{"id":3422,"date":"2017-05-22T02:52:51","date_gmt":"2017-05-22T05:52:51","guid":{"rendered":"http:\/\/insightee.com.br\/blog\/?p=3422"},"modified":"2017-05-22T12:12:38","modified_gmt":"2017-05-22T15:12:38","slug":"fronteiras-cambiantes-da-exposicao-publica-e-privada-thompson-estaria-no-instagram-ou-no-snapchat","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/fronteiras-cambiantes-da-exposicao-publica-e-privada-thompson-estaria-no-instagram-ou-no-snapchat\/","title":{"rendered":"Fronteiras cambiantes da exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica e privada: Instagram Stories x Snapchat"},"content":{"rendered":"<p>Quem me segue no Twitter sabe que eu sou um grande entusiasta do Snapchat. N\u00e3o tanto pela plataforma em si (tamb\u00e9m), mas provavelmente (bem) mais pelo meu rancor e \u00f3dio constante a tudo que Mark Zuckerberg toca. O modo como ele copiou na cara dura a funcionalidade mais importante do app amarelinho me assusta, mas n\u00e3o tanto quanto me assusta o fato de as pessoas terem lidado com isso &#8220;numa boa&#8221; &#8211; j\u00e1 n\u00e3o sei mais do que esse cara n\u00e3o \u00e9 capaz, e aparentemente estamos ok com isso. Um m\u00eas atr\u00e1s o <a href=\"http:\/\/www.businessinsider.com\/instagram-stories-vs-snapchat-user-growth-chart-2017-4\">Business Insider<\/a> divulgou um gr\u00e1fico da ascens\u00e3o estrondosa de usu\u00e1rios di\u00e1rios ativos do Instagram Stories em compara\u00e7\u00e3o com o Snapchat (que deve come\u00e7ar a cair muito em breve, se j\u00e1 n\u00e3o come\u00e7ou). Aten\u00e7\u00e3o: cenas fortes abaixo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/static1.businessinsider.com\/image\/58fe5b060ba0b8ce018b5b72-1200\/cotd424.png\" alt=\"COTD_4.24 instagram vs snapchat\" \/><\/p>\n<p>Frente a esse cen\u00e1rio de profunda tristeza (\u00e9 uma piada, mas tamb\u00e9m \u00e9 s\u00e9rio), tentei tirar algum proveito de tudo isso. Tendo lido h\u00e1 algumas semanas o texto <strong><em>&#8220;Fronteiras cambiantes da vida p\u00fablica e privada&#8221;<\/em><\/strong> de John B. Thompson para uma mat\u00e9ria da faculdade, comecei a pensar sobre a quest\u00e3o da privacidade no que tange ambas as plataformas. Porque embora possuam funcionalidades bem semelhantes (afinal Mark copiou tudo igualzinho, ratifico), as apropria\u00e7\u00f5es de cada uma delas partem de pressupostos relativamente diferentes. Antes de entrar nessa discuss\u00e3o, entretanto, trago algumas informa\u00e7\u00f5es introdut\u00f3rias sobre o texto em quest\u00e3o &#8211; e \u00e9 importante enfatizar tamb\u00e9m que talvez esse n\u00e3o seja o melhor texto para essa an\u00e1lise (afinal ele foi feito para a disciplina de Pol\u00edtica), mas estou partindo de uma necessidade de melhor compreens\u00e3o do artigo utilizando algumas de suas ideias para tentar pensar alguns exemplos mais contempor\u00e2neos e pertinentes \u00e0s m\u00eddias sociais.<\/p>\n<p>O objetivo do autor \u00e9 compreender como os dom\u00ednios p\u00fablico e privado &#8220;se reorganizaram com o nascimento das novas formas mediadas de comunica\u00e7\u00e3o na Europa do in\u00edcio do per\u00edodo moderno&#8221;. Usa como base fundamental da sua argumenta\u00e7\u00e3o um esc\u00e2ndalo pol\u00edtico de Parlamentares brit\u00e2nicos que tiveram suas m\u00e1s condutas escancaradas pela m\u00eddia de maneira que veio a chacoalhar o cen\u00e1rio pol\u00edtico brit\u00e2nico como nunca anteriormente. O artigo \u00e9 bastante denso, daqueles que parecem mais um cap\u00edtulo de um livro &#8211; traz v\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es, conceitos e refer\u00eancias sobre o assunto. Est\u00e1 dividido em quatro grandes partes que conduzem sua linha de racioc\u00ednio: <em>O p\u00fablico e o privado<\/em>; <em>O surgimento da visibilidade mediada<\/em>; <em>A transforma\u00e7\u00e3o da privacidade<\/em>; <em>Fronteiras cambiantes entre o p\u00fablico e o privado<\/em> &#8211; desses quatro, os dois \u00faltimos dialogam mais diretamente com algumas reflex\u00f5es que trarei a seguir, mas os dois primeiros tamb\u00e9m s\u00e3o importantes.