{"id":2946,"date":"2017-01-31T10:30:14","date_gmt":"2017-01-31T12:30:14","guid":{"rendered":"http:\/\/insightee.com.br\/blog\/?p=2946"},"modified":"2017-01-31T10:30:14","modified_gmt":"2017-01-31T12:30:14","slug":"marcha-das-mulheres-e-mobilizacao-online-debate-uniao-e-resistencias-por-anna-martinez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/marcha-das-mulheres-e-mobilizacao-online-debate-uniao-e-resistencias-por-anna-martinez\/","title":{"rendered":"Marcha das Mulheres e mobiliza\u00e7\u00e3o online: debate, uni\u00e3o e resist\u00eancias, por Anna Martinez"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>[Texto escrito por Anna Carolina Martinez, graduanda em Estudos de M\u00eddia na UFF]<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Marcha das Mulheres chegou at\u00e9 mim j\u00e1 pronta, articulada e no \u00e1pice de sua repercuss\u00e3o. No dia, abri o Facebook e me deparei com muitas imagens, v\u00eddeos e not\u00edcias sendo compartilhadas, e as in\u00fameras marchas em defesa aos direitos das mulheres e minorias que enchiam a minha <em>timeline<\/em> tamb\u00e9m me encheram de novas esperan\u00e7as &#8211; parece clich\u00ea, mas n\u00e3o \u00e9. O feminismo \u00e9 um tema bastante importante para mim, e ter recebido o convite para pensar nesta mobiliza\u00e7\u00e3o em que ele \u00e9 central com o olhar das m\u00eddias sociais foi, sem d\u00favida, um presente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto, at\u00e9 come\u00e7ar a pesquisar para esse post, n\u00e3o tinha percebido o processo que j\u00e1 acontecia antes mesmo da Marcha ir para as ruas. Toda a estrutura\u00e7\u00e3o desse movimento s\u00f3cio-pol\u00edtico j\u00e1 eram vis\u00edveis: discuss\u00f5es, resist\u00eancias, debates, e articula\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o-resposta mais significativa j\u00e1 apareciam nas redes sociais desde as elei\u00e7\u00f5es presidenciais dos EUA. Vejo a Marcha das Mulheres como parte de um longo processo de resist\u00eancia, e gostaria de focar na import\u00e2ncia da internet nisso tudo. Esta pode ser uma ferramenta bastante \u00fatil para a percep\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as culturais, pol\u00edticas e sociais antes mesmo de virem a tona no ambiente offline.<\/span><\/p>\n<p><b>Uma breve retrospectiva pr\u00e9-Marcha<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em novembro de 2016, Donald Trump venceu a elei\u00e7\u00e3o norte-americana contra Hillary Clinton ganhando n\u00e3o apenas poder pol\u00edtico, mas um poder simb\u00f3lico enorme que refor\u00e7a seus valores e discursos. O problema \u00e9 que estamos falando de um <a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/internacional-37921156\">homem envolvido em v\u00e1rias pol\u00eamicas, com declara\u00e7\u00f5es racistas, xen\u00f3fobas e sexistas, e que n\u00e3o tem problema nenhum em expor isso em entrevistas e campanhas<\/a>. Por mais que ele deixasse claro n\u00e3o se importar com as pessoas que agredia com suas declara\u00e7\u00f5es, essas pessoas se incomodaram e utilizaram dos recursos que tinham para responder.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os sites de redes sociais se tornaram um intenso \u201ccampo de batalhas\u201d. Cada <a href=\"http:\/\/infograficos.oglobo.globo.com\/mundo\/frases-polemicas-trump.html#fechar\">discurso desrespeitoso<\/a> de Trump gerava uma chuva de mobiliza\u00e7\u00f5es, respostas indignadas e revolta. Acredito que, \u00e0s vezes, o opressor \u2018ajuda\u2019 a motivar a uni\u00e3o dos grupos oprimidos a lutar, e foi exatamente isso que aconteceu. No dia seguinte da posse do novo presidente, mais de 3 milh\u00f5es de pessoas, no mundo, foram para as ruas lutar por seus direitos, acontecia a Marcha das Mulheres.<\/span><\/p>\n<p><b>Marcha(s) das Mulheres<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No dia 21 de janeiro de 2017, as \u201cMarcha das Mulheres\u201d lotaram as ruas de v\u00e1rias cidades no mundo lutando pela voz que estavam tentando calar. A multid\u00e3o com gorros de l\u00e3 rosa com duas pontas era composta por mulheres, homens, e crian\u00e7as. Juntos somavam mais de 500 mil manifestantes s\u00f3 na capital Americana &#8211; 200 mil a mais que os presentes no Capit\u00f3lio e no National Mall para a posse do Presidente Trump. De acordo com os organizadores da Marcha, havia mais de 3 milh\u00f5es de manifestantes em v\u00e1rias cidades dos Estados Unidos e tamb\u00e9m em outros pa\u00edses. Segundo o jornal <\/span><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mundo\/2017\/01\/1851963-marcha-das-mulheres-reune-milhares-contra-trump-em-washington.shtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">Folha de S\u00e3o Paulo<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, na Europa, foram realizadas marchas em Londres, Berlim, Paris, Roma, Viena, Genebra e Amsterd\u00e3.