{"id":2423,"date":"2018-05-29T08:40:09","date_gmt":"2018-05-29T11:40:09","guid":{"rendered":"http:\/\/insightee.com.br\/blog\/?p=2423"},"modified":"2018-05-29T08:40:19","modified_gmt":"2018-05-29T11:40:19","slug":"monitoramento-e-metricas-de-midias-sociais-do-estagiario-ao-ceo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/monitoramento-e-metricas-de-midias-sociais-do-estagiario-ao-ceo\/","title":{"rendered":"Monitoramento e m\u00e9tricas de m\u00eddias sociais: do estagi\u00e1rio ao CEO"},"content":{"rendered":"<p>Desde que a pesquisa d&#8217;<a href=\"https:\/\/pt.slideshare.net\/AnaClaudiaZandavalle\/pesquisa-o-profissional-de-inteligncia-de-mdias-sociais-no-brasil-2017-82062681\">O profissional de intelig\u00eancia de m\u00eddias sociais no Brasil<\/a> adicionou \u00e0 se\u00e7\u00e3o de fontes de estudo, em 2015, uma pergunta sobre quais livros s\u00e3o refer\u00eancia no mercado, a obra <em>&#8220;Monitoramento e m\u00e9trica de m\u00eddias sociais: do estagi\u00e1rio ao CEO&#8221;<\/em> de Diego Monteiro e Ricardo Azarite se manteve no top 3 todos os anos &#8211; perdendo o posto de livro mais indicado apenas na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, em 2017, para a colet\u00e2nea do IBPAD. Foi o primeiro livro sobre monitoramento de m\u00eddias sociais do pa\u00eds com vers\u00e3o impressa que ajudou, em 2012, junto ao anterior e-book <em>&#8220;Para entender o monitoramento de m\u00eddias sociais&#8221;<\/em> (2011), organizado por Tarc\u00edzio Silva, na consolida\u00e7\u00e3o da \u00e1rea no Brasil.<\/p>\n<p><em><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-4026 alignleft\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/capalivroscup-223x300.png\" alt=\"\" width=\"223\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/capalivroscup-223x300.png 223w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/capalivroscup.png 418w\" sizes=\"auto, (max-width: 223px) 100vw, 223px\" \/><\/em>Trata-se, tamb\u00e9m, obviamente, de um livro estrat\u00e9gico: como chefias do Scup na \u00e9poca, Monteiro e Azarite buscavam consolidar autoridade sobre o tema ao mesmo tempo que tamb\u00e9m capacitavam o mercado &#8211; ainda muito precoce &#8211; sobre como desenvolver um trabalho eficaz de monitoramento. Isso n\u00e3o significa, entretanto, que \u00e9 um livro-panfleto, muito pelo contr\u00e1rio &#8211; Mari Ferreira, poucos meses ap\u00f3s o lan\u00e7amento, <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/livro-monitoramento-metricas-de-midias-sociais-do-estagiario-ao-ceo-do-scup\/\">escreveu<\/a>: <em>&#8220;Com esse livro, o Scup deu um baile e um passo a frente na concorr\u00eancia, no quesito refer\u00eancia em desenvolvimento e fomento do mercado&#8221;<\/em>. E Tarc\u00edzio Silva, outra figura tamb\u00e9m bastante respons\u00e1vel por fomentar o mercado de monitoramento de m\u00eddias sociais (e um dos autores do pref\u00e1cio), <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/12-livros-para-o-profissional-de-midias-sociais-ler-em-2013-parte-2\/\">classificou-o<\/a> como: <em>&#8220;uma obra \u00fatil, abrangente e rigorosa&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>Com tamanho respaldo, quando decidi compr\u00e1-lo, ainda em 2016, as minhas expectativas eram enormes. Confesso, entretanto, que &#8211; naquele momento &#8211; n\u00e3o conseguir identificar todos os elogios que tinham sido atribu\u00eddos \u00e0 publica\u00e7\u00e3o na \u00e9poca do seu lan\u00e7amento. Talvez, portanto, tivesse feito um post sobre ele naquele