<\/p>\n<p>Na primeira parte, Thompson faz uma breve &#8211; por\u00e9m razoavelmente densa &#8211; contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do pensamento acerca do p\u00fablico e do privado. Para isso, recorre a dois autores essenciais \u00e0 discuss\u00e3o: Hannah Arendt e J\u00fcrgen Habermas. Seu objetivo nesse momento \u00e9 mostrar que as fronteiras entre o p\u00fablico e o privado n\u00e3o s\u00e3o exclusividades da modernidade, j\u00e1 estavam presente nas sociedades desde a Gr\u00e9cia Antiga (porque todo texto de Ci\u00eancia Pol\u00edtica precisa voltar l\u00e1). Ele explica que, a partir do surgimento das cidades-estado, surge uma vida pol\u00edtica separada da vida do lar, onde, nesse contexto, &#8220;o dom\u00ednio privado era o do domic\u00edlio e da fam\u00edlia&#8221; e &#8220;o dom\u00ednio p\u00fablico era um espa\u00e7o de apari\u00e7\u00e3o em que as coisas ditas e feitas poderiam ser vistas e ouvidas pelos demais&#8221;. A partir de Arendt, ele explica que o lar era a fonte da necessidade onde se provia a sobreviv\u00eancia, enquanto o dom\u00ednio p\u00fablico estava mais ligado a uma ideia de sociabilidade discursiva.<\/p>\n<p>Ainda nessa primeira parte o autor se apoia em Arendt para apresentar como essa din\u00e2mica muda muito tempo depois com o surgimento das sociedades modernas a partir dos s\u00e9culos XVII e XVIII &#8211; explicando &#8220;o surgimento do social&#8221; e a emerg\u00eancia da &#8220;sociedade civil&#8221;. No entanto, ele faz importantes cr\u00edticas ao trabalho de Arendt devido \u00e0 sua omiss\u00e3o frente ao debate sobre as m\u00eddias comunicacionais\u00a0(circula\u00e7\u00e3o massificada da informa\u00e7\u00e3o) que come\u00e7am a se proliferar tamb\u00e9m nesse momento. A partir da\u00ed traz Habermas para falar sobre a (refeudaliza\u00e7\u00e3o) da esfera p\u00fablica e o contexto da sociedade do espet\u00e1culo de Debord. Explica aqui o conceito habermasiano de &#8220;princ\u00edpio da publicidade&#8221;, a ideia de que &#8220;a opini\u00e3o pessoal de indiv\u00edduos privados poderia caminhar para uma opini\u00e3o p\u00fablica a partir do debate racional e cr\u00edtico entre um grupo de cidad\u00e3os&#8221;. Enfim, mostra como os sentidos de p\u00fablico e privados s\u00e3o realocados na modernidade, mesmo que algumas refer\u00eancias permane\u00e7am.<\/p>\n<p>A segunda parte do texto \u00e9 guiada pela pergunta: o que \u00e9 ser vis\u00edvel? &#8220;Vis\u00edvel \u00e9 aquilo que pode ser visto, que \u00e9 percept\u00edvel pelo sentido da vis\u00e3o&#8221;, seria a resposta mais simples. Ele parte da no\u00e7\u00e3o mais comum de visibilidade (da pr\u00e9-modernidade), localizada, ou seja, &#8220;aqueles que s\u00e3o vis\u00edveis para n\u00f3s s\u00e3o aqueles que compartilham conosco a mesma refer\u00eancia espa\u00e7o-temporal&#8221; &#8211; o que exige um pressuposto de referencial rec\u00edproco tamb\u00e9m. No entanto, Thompson chama a aten\u00e7\u00e3o para como o desenvolvimento da m\u00eddia comunicacional (desde a m\u00eddia impressa at\u00e9 a eletr\u00f4nica) oferece a essa no\u00e7\u00e3o mais comum de visibilidade um descanso ao referencial espa\u00e7o-temporal de localiza\u00e7\u00e3o da copresen\u00e7a &#8211; surgindo a\u00ed o que chama de visibilidade mediada (&#8220;novas formas de visibilidade cujas propriedades espec\u00edfi cas s\u00e3o moldadas por meios espec\u00edfi cos de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;), uma vis\u00e3o contempor\u00e2nea mais ampliada.