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na capital brit\u00e2nica, manifestantes relataram a participa\u00e7\u00e3o de mais de 100 mil pessoas. Qu\u00eania e \u00c1frica do Sul representaram o continente com centenas de pessoas cantando m\u00fasicas de protesto. E ainda houve passeatas em T\u00f3quio, Sidney, Nova Zel\u00e2ndia, Rio de Janeiro e &#8211; pasmem &#8211; Ant\u00e1rtica! Ao todo, estima-se que foram mais de 600 Marchas das Mulheres no mundo. O objetivo delas eram &#8220;o mesmo&#8221;: defender os direitos das mulheres e das minorias. Era uma rea\u00e7\u00e3o aos coment\u00e1rios mis\u00f3ginos feitos por Trump, al\u00e9m das promessas de medidas contra o direito ao aborto, discursos de racismo, xenofobia, acusa\u00e7\u00f5es de ass\u00e9dios e envolvimento em in\u00fameras pol\u00eamicas.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"http:\/\/images.csmonitor.com\/csm\/2017\/01\/1024121_1_0122-womens-march_standard.jpg?alias=standard_900x600nc\" width=\"859\" height=\"600\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falando em rea\u00e7\u00e3o aos coment\u00e1rios de Trump, gostaria de apresentar uma curiosidade sobre s\u00edmbolo das marchas: o gorro cor-de-rosa em formato de orelha de gatinho faz parte do <\/span><a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwiFmKexxOrRAhVFhZAKHYphCwwQFggcMAA&amp;url=https%3A%2F%2Fwww.pussyhatproject.com%2F&amp;usg=AFQjCNGKXfGCAwvdVg35e6tOvOOSCU6ZGg\"><span style=\"font-weight: 400;\">projeto \u201cPussyhat Project\u201d<\/span><\/a> <i><span style=\"font-weight: 400;\">(Projeto &#8216;chap\u00e9u de buceta&#8217; &#8211;\u00a0tradu\u00e7\u00e3o livre &#8211;\u00a0\u00e9 um trocadilho,\u00a0pois\u00a0a palavra em ingl\u00eas &#8220;pussy&#8221; tanto pode significar gatinho quanto a forma pejorativa de se referir a vagina.). <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Trata-se de uma campanha a qual incentivava as mulheres a tricotarem gorros de l\u00e3 cor de rosa com duas pontas para usarem ou distribu\u00edrem no dia da passeata. Os gorros fazem refer\u00eancia ao v\u00eddeo vazado de Trump <a href=\"http:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/10\/07\/internacional\/1475876534_569892.html\">no qual ele aparece falando <\/a><\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando voc\u00ea \u00e9 uma estrela, elas te deixam fazer qualquer coisa. Pegue-as pela buceta\u201d.<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por mais que a frase acima tenha indignado muita gente, nem todas puderam estar nas ruas somando \u00e0 multid\u00e3o. Felizmente isso n\u00e3o foi impedimento para acompanhar e participar das manifesta\u00e7\u00f5es. As in\u00fameras marchas foram compartilhadas e transmitidas ao vivo no Youtube e nas m\u00eddias sociais, tanto por manifestantes quanto pela imprensa &#8211; e me atrevo a dizer, inclusive, que isso permitiu que a resist\u00eancia das ruas e de rede atuassem juntas, aumentando o alcance de pessoas na mobiliza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A pr\u00f3pria Hillary Clinton foi uma que se aproveitou dessa extens\u00e3o e tuitou agradecendo e apoiando a Marcha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m dela, outras personalidades e famosos se posicionaram, estiveram nas manifesta\u00e7\u00f5es, postaram fotos, frases de apoio, e discursaram: Gloria Steinem, Angela Davis, Madonna, Scarlet Johanssen, Miley Cyrus, Rihanna, Alicia Keys, Cher, Helen Mirren, Katty Perry, Kristin Stewart, Julianne Moore, Michael Moore, Amy Schumer, Chimamanda Ngozi Adichie, al\u00e9m de in\u00fameros jornalistas e os demais presentes. Dentre todos os discursos feitos, gostaria de dar destaque a uma <\/span><a href=\"https:\/\/cronicasnabelavista.wordpress.com\/2017\/01\/22\/brevissimas-do-facebook-o-discurso-de-angela-davis-na-womens-march\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">fala em Washington feita por uma das feministas mais importantes da hist\u00f3ria, Angela Davis<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">:<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEsta \u00e9 uma Marcha das Mulheres e ela representa a promessa de um feminismo contra o pernicioso poder da viol\u00eancia do Estado. E um feminismo inclusivo e interseccional que convoca todos n\u00f3s a resist\u00eancia contra o racismo, a islamofobia, ao anti-semitismo, a misoginia e a explora\u00e7\u00e3o capitalista.