAPACHARISSI, Zizi (Ed.). A Networked Self: Identity, Community and Culture on Social Network Sites.<\/p>\n<p>Barbour, K 2014, <em>Finding the Edge: Online persona creation by fringe artists<\/em>, Doctoral Thesis, Deakin University, Australia.<\/p>\n<p>Baym, NK 2010 <em>Personal Connections in the Digital Age<\/em>, Polity, Cambridge.<\/p>\n<p>Butler, J 1999, <em>Gender Trouble<\/em>, 2nd edn, Taylor and Francis, Hoboken.<\/p>\n<p>Donath, J (2007) <em>\u2018Signals in social supernets\u2019<\/em>, Journal of Computer Mediated Communication, vol. 13, no. 1, pp. 231-251.<\/p>\n<p>Genette, G 1997, <em>Paratexts: Thresholds of Interpretation<\/em>, Cambridge University Press, Melbourne.<\/p>\n<p>Habermas, J 1987 <em>Theory of Communicative Action<\/em>, Volume 2: Life-World and System: A Critique of Functionalist Reason, translated by Thomas McCarthy, Beacon Press, Boston.<\/p>\n<p>Hall, S 2006,\u00a0<em>A identidade cultural na p\u00f3s-modernidade<\/em>. 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Tese. (Doutorado em Comunica\u00e7\u00e3o). Universidade Federal Fluminense: Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Rainie, L &amp; Wellman, B 2012, <em>Networked: The New Social Operating System<\/em>, The MIT Press, Cambridge, Massachusetts.<\/p>\n<p>Schau, H &amp; Gilly, M. <em>We Are What We Post? Self-Presentation in Personal Web Space<\/em>. Journal of Consumer Research, Inc., v. 30, 2003.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos meus crit\u00e9rios para avaliar a qualidade\/compatibilidade de um artigo acad\u00eamico com os meus interesses de estudo \u00e9 verificar as refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas ao final do trabalho. 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