<\/p>\n<blockquote><p>As m\u00eddias eletr\u00f4nicas possibilitaram a transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e conte\u00fados simb\u00f3licos por largas dist\u00e2ncias com pouco ou mesmo nenhum atraso. Consequentemente criam um tipo de simultaneidade desespacializada: quem est\u00e1 distante pode se fazer vis\u00edvel praticamente no mesmo instante de tempo, pode ser ouvido no mesmo momento em que fala e pode ser visto no momento em que executa a a\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o compartilhe o mesmo referencial de espa\u00e7o com os indiv\u00edduos para os quais est\u00e1 vis\u00edvel. Ainda, as m\u00eddias eletr\u00f4nicas contam com uma riqueza de produ\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas possibilitando a reprodu\u00e7\u00e3o de algumas das caracter\u00edsticas da intera\u00e7\u00e3o direta nessas novas m\u00eddias.<\/p><\/blockquote>\n<p>Como mencionei anteriormente, esses dois primeiros momentos n\u00e3o s\u00e3o essenciais ao assunto do post, mas acho importante descrever essas constru\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas para refor\u00e7ar sempre que nada que compreendemos hoje enquanto sociedade e indiv\u00edduos sociais foi decis\u00e3o divina &#8211; \u00e9 tudo constru\u00e7\u00e3o social (e se foi constru\u00eddo pode ser desconstru\u00eddo). Na terceira parte do texto, por exemplo, ele mostra como a no\u00e7\u00e3o de privacidade se transformou com o tempo &#8211; mantendo ideais semelhantes, mas sob pressupostos diferentes. Na Gr\u00e9cia Antiga o &#8220;dom\u00ednio privado era relevante apenas por dar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que os indiv\u00edduos sobrevivessem e assim participassem do dom\u00ednio p\u00fablico&#8221;, ou seja, era dado um valor muito maior ao dom\u00ednio p\u00fablico, s\u00edmbolo de liberdade &#8220;em que os seres humanos poderiam satisfazer todo seu potencial como seres humanos&#8221;. A privacidade estava ligada \u00e0 priva\u00e7\u00e3o da liberdade.<\/p>\n<p>O sentimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 privacidade j\u00e1 \u00e9 outro na modernidade, onde &#8220;a esfera privada proporciona aos indiv\u00edduos um espa\u00e7o para se recolher do brilho da vida p\u00fablica e de ser constantemente visto e ouvido pelos outros&#8221;. Ou seja, o privado \u00e9 visto com bons olhos, como espa\u00e7o de autenticidade e autonomia.\u00a0Thompson explica que essa no\u00e7\u00e3o parte do contexto social e pol\u00edtico no qual emergem as quest\u00f5es da privacidade nos \u00faltimos s\u00e9culos, pautado principalmente pela tradi\u00e7\u00e3o da teoria pol\u00edtica liberal democr\u00e1tica que se preocupa em definir os limites do Estado.\u00a0Em segundo lugar, ele aponta que &#8220;hoje estamos inclinados a pensar a privacidade como um tipo de direito, algo que, como indiv\u00edduos, reclamamos que legitimamente nos pertence&#8221;.\u00a0Na melhor defini\u00e7\u00e3o: &#8220;Para Warren e Brandeis, a privacidade \u00e9 o direito de ser deixado em paz&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>A maior parte das demais tentativas de conceituar a privacidade em termos de intimidade, de sigilo e do \u00e2mbito pessoal t\u00eam outras defici\u00eancias igualmente complicadas . Como poder\u00edamos ent\u00e3o conceituar privacidade? No meu ponto de vista, a maneira mais produtiva de se conceituar privacidade \u00e9 em termos de controle. Em seu sentido mais fundamental, privacidade tem rela\u00e7\u00e3o com a habilidade dos indiv\u00edduos em exercer controle sobre alguma coisa. Normalmente esta coisa \u00e9 interpretada como informa\u00e7\u00e3o: ou seja, privacidade \u00e9 a habilidade de controlar as informa\u00e7\u00f5es sobre si mesmo, e tamb\u00e9m de controlar a maneira e at\u00e9 a medida que essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o comunicadas aos outros.