\u201d <\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Particularmente, acredito que essas palavras ilustram muito bem a ess\u00eancia do movimento. O car\u00e1ter inclusivo e interseccional faz com que vozes com diferentes pautas, viv\u00eancias, e que por muitas vezes s\u00e3o silenciadas possam falar. Demonstra que a multid\u00e3o est\u00e1 ali por um prop\u00f3sito: a luta por direitos, a busca por mudan\u00e7as socio-pol\u00edticas positivas para as mulheres, agregar mais pessoas \u00e0 luta, e um posicionamento contra o discurso do atual presidente &#8211; <\/span><a href=\"http:\/\/www.teenvogue.com\/story\/nora-harren-and-colette-raptosh-organizers-of-the-womens-march-on-idaho-talk-feminism?mbid=social_twitter\"><span style=\"font-weight: 400;\">na entrevista em que as organizadoras da Marcha em Idaho fizeram elas falam exatamente sobre isso<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. N\u00e3o diferente do que um regime opressor pede, ela encerra seu discurso da seguinte maneira:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs pr\u00f3ximos 1459 dias da gest\u00e3o Trump ser\u00e3o 1459 dias de resist\u00eancia: Resist\u00eancia nas ruas, nas escolas, no trabalho, resist\u00eancia em nossa arte e em nossa m\u00fasica.\u201d<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><b>Feminismo e a import\u00e2ncia do debate online<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s um melhor entendimento do que foi a manifesta\u00e7\u00e3o e seus prop\u00f3sitos, voltemos ao foco deste post: o papel da internet nesse processo. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Atrav\u00e9s dos sites de redes sociais, principalmente, \u00e9 poss\u00edvel identificar quais s\u00e3o os assuntos mais relevantes e como eles t\u00e3o sendo abordados, &#8211; quais s\u00e3o as hashtags que est\u00e3o sendo mais usadas no Twitter,\u00a0qual o tema mais pesquisado no Google, por exemplo &#8211;\u00a0e\u00a0 a partir disso, analisar\u00a0 se as intera\u00e7\u00f5es das pessoas\u00a0est\u00e3o sendo relevantes a ponto\u00a0de gerar questionamentos sobre\u00a0estruturas pol\u00edticas, culturais e sociais. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Utilizo da frase de Richard Rogers &#8211; em tradu\u00e7\u00e3o livre &#8211; para me expressar melhor:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais saber o quanto da sociedade e da cultura est\u00e1 online, mas sim como diagnosticar mudan\u00e7as culturais e condi\u00e7\u00f5es da sociedade atrav\u00e9s da internet.&#8221;<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O\u00a0acompanhamento dessas mudan\u00e7as permite esse diagn\u00f3stico, e\u00a0assim foi feito com a\u00a0Marcha, diversos sites\u00a0fizeram pesquisas monitorando\u00a0o processo para entender melhor a situa\u00e7\u00e3o &#8211; alguns deles foram <\/span><a href=\"https:\/\/www.wired.com\/2017\/01\/women-men-marching-today-according-twitter-data\/#slide-2\"><span style=\"font-weight: 400;\">Wired<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><a href=\"https:\/\/www.crimsonhexagon.com\/blog\/current-events\/why-we-marched\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Crimson Hexagon<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0E o que pude notar desse cen\u00e1rio\u00a0\u00e9\u00a0que o espa\u00e7o que o feminismo ganhou nesses \u00faltimos anos fez toda a diferen\u00e7a para que essa marcha tivesse acontecido.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo com v\u00e1rias outras pautas t\u00e3o importantes quanto, o feminismo foi o anfitri\u00e3o da Marcha das Mulheres, por isso\u00a0daremos uma aten\u00e7\u00e3o especial a ele\u00a0nesse momento\u00a0&#8211; vale ressaltar que <\/span><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Feminismo\"><span style=\"font-weight: 400;\">o feminismo n\u00e3o \u00e9 um movimento homog\u00eaneo, pelo contr\u00e1rio, tem v\u00e1rias vertentes<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, o feminismo negro; interseccional; liberal; radical; marxista; s\u00e3o alguns exemplos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O tema come\u00e7ou a ter destaque nas redes sociais no final de 2014, mas seu \u00e1pice aconteceu em 2015 &#8211; <\/span><a href=\"http:\/\/thinkolga.com\/tag\/internet\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 poss\u00edvel ver esse crescimento no infogr\u00e1fico feito pela ONG Think Olga.