ano, a minha abordagem teria sido um pouco diferente. Dois anos se passaram e, hoje, revisando todos os cap\u00edtulos e sabendo tudo que eu sei (sobre a &#8220;hist\u00f3ria&#8221; do monitoramento de m\u00eddias sociais no mercado), consigo entender a sua import\u00e2ncia. Porque, de fato, como Mari Ferreira pontuou, \u00e9 um livro: 1) did\u00e1tico, bastante explicativo para todos os n\u00edveis; 2) conciso, que resume os principais apontamentos da \u00e1rea e; 3) consistente, que sustenta toda a teoria com falas reais e contextualiza\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Como o pr\u00f3prio nome indica, <em>&#8220;Monitoramento e m\u00e9trica de m\u00eddias sociais: do estagi\u00e1rio ao CEO&#8221;<\/em> \u00e9 dividido em duas partes n\u00e3o-oficialmente-nomeadas: a primeira foca em gest\u00e3o e neg\u00f3cios, trazendo um esfor\u00e7o importante de aculturamento do trabalho &#8211; n\u00e3o somente o monitoramento, \u00e9 bom destacar &#8211; em m\u00eddias sociais para empresas de todos os tipos. A segunda parte n\u00e3o \u00e9 para CEOs\/gestores, mas para estagi\u00e1rios\/analistas: pr\u00e1ticas e aspectos do dia a dia do trabalho s\u00e3o apresentadas (muitas &#8211; a maioria &#8211; que seguem os mesmos moldes at\u00e9 hoje, seis anos depois) seguindo a metodologia proposta pelos autores &#8211; que guia todo o livro. Mais do que uma resenha, neste post pretendo fazer um resumo dos principais pontos levantados na obra a partir de uma vis\u00e3o cr\u00edtica, ainda que levando em considera\u00e7\u00e3o o contexto do seu lan\u00e7amento.<\/p>\n<blockquote><p>E para que serve medir a performance do seu neg\u00f3cio? Cito pelo menos quatro raz\u00f5es-chave para justificar: melhorar sua tomada de decis\u00e3o, aprender e ajustar para evoluir seu desempenho, abrir alas para que voc\u00ea consiga estipular metas a serem alcan\u00e7adas e agir em tempo para corrigir algo em rota de colis\u00e3o.<br \/>\n<cite>Fabio Cipriani<\/cite><\/p><\/blockquote>\n<h4><em>INTRODU\u00c7\u00c3O &#8211; M\u00eddias sociais: mais que um departamento, uma compet\u00eancia para todas as \u00e1reas da empresa<\/em><\/h4>\n<p>O livro come\u00e7a batendo numa tecla muito importante: <em>&#8220;m\u00eddia social n\u00e3o \u00e9 um departamento, \u00e9 um conhecimento&#8221;<\/em> (Ian Black). Pode parecer uma afirma\u00e7\u00e3o \u00f3bvia em 2018, mas, em 2012, as (grandes) empresas ainda estavam se adaptando a essa realidade. E, por mais que de l\u00e1 para c\u00e1 as coisas tenham mudado (e melhorado) bastante, essa percep\u00e7\u00e3o de que as m\u00eddias sociais seriam uma &#8220;atividade restrita a um departamento espec\u00edfico&#8221; ainda se mant\u00e9m at\u00e9 hoje. O simples fato de ainda termos o cargo <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/pulse\/por-mais-responsabilidade-com-o-termo-social-media-pedro-meirelles\/\">&#8220;social media&#8221;<\/a> mostra que pequenas e m\u00e9dias empresas ainda sofrem para evoluir nesse crit\u00e9rio.