<\/p><\/blockquote>\n<p>O autor\u00a0traz para discuss\u00e3o tr\u00eas dimens\u00f5es de privacidade segundo\u00a0Beate R\u00f6ssler: a privacidade informacional, referente ao controle das informa\u00e7\u00f5es (&#8220;sobre n\u00f3s mesmos e o direito de proteg\u00ea-las do acesso indesej\u00e1vel de outras pessoas&#8221;); a privacidade decisional, referente \u00e0 escolha de quem ou o que possui acesso (&#8220;controle de nossas decis\u00f5es e a\u00e7\u00f5es e o direito de proteg\u00ea-las da interfer\u00eancia indesejada por parte de outras pessoas&#8221;); e privacidade espacial, referente ao: direito de proteger nossos espa\u00e7os contra pessoas indesejadas (&#8220;controle de nossos pr\u00f3prios espa\u00e7os e o direito de proteg\u00ea-los contra a invas\u00e3o indesejada de outras pessoas&#8221;). \u00c9 importante pensar nessas dimens\u00f5es para que possamos localizar tamb\u00e9m as viola\u00e7\u00f5es pass\u00edveis a cada uma delas, pois essas infra\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m variam de acordo com o contexto.<\/p>\n<p>E \u00e9 a partir do conceito de self de Erving Goffman que Thompson prop\u00f5e uma &#8220;defini\u00e7\u00e3o rudimentar&#8221; \u00e0 no\u00e7\u00e3o de privado, onde &#8220;os direitos relacionados [&#8230;] s\u00e3o aqueles em que o indiv\u00edduo tem que exercer controle e restringir o acesso dos outros&#8221;. Aqui, finalmente, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel abrir a ponte que pretendo fazer com as reflex\u00f5es sobre o Instagram e o Snapchat. Isso porque Goffman \u00e9 o principal autor no qual os textos sobre auto-apresenta\u00e7\u00f5es em m\u00eddias sociais se baseiam atualmente. Para ele, \u201ca informa\u00e7\u00e3o a respeito do indiv\u00edduo serve para definir a situa\u00e7\u00e3o, tornando os outros capazes de conhecer antecipadamente o que ele esperar\u00e1 deles e o que dele podem esperar\u201d (GOFFMAN, 1972). \u00c9 ele que consolida a ideia de performance, em que n\u00f3s, enquanto atores sociais (e h\u00e1 uma \u00eanfase mesmo ao teatro), agimos de maneira adequada \u00e0 cena social onde nos apresentamos.<\/p>\n<p>Dialogando diretamente com a proposta de Goffman, Thompson traz no texto o argumento de Helen Nissenbaum sobre &#8220;integridade contextual&#8221;: a privacidade tamb\u00e9m deve partir de um ponto de an\u00e1lise que leve em considera\u00e7\u00e3o seu referencial contextual &#8211; ou seja, &#8220;em cada uma delas h\u00e1 normas espec\u00edfi cas para regular o que \u00e9 apropriado e aceit\u00e1vel na maneira como a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 revelada e compartilhada&#8221;.\u00a0A autora prop\u00f5e dois tipos de normas: de adequa\u00e7\u00e3o e de fluxo de distribui\u00e7\u00e3o\/de informa\u00e7\u00e3o. A primeira diz respeito a quest\u00f5es sobre o que compartilhar, onde e para quem, enquanto a segunda est\u00e1 relacionada \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, ou seja, para quem posso divulgar informa\u00e7\u00f5es de terceiros. No texto, Thompson d\u00e1 um exemplo de uma consulta no m\u00e9dico; aqui, podemos associar a primeira a uma <em>nude<\/em> enviada no Snapchat, por exemplo, e a segunda \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o dessa <em>nude<\/em>.