<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> Foi o ano de youtubers tratarem sobre o assunto, campanhas, hashtags, den\u00fancias e respostas espertas a machismos em geral pipocarem na internet. Assim, o movimento se popularizou na rede e mostrou o quanto o debate era necess\u00e1rio e as situa\u00e7\u00f5es estavam mais presentes do que imagin\u00e1vamos. A internet propiciou que sites de redes sociais se tornassem espa\u00e7os de reflex\u00e3o e disputas simb\u00f3lico-discursivas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2015, com todas essas a\u00e7\u00f5es e muitas identifica\u00e7\u00f5es com os casos, come\u00e7aram a surgir grupos para discutir e tentar entender o que \u00e9 feminismo, falar sobre as situa\u00e7\u00f5es passadas, tirar suas d\u00favidas, expor suas hist\u00f3rias, ouvir, apoiar e acolher de outras, combater as opress\u00f5es. De alguma forma, essa crescente deu for\u00e7a para quest\u00f5es antes deixadas de lado viessem a tona, as mulheres buscassem saber mais sobre seus direitos e, juntas, fossem se respeitando mais e lutando por igualdade. Come\u00e7ava a se estruturar um movimento social.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cseria poss\u00edvel compreender uma a\u00e7\u00e3o online coletiva &#8211; que tenha como caracter\u00edstica o \u00edmpeto de transforma\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito social e n\u00e3o unicamente hist\u00f3rico &#8211; como parte ou o pr\u00f3prio movimento social. Por esse \u00e2ngulo, seria aplic\u00e1vel o termo \u201cmovimento social\u201d em a\u00e7\u00f5es coletivas na Internet que marcam o recente revigoramento do movimento feminista.\u201d (SANTINI; TERRA; ALMEIDA, 2016)<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma dessas a\u00e7\u00f5es coletivas bastante difundida foi a campanha #primeiroassedio. A #primeiroassedio foi criada pela pr\u00f3pria ONG, ap\u00f3s diversos coment\u00e1rios maldosos e fetichizados sobre uma participante do programa Master Chef Junior. A campanha incentivava mulheres a denunciar seus primeiros casos de abusos e\/ou ass\u00e9dio. Este \u00e9 um trecho da pesquisa que a ONG Think Olga fez em 2015 sobre ela:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDe acordo com o Google Trends, a hashtag #primeiroassedio, por exemplo, teve mais de 11 milh\u00f5es de buscas relacionadas no buscador. Algumas procuravam saber o que era ass\u00e9dio, como ele acontece no trabalho, etc. Informa\u00e7\u00f5es poderosas e transformadoras, ao alcance de um clique, encontradas pelo incentivo de uma simples hashtag.\u201d<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu mesma vi muita gente amiga expondo suas hist\u00f3rias com essa campanha, e o que eu posso te dar certeza \u00e9 que muitas delas nunca tinham falado abertamente sobre isso. O que isso mostra \u00e9 que o silenciamento da v\u00edtima \u00a0&#8211; seja por medo, vergonha, nojo, n\u00e3o importa &#8211; \u00e9 uma realidade e essas campanhas serviram como uma forma de incentivar a falar. Foi algo que mexeu tanto com todos que tinham acesso a situa\u00e7\u00e3o que o debate se tornou necess\u00e1rio, tanto para quem contava seu relato, quanto para quem lia. O assunto tabu acabou se tornando o mais falado, dentro e fora da internet. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da grande repercuss\u00e3o essa foi s\u00f3 uma das muitas campanhas que tiveram, o momento ficou prop\u00edcio e com isso surgiram v\u00e1rias outras den\u00fancias e debates relacionados a ass\u00e9dios e viol\u00eancias contra a mulher. Infelizmente, foi f\u00e1cil perceber que muitas mulheres sequer sabiam que o que passavam era um tipo de agress\u00e3o ou ass\u00e9dio de t\u00e3o naturalizado o machismo di\u00e1rio. Por outro lado, foi o momento que mais houve mulher querendo se ajudar, saber dos seus direitos, debatendo sobre os temas e se empoderando.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o era de se espantar que da mesma forma que tiveram apoiadores, muitos se manifestaram contra as campanhas e aos relatos. Era comum ver falas como \u201cativismo de sof\u00e1\u201d, \u201cmimimi\u2019, \u201cmodinha\u201d, e \u201cn\u00e3o vai dar em nada\u201d. No entanto, o que essas pessoas n\u00e3o pararam para pensar \u00e9 que pol\u00edtica &#8211; em seu sentido mais amplo &#8211; \u00e9 configurada a partir de disputas discursivas, \u00e9 constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. Complementando o pensamento:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDecis\u00f5es pol\u00edticas, sejam elas na forma de legisla\u00e7\u00e3o ou pol\u00edticas p\u00fablicas, n\u00e3o s\u00e3o tomadas da noite para o dia, e necessitam, muitas vezes, de mobiliza\u00e7\u00e3o, press\u00e3o popular e debate p\u00fablico para sair do papel.