<\/p>\n<p>De olho nos grandes neg\u00f3cios, os autores atribuem essa dificuldade \u00e0 <em>&#8220;pouca troca de experi\u00eancia pr\u00e1tica entre os profissionais do mercado&#8221;<\/em>. Talvez essa fosse uma realidade naquela \u00e9poca, mas, seis anos depois, podemos dizer que muito j\u00e1 foi trocado e debatido sobre esse assunto. Hoje o conhecimento j\u00e1 foi <em>&#8220;absorvido de forma mais profunda por universidades, editoras e meios de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em>, mas o problema n\u00e3o parece ter sido solucionado como um todo. Por isso a metodologia Social Media Cycle (SMC) apresentada no livro ainda consegue ser atual e relevante, uma vez que <em>&#8220;foi constru\u00edda a partir das experi\u00eancias de diversos profissionais, que compartilharam por meio de entrevistas as melhores pr\u00e1ticas que conhecem para o trabalho com m\u00eddias sociais&#8221;<\/em> a fim de ajudar o mercado <em>&#8220;a dar o grande salto que ele precisa&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o, portanto, tem como objetivo mostrar como as m\u00eddias sociais n\u00e3o podem ser um departamento isolado (baseado em procedimentos e requisi\u00e7\u00f5es), mas uma compet\u00eancia distribu\u00edda (baseado em entendimento e alinhamento). Nesse contexto a publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m argumenta pela import\u00e2ncia e const\u00e2ncia das m\u00eddias sociais ao longo do tempo, tirando o selo de apenas mais uma &#8220;modinha&#8221; da internet. Levando em considera\u00e7\u00e3o principalmente que esta primeira parte do livro \u00e9 mais direcionada para gestores, \u00e9 uma argumenta\u00e7\u00e3o importante respaldada por falas de v\u00e1rios profissionais do mercado. Para ilustrar o impacto da nova compet\u00eancia (no contexto de neg\u00f3cios), os autores apresentam uma tabela bastante did\u00e1tica:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-2-a-influencia-das-midias-sociais-na-competencia-profissional.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3905\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-2-a-influencia-das-midias-sociais-na-competencia-profissional.png\" alt=\"\" width=\"651\" height=\"520\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-2-a-influencia-das-midias-sociais-na-competencia-profissional.png 651w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-2-a-influencia-das-midias-sociais-na-competencia-profissional-300x240.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Esse \u00e9, na verdade, um grande m\u00e9rito do livro. Todos os cap\u00edtulos, sem exce\u00e7\u00f5es, disp\u00f5em de pelo menos tr\u00eas ou quatros figuras (fluxogramas ou tabelas). Embora possa parecer exaustivo, na verdade, tendo em vista o p\u00fablico-alvo, \u00e9 um \u00f3timo artif\u00edcio para resumir o que os autores est\u00e3o querendo passar de maneira sintetizada. Ao total, s\u00e3o quase 50 figuras que ajudam a compor o aspecto extremamente did\u00e1tico do livro. Al\u00e9m desse atributo, boa parte dos cap\u00edtulos tamb\u00e9m come\u00e7am &#8211; ou ao decorrer do texto acabam aparecendo &#8211; narrativas fict\u00edcias que simulam situa\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cios\/mercado, mais uma vez na tentativa de fisgar o empres\u00e1rio que est\u00e1 lendo a publica\u00e7\u00e3o e\/ou localizar o profissional\/analista que consegue se identificar com aquela hist\u00f3ria.<\/p>\n<blockquote><p>Apesar das limita\u00e7\u00f5es, as m\u00eddias sociais fazem parte da realidade das empresas. O grande problema \u00e9 que h\u00e1 v\u00e1rios casos de organiza\u00e7\u00f5es e profissionais atuando nas m\u00eddias sociais segundo o modelo de tentativa e erro. N\u00e3o s\u00f3 porque elas n\u00e3o est\u00e3o inseridas num novo campo de conhecimento, mas tamb\u00e9m por gerarem a sensa\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o simples. &#8220;Afinal de contas&#8221;, dizem alguns gestores, &#8220;at\u00e9 uma crian\u00e7a de 7 anos sabe criar uma p\u00e1gina em uma m\u00eddia social&#8221;. A realidade \u00e9 que existe uma imensa diferen\u00e7a entre colher, postar informa\u00e7\u00f5es, e interagir nos canais sociais de maneira estruturada, de modo a obter bons resultados para o neg\u00f3cio do ponto de vista estrat\u00e9gico, a fazer isso de maneira improvisada (p\u00e1g. 23).