<\/p>\n<p>O autor segue a argumentar que a esfera privada n\u00e3o pode ser mais pensada (se \u00e9 que um dia j\u00e1 p\u00f4de) como um espa\u00e7o localizado, j\u00e1 que as novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o expandem a no\u00e7\u00e3o de privacidade a outros n\u00edveis de sociabilidade &#8211; e refor\u00e7a o aspecto do exerc\u00edcio de controle dos indiv\u00edduos. S\u00e3o, portanto, dois pontos de aten\u00e7\u00e3o que podemos associar ao debate Instagram Stories x Snapchat: em primeiro lugar, a no\u00e7\u00e3o mais facilmente identificada de gerenciamento de self em cada uma das plataformas; e, em segundo lugar, como a no\u00e7\u00e3o de privacidade (ou a sua falta) condiciona o modus operandi dos usu\u00e1rios em cada uma das plataformas. Para me ajudar a pensar sobre isso, <a href=\"https:\/\/twitter.com\/seekpedro\/status\/866443622438318080\">pedi a ajuda dos meus seguidores do Twitter<\/a> com a seguinte pergunta: voc\u00eas se sentem confort\u00e1veis para postar no Instagram Stories o mesmo que postavam no Snapchat?<\/p>\n<p>As respostas se apoiaram em tr\u00eas pilares que s\u00e3o extremamente complementares, mas destrincho aqui cada uma delas para poder dissertar um pouco sobre suas peculiaridades: em primeiro lugar &#8211; e talvez mais importante, a n\u00edvel informacional &#8211; o fato da funcionalidade Stories ter chegado depois, ter sido incorporado \u00e0 plataforma do Instagram. Como eu mencionei l\u00e1 no in\u00edcio do texto, mesmo que as plataformas sejam semelhantes (em termos de funcionalidade), os usu\u00e1rios se apropriam delas de maneiras diferentes. Se voc\u00ea for parar para pensar, tanto Twitter quanto Facebook tamb\u00e9m permitem a publica\u00e7\u00e3o de imagens, mas o Instagram &#8211; enquanto m\u00eddia social que surgiu com o \u00fanico intuito de compartilhar retratos instant\u00e2neos &#8211; mesmo adotando novas funcionalidades, mant\u00e9m uma &#8220;coer\u00eancia s\u00f3cio-cultural&#8221; por parte dos seus usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>E isso nos leva diretamente ao segundo ponto, que \u00e9 a auto-apresenta\u00e7\u00e3o das pessoas em cada uma das plataformas. Um \u00f3timo exemplo disso \u00e9 <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/auto-apresentacao-nas-midias-sociais-aula-da-rihanna-sobre-papeis-sociais-nos-ambientes-online\/\">essa montagem feita com diferentes &#8220;Rihannas&#8221; em diferentes m\u00eddias sociais, conforme explicado brilhantemente &#8211; tamb\u00e9m a partir de Goffman &#8211; por Tarc\u00edzio Silva neste post<\/a>. A identidade que constru\u00edmos de n\u00f3s mesmos na internet segue tamb\u00e9m fragmentada, adequando nossa performance (ou gerenciamento do self\/auto-apresenta\u00e7\u00e3o) a cada um dos contextos de sociabilidade convencionado para cada uma das plataformas. Em resposta \u00e0 minha pergunta, uma amiga comentou sobre como no Instagram h\u00e1 uma imposi\u00e7\u00e3o ainda mais forte sobre certa &#8220;ditadura da beleza&#8221;, ou seja, uma necessidade de se apresentar sempre bem &#8211; talvez uma heran\u00e7a dos prim\u00f3rdios do app, dispon\u00edvel apenas para usu\u00e1rios de iPhone.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o, no Snapchat, outro amigo comentou &#8211; v\u00e1rios, na verdade &#8211; que o app era bem mais despretensioso. Chegamos, portanto, no terceiro e mais importante ponto para esse post: como plataforma mais fechada, o fantasminha dava ao usu\u00e1rio maior controle sob sua privacidade. H\u00e1, inclusive, controv\u00e9rsias sobre seu entendimento enquanto m\u00eddia social (no <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/quatro-aspectos-dos-sites-de-redes-sociais\/\">conceito acad\u00eamico mais atualizado<\/a>), justamente por ter uma usabilidade t\u00e3o restrita entre os usu\u00e1rios. Embora tenha come\u00e7ado