\u201d (FREIRE, 2016)<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso o debate p\u00fablico \u00e9 t\u00e3o importante, \u00e9 um primeiro passo para que haja mudan\u00e7as positivas. E, pelo mesmo motivo, tem muita gente n\u00e3o quer o debate. N\u00e3o \u00e9 todo mundo que tem interesse que esses assuntos venham \u00e0 tona &#8211; o feminismo ainda incomoda e n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa: aciona gatilhos, remexe as feridas, gera revolta entre opressores e tamb\u00e9m entre os pr\u00f3prios oprimidos. Isso explica porque sempre haver\u00e1 contra-ataque. N\u00e3o \u00e9 incomum responderem com amea\u00e7as, repress\u00e3o e tentativas de silenciamento &#8211; \u00e9 estrat\u00e9gico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agora que j\u00e1 est\u00e1 ciente disso, fa\u00e7o um apelo: se voc\u00ea que est\u00e1 lendo falou alguma dessas frases e n\u00e3o tinha a inten\u00e7\u00e3o de prejudicar ningu\u00e9m, por favor, preste aten\u00e7\u00e3o &#8211; al\u00e9m de n\u00e3o estar incentivando o debate sobre o tema, essas falas desmerecem a viv\u00eancia da v\u00edtima e propagam o silenciamento. Por mais que n\u00e3o concorde ou entenda, respeite o momento de fala dessas pessoas. Esses muitos debates e campanhas d\u00e3o resultados, vide a Marcha.<\/span><\/p>\n<p><b>Mudan\u00e7as significativas no per\u00edodo dos debates coletivos acerca do feminismo<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes dos exemplos gostaria de come\u00e7ar apresentando uma pesquisa que acredito ser bastante pertinente para n\u00f3s que estamos tratando sobre um movimento de luta por mudan\u00e7as pol\u00edticas, sociais e culturais. O \u00a0<\/span><a href=\"http:\/\/www.mapadaviolencia.org.br\/pdf2015\/MapaViolencia_2015_mulheres.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cMapa da viol\u00eancia 2015\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, reuniu dados a respeito do Homic\u00eddio de Mulheres no Brasil &#8211; \u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">feminic\u00eddio<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. O autor, Julio Waiselfisz, defende em seu texto que a <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">normalidade <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">da viol\u00eancia contra a mulher no horizonte cultural do patriarcalismo justifica, de certa forma \u201cautoriza\u201d que o homem pratique essa viol\u00eancia, com a finalidade de punir e corrigir comportamentos femininos que transgridem o papel esperado de m\u00e3e, de esposa e de dona de casa. Essa mesma \u201cl\u00f3gica justificadora\u201d \u00e9 utilizada quando a viol\u00eancia parte de desconhecidos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em outras palavras, a naturaliza\u00e7\u00e3o das viol\u00eancias sofridas pela mulher na sociedade que vivemos \u00e9 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">cultural<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Estruturalmente<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> o homem se sente confort\u00e1vel e autorizado para agredir e reprimir por n\u00e3o estar \u2018do seu gosto\u2019. Por isso \u00e9 t\u00e3o comum ver inc\u00f4modo com discursos que buscam essa mudan\u00e7a, e repress\u00e3o aos movimentos como o feminismo que lutam por direitos e para mudar essa estat\u00edstica. A fala de Waiselfisz (2015) s\u00f3 enfatiza a import\u00e2ncia dos debates e das mobiliza\u00e7\u00f5es tanto online quanto offline. Primeiro porque, como vimos, o debate online pode ser um primeiro passo para mudan\u00e7as \u2018reais\u2019, e segundo porque as viol\u00eancias s\u00e3o vis\u00edveis nos dois meios. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 que anteriormente falamos como foi poss\u00edvel perceber a condi\u00e7\u00e3o de silenciamento das v\u00edtimas de viol\u00eancia atrav\u00e9s campanhas online, a primeira mudan\u00e7a significativa que quero dar aten\u00e7\u00e3o, a <\/span><b>quebra da \u201cespiral do sil\u00eancio\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSegundo Noelle-Nuemann (2005), quando um indiv\u00edduo silenciado encontra \u201cparceiros verdadeiros\u201d que compartilham de sua experi\u00eancia ou de sua opini\u00e3o, s\u00e3o capazes de resistir \u00e0 press\u00e3o do grupo e escapar do medo do isolamento.