como <em>chat<\/em>\u00a0para compartilhamento de imagens (snaps) com outros amigos, a plataforma s\u00f3 deslanchou de verdade com a consolida\u00e7\u00e3o do My Story &#8211; que permitia criar uma narrativa audiovisual a partir de v\u00eddeos (ou imagens) com at\u00e9 10 segundos de dura\u00e7\u00e3o. Ainda assim a sociabilidade do ambiente era bastante restrita, pois n\u00e3o havia acesso externo \u00e0 plataforma &#8211; e o controle estava literalmente nas m\u00e3os dos pr\u00f3prios usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ao sucumbirmos ao Instagram, portanto, perdemos a nossa privacidade n\u00e3o apenas no senso comum da palavra, mas no sentido de territ\u00f3rio do self que Goffman prop\u00f5e. Deixamos de lado &#8211; at\u00e9 certo ponto, obviamente &#8211; uma persona que constitui a nossa identidade para nos adequarmos \u00e0s novas normas sociais convencionadas \u00e0 usabilidade do Instagram. Odeio soar t\u00e3o rom\u00e2ntico, mas \u00e9 uma observa\u00e7\u00e3o que precisa ser pontuada. A transgress\u00e3o da nossa privacidade, nesse sentido, tamb\u00e9m vem em forma de viola\u00e7\u00e3o ao nosso controle, aquele que estabelecemos na nossa rela\u00e7\u00e3o com o Snapchat durante os anos que permanecemos enquanto usu\u00e1rios do aplicativo.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que isso n\u00e3o significa que n\u00e3o estamos ref\u00e9ns da reprodutibilidade comum \u00e0s novas tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o &#8211; em tese, voc\u00ea pode publicar no Instagram o que publicava no Snapchat. O que quero chamar a aten\u00e7\u00e3o, entretanto, \u00e9 que somos socialmente condicionados ao modo que atuamos nos diversos contextos sociais. Quando falamos de internet (ou m\u00eddias sociais), a privacidade &#8211; que n\u00e3o precisa ser necessariamente estruturada, mas pode ser tamb\u00e9m apropriada (pense em fakes do Twitter, por exemplo)\u00a0&#8211; tem um papel important\u00edssimo na nossa constru\u00e7\u00e3o de si. Quando perdemos o controle, nosso direito de ser \u00e9 violado e se tiv\u00e9ssemos que apontar um culpado (al\u00e9m de n\u00f3s mesmos): Mark Zuckerberg.<\/p>\n<blockquote><p>A habilidade dos indiv\u00edduos em exercer controle sobre seus territ\u00f3rios do self e de restringir o acesso a eles \u00e9 constantemente posta em cheque, e em alguns contextos, comprometida pelo fato de que os outros podem se valer dos novos meios \u2013 tecnol\u00f3gicos, pol\u00edticos e legais \u2013 para ter acesso, conseguir informa\u00e7\u00f5es, explor\u00e1-las em benef\u00edcio pr\u00f3prio e, em algumas ocasi\u00f5es, torn\u00e1-las p\u00fablicas. As fronteiras mutantes entre a vida p\u00fablica e a vida privada tornam-se um novo campo de batalha nas sociedades modernas, um terreno disputado em que os indiv\u00edduos e organiza\u00e7\u00f5es travam um novo tipo de guerra da informa\u00e7\u00e3o: usando de todos os meios dispon\u00edveis para obter informa\u00e7\u00f5es sobre os outros e para controlar as informa\u00e7\u00f5es sobre si mesmos, muitas vezes esfor\u00e7ando-se\u00a0para lidar com mudan\u00e7as que n\u00e3o puderam prever e com agentes cujas inten\u00e7\u00f5es n\u00e3o puderam entender. Trata-se de um terreno em que as rela\u00e7\u00f5es de poder estabelecidas podem ser abaladas, vidas podem ser prejudicadas e at\u00e9, em alguns casos, reputa\u00e7\u00f5es podem ser perdidas.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem me segue no Twitter sabe que eu sou um grande entusiasta do Snapchat. N\u00e3o tanto pela plataforma em si (tamb\u00e9m), mas provavelmente (bem) mais pelo meu rancor e \u00f3dio constante a tudo que Mark Zuckerberg toca. 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