\u201d\u00a0(SANTINI; TERRA; ALMEIDA, 2016)<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A quebra da \u201cespiral do sil\u00eancio\u201d com a campanha online s\u00f3 foi poss\u00edvel, portanto, porque a iniciativa da ONG com a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">hastag<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> inspirou mulheres a falar, se sensibilizar, contar as experi\u00eancias, em muitos casos se expor, ler e se identificar com as falas de outras e isso instigou a todos. Normalmente, nos perfis de redes sociais est\u00e3o presentes v\u00e1rios tipos de la\u00e7os afetivos, familiares, amigos, colegas, \u00e0s vezes, at\u00e9 mesmo o agressor, e que n\u00e3o esperavam se deparar com um relato de algu\u00e9m \u201cconhecido\u201d, muito menos quando v\u00ea a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">timeline<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> cheia de casos. Esse choque de realidade acabou provocando uma grande repercuss\u00e3o, e tornou poss\u00edvel que o movimento se espalhasse amplamente na rede. Surge a\u00ed uma \u2018campanha-meme\u2019:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Mais do que apenas campanhas virais, compreendemos tais iniciativas como memes, sobretudo, pelo seu poder de constru\u00e7\u00e3o que parte de um ato individual, mas ganha uma dimens\u00e3o coletiva, capaz de mobilizar, impactar outras pessoas e at\u00e9 gerar um debate p\u00fablico sobre o tema. (FREIRE, 2016)<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E os diferentes tipos de la\u00e7os afetivos que citei acima s\u00e3o bastante importantes para as \u2018campanhas-meme\u2019 darem certo. Segundo Crossley (2015), seus amigos no Facebook s\u00e3o divididos em os la\u00e7os fortes, respons\u00e1veis por cultivar o sentimento de comunidade e organizar a\u00e7\u00f5es coletivas (fam\u00edlia e amigos pr\u00f3ximos, por exemplo); e os la\u00e7os fracos &#8211; aqueles colegas restantes do Facebook que voc\u00ea mal fala mas est\u00e3o presentes &#8211; que criariam oportunidades para expandir a a\u00e7\u00e3o para um grande n\u00famero de pessoas com as quais eles n\u00e3o entram em contato fora da rede social. Com isso, a internet se torna ideal para o nascimento de inquieta\u00e7\u00f5es sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse per\u00edodo de mudan\u00e7as comportamentais, sociais e pol\u00edticas, de empoderamento em rede, tornou o momento favor\u00e1vel para a san\u00e7\u00e3o da <\/span><b>Lei 13.104\/2015, a Lei do Feminic\u00eddio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; ainda sujeita a cr\u00edticas e controv\u00e9rsias mas um avan\u00e7o em compara\u00e7\u00e3o ao que t\u00ednhamos at\u00e9 ent\u00e3o &#8211; e mais, foi poss\u00edvel registrar um aumento significativo de den\u00fancias de viol\u00eancia contra a mulher. Segundo o <\/span><a href=\"http:\/\/www.spm.gov.br\/central-de-conteudos\/publicacoes\/publicacoes\/2015\/balanco180-10meses-1.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">Balan\u00e7o da Central de Atendimento a Mulher<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, houve um<\/span> <b>aumento em 40% do n\u00famero de den\u00fancias no disk 180<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, Canal de Atendimento \u00e0 Mulher da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Por mais que seja um dado triste e preocupante, ao mesmo tempo \u00e9 vis\u00edvel o rompimento do silenciamento. Para quem desconhece, o servi\u00e7o \u00e9 gratuito e funciona 24 horas por dia todos os dias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Felizmente, as mudan\u00e7as positivas n\u00e3o pararam. Com o intuito de mapear os casos de viol\u00eancia, facilitar o socorro, zelar pela seguran\u00e7a, e at\u00e9 outras pautas de direitos da mulher v\u00e1rias ONGs ou jovens engajados na causa investiram na cria\u00e7\u00e3o de <\/span><a href=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/cidadania\/2015\/03\/confira-12-apps-que-combatem-violencia-contra-mulher\"><b>aplicativos<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Um deles foi o <\/span><a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=0ahUKEwjf6c32zerRAhUHGJAKHbMmA58QFggcMAA&amp;url=http%3A%2F%2Fchegadefiufiu.com.br%2F&amp;usg=AFQjCNGj9FwWrthkGyiA8uzczFqsWFh0FQ\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cChega de Fiu fiu\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, criado para lutar contra o ass\u00e9dio sexual em locais p\u00fablicos:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Foi por meio de seu envolvimento com um projeto intitulado &#8220;Chega de FiuFiu&#8221;, promovido pelo coletivo &#8220;Think Olga&#8221;, que uma adolescente de 17 anos desenvolveu um aplicativo para celulares no qual qualquer mulher que se sentir assediada, seja verbal, visual ou fisicamente, pode registrar o local onde aconteceu o ass\u00e9dio e informar outras mulheres de que naquele lugar ass\u00e9dios s\u00e3o frequentes. O objetivo, a priori, \u00e9 dar voz a v\u00edtimas de ass\u00e9dio e, a posteriori, oferecer \u00e0s autoridades competentes n\u00fameros a respeito dos ass\u00e9dios sofridos todos os dias nas ruas das cidades brasileiras. (COELHO, 2016)<\/span><\/i><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m dessas tiveram muitas outras mudan\u00e7as relevantes, mas pedimos licen\u00e7a para n\u00e3o ter o trabalho de elenc\u00e1-las todas aqui. Citei s\u00f3 algumas para mostrar que o debate online com toda a mobiliza\u00e7\u00e3o foi essencial para que fosse poss\u00edvel \u2018tirar do papel\u2019, j\u00e1 que abriu os olhos de muita gente e agregou muitas mulheres a causa. Conseguiram criar um momento prop\u00edcio para ampliar a rede de discuss\u00e3o, virou pauta tamb\u00e9m em programas de TV, campanhas publicit\u00e1rias, m\u00fasicas, filmes, artigos, e pol\u00edticas pelo direito da mulher.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/www.crimsonhexagon.com\/content\/uploads\/PostElectionandWomen27sMarch_BlogPost28version1295BAutosaved5D2017-01-2610-34-37.png\" width=\"552\" height=\"393\" \/><\/p>\n<p><b>E o que esses exemplos t\u00eam a ver com o monitoramento da Marcha das Mulheres?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Marcha foi uma a\u00e7\u00e3o de grandes propor\u00e7\u00f5es mas que n\u00e3o aconteceu de uma hora pra outra, vem de um processo. O \u201cterreno\u201d j\u00e1 estava sendo preparado h\u00e1 anos. Os debates online est\u00e3o proporcionando a\u00e7\u00f5es offline, est\u00e3o quebrando sil\u00eancios, aproximando pessoas de diferentes lugares do mundo, dando mais coragem a quem sofre qualquer tipo de viol\u00eancia a denunciar, uma s\u00e9rie de relatos est\u00e3o aparecendo, aplicativos sendo criados, etc. &#8211; e todo esse <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">boom<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> s\u00e3o mudan\u00e7as sociais, culturais e pol\u00edticas. Estamos gerando dados qualitativos e quantitativos &#8211; o tempo todo &#8211; e estes tendo a devida aten\u00e7\u00e3o, sendo mapeados, poder\u00e3o <\/span><a href=\"http:\/\/www.ibpad.com.br\/blog\/comunicacao-digital\/a-mobilizacao-primeiroassedio-apoio-agrupamentos-e-conflito-online\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">ajudar muito<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Eles n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o essenciais para entendermos a situa\u00e7\u00e3o mas podermos <\/span><b>agir <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">da melhor forma. <\/span><\/p>\n<div class='tableauPlaceholder' id='viz1485865616466' style='position: relative'><noscript><a href='#'><img alt='Dashboard 1 ' src='http:&#47;&#47;public.tableau.com&#47;static&#47;images&#47;Wo&#47;WomensMarchGeo&#47;Dashboard1&#47;1_rss.png' style='border: none' \/><\/a><\/noscript><object class='tableauViz'  style='display:none;'><param name='host_url' value='http%3A%2F%2Fpublic.tableau.com%2F' \/><param name='site_root' value='' \/><param name='name' value='WomensMarchGeo&#47;Dashboard1' \/><param name='tabs' value='no' \/><param name='toolbar' value='yes' \/><param name='static_image' value='http:&#47;&#47;public.tableau.com&#47;static&#47;images&#47;Wo&#47;WomensMarchGeo&#47;Dashboard1&#47;1.png' \/><param name='animate_transition' value='yes' \/><param name='display_static_image' value='yes' \/><param name='display_spinner' value='yes' \/><param name='display_overlay' value='yes' \/><param name='display_count' value='yes' \/><\/object><\/div>\n<p>                <script type='text\/javascript'>                    var divElement = document.getElementById('viz1485865616466');                    var vizElement = divElement.getElementsByTagName('object')[0];                    vizElement.style.minWidth='424px';vizElement.style.maxWidth='654px';vizElement.style.width='100%';vizElement.style.minHeight='629px';vizElement.style.maxHeight='929px';vizElement.style.height=(divElement.offsetWidth*0.75)+'px';                    var scriptElement = document.createElement('script');                    scriptElement.src = 'https:\/\/public.tableau.com\/javascripts\/api\/viz_v1.js';                    vizElement.parentNode.insertBefore(scriptElement, vizElement);                <\/script><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Retomando a fala de Richard Rogers, ainda h\u00e1 certo ceticismo por parte de algumas pessoas at\u00e9 politicamente engajadas sobre a efetividade dos debates online. Reclama-se muito dos text\u00f5es e da banaliza\u00e7\u00e3o das problematiza\u00e7\u00f5es exacerbadas nos tempos de hoje. No entanto, citando desta vez Christine Hine, <\/span><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/etnografia-e-consumo-midiatico-novas-tendencias-e-desafios-metodologicos\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">a internet j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais uma \u201cporta de entrada\u201d, mas uma experi\u00eancia vivida incorporada, corporificada e cotidiana<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Entendendo que a cultura \u00e9 um compilado de disputas simb\u00f3licas pessoais e estruturais, precisamos sim refor\u00e7ar um discurso contra-hegem\u00f4nico que d\u00ea voz a grupos historicamente silenciados que precisam se impor para (des)construir um cen\u00e1rio que os violentam simb\u00f3lica, f\u00edsica e estruturalmente. Nesse sentido, o debate do feminismo nas m\u00eddias sociais v\u00eam como forte capacitador.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pode parecer muito otimista, mas essa brecha que foi aberta e segue forte como resist\u00eancia gra\u00e7as \u00e0 aglomera\u00e7\u00e3o nas m\u00eddias sociais pode ser um forte aliado \u00e0 luta das mulheres. Al\u00e9m do alcance (que resulta em conscientiza\u00e7\u00e3o), a internet tem o poder de impulsionar. Segundo uma an\u00e1lise feita pela Crimsom Hexagon, no dia 21 de janeiro de 2017, foram mais de 11.5 milh\u00f5es de posts feitos nas m\u00eddias sociais &#8211; 1.5x mais volume do que o dia da posse. Curiosamente, foi tamb\u00e9m nesse momento que os sentimentos de medo e nojo que predominaram no per\u00edodo das elei\u00e7\u00f5es perderam espa\u00e7o para um sentimento completamente oposto, de alegria: &#8220;na esperan\u00e7a de transformar o negativo no positivo, ativistas em todo o pa\u00eds (e no mundo) come\u00e7aram a organizar protestos que pudessem purificar o medo, a raiva, a tristeza e a frustra\u00e7\u00e3o em algo mais potente e proativo.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.crimsonhexagon.com\/content\/uploads\/WomensMarch-Emotion-1424x819.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"https:\/\/www.crimsonhexagon.com\/content\/uploads\/WomensMarch-Emotion-1424x819.jpg\" width=\"1424\" height=\"819\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nada disso \u00e9 um mar de rosas e estamos cientes disso, cada linha desse texto s\u00f3 mostra que a viol\u00eancia contra a mulher est\u00e1 presente e que tem muita luta pela frente. Sempre vai ter gente querendo silenciar, ridicularizar ou diminuir, porque \u00e9 estrat\u00e9gico. O silenciamento \u00e9 prote\u00e7\u00e3o para quem oprime e n\u00e3o para o oprimido. O debate cada vez mais se faz necess\u00e1rio. E estar atento ao que est\u00e1 em voga, sendo discutido, produzido, aos coletivos, aos grupos de debates, \u00e9 estar um passo \u00e0 frente dos acontecimentos. Utilizar a internet ao nosso favor, diagnosticando essas mudan\u00e7as de antem\u00e3o, faz toda a diferen\u00e7a para saber como agir de forma estrat\u00e9gica. Acho que mais do que nunca, isso est\u00e1 claro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o a\u00ed para quem quiser ver, agora saber o que fazer com elas \u00e9 extremamente pertinente pro momento em que vivemos. Sempre vale lembrar que da mesma forma que a ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel para resist\u00eancia est\u00e1 para a opress\u00e3o. Fiquemos atentas(os)!<\/span><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>COELHO, M. P.. <a href=\"http:\/\/pepsic.bvsalud.org\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1809-89082016000100017\">Vozes que ecoam: Feminismo e M\u00eddias Sociais<\/a>. Pesquisas e Pr\u00e1ticas Psicossociais, v. 11, p. 1, 2016.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">CROSSLEY, Alison. <a href=\"http:\/\/mobilizationjournal.org\/doi\/abs\/10.17813\/1086-671X-20-2-253?code=hjdm-site\">Facebook feminism: social media, blogs, and new technologies of\u00a0<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">contemporary u.s. feminism. Mobilization: An International Quarterly, v.20 (2): p. 253-<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">268, 2015.<\/span><\/p>\n<p>FREIRE, Fernanda. <a href=\"http:\/\/www.museudememes.com.br\/meuamigosecreto\/\">Campanhas feministas na internet: sobre protagonismo, memes e o poder das redes sociais<\/a>.\u00a0Em Debate, Belo Horizonte, v.8, n.5, p.26-32, jul. 2016.<\/p>\n<p>Santini, Rose Marie; TERRA, C.; ALMEIDA, A. R.. <a href=\"http:\/\/revista.ibict.br\/p2p\/article\/view\/2341\/2390\">FEMINISMO 2.0: A MOBILIZA\u00c7\u00c3O DAS MULHERES NO BRASIL CONTRA O ASS\u00c9DIO SEXUAL ATRAV\u00c9S DAS M\u00cdDIAS SOCIAIS (#PRIMEIROASSEDIO)<\/a>. P2P &amp; Inova\u00e7\u00e3o, v. 3, p. 148-164, 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Texto escrito por Anna Carolina Martinez, graduanda em Estudos de M\u00eddia na UFF] A Marcha das Mulheres chegou at\u00e9 mim j\u00e1 pronta, articulada e no \u00e1pice de sua repercuss\u00e3o. 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