<\/p><\/blockquote>\n<p>Vale pontuar tamb\u00e9m que os autores argumentam pelas m\u00eddias sociais a partir da perspectiva de monitoramento e m\u00e9tricas, ou seja, para al\u00e9m do apoio ao trabalho de <em>social media<\/em>, eles buscam evidenciar como essa compet\u00eancia pode &#8211; e deve &#8211; auxiliar em todas as frentes de neg\u00f3cios (RH, Log\u00edstica\/compras, TI, Marketing, Financeiro, Jur\u00eddico, Atendimento, Produtos): percep\u00e7\u00e3o quanto a empresa e comportamento dos colaboradores, qualidade de entrega e servi\u00e7o, disponibilidade e qualidade dos sites e sistemas, direcionar\/melhorar campanhas e divulga\u00e7\u00e3o, passivos jur\u00eddicos e impacto de esclarecimentos em geral, qualidade do processo de atendimento e demandas do consumidor, gest\u00e3o de comunidade, etc.<\/p>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 1 &#8211; Como superar a vis\u00e3o &#8220;broadcast&#8221; para se aproximar dos clientes nas m\u00eddias sociais<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>Ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o sustentar o argumento de que m\u00eddias sociais n\u00e3o s\u00e3o um departamento, mas um conhecimento\/compet\u00eancia, o primeiro cap\u00edtulo chama a aten\u00e7\u00e3o para as mudan\u00e7as de paradigmas que as plataformas sociais impingiram \u00e0 sociedade atual. A partir do <a href=\"http:\/\/cluetrain.com\">Cluetrain Manifesto<\/a> e do livro Groundswell &#8211; Fen\u00f4menos Sociais nos Neg\u00f3cios (Charlene Li e Josh Bernoff), os autores explicam o que Andr\u00e9 Lemos j\u00e1 apontava em 2003 sobre a libera\u00e7\u00e3o do p\u00f3lo de emiss\u00e3o: <em>&#8220;Se pud\u00e9ssemos resumir essa vis\u00e3o em uma frase, poder\u00edamos dizer: &#8216;transfer\u00eancia de poder&#8217;. Um poder que deixou de ser centralizado (pelos donos dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, como jornais e redes de televis\u00e3o) e passou a ser distribu\u00eddo&#8221;<\/em> (p\u00e1g. 30).<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que essa afirma\u00e7\u00e3o &#8211; principalmente recortada de tal maneira &#8211; \u00e9 um pouco prepotente e, ao passar dos anos, temos percebido que essa &#8220;descentraliza\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o se fez t\u00e3o forte assim mesmo com as diversas tentativas da internet. Os pr\u00f3prios autores t\u00eam essa preocupa\u00e7\u00e3o de retomar a ideia e explicar como ela \u00e9 muito mais complexa do que aparentava ser (no in\u00edcio dos anos 2000, talvez), no entanto, ainda assim, para os fins did\u00e1ticos da obra e pensando o olhar voltado para a atua\u00e7\u00e3o de marcas\/empresas\/neg\u00f3cios na internet, esse era (\u00e9) um argumento bastante v\u00e1lido. Isso porque, como apontaram ainda em 2012:\u00a0<em>&#8220;Em vez de se reinventar nas novas plataformas, as empresas de comunica\u00e7\u00e3o promoveram a simples migra\u00e7\u00e3o de conte\u00fados&#8221;<\/em>.<\/p>\n<blockquote><p>Muitas vezes, apesar de seu potencial, as m\u00eddias sociais s\u00e3o encaradas como um local para a exposi\u00e7\u00e3o de marcas semelhante a um outdoor, comercial de televis\u00e3o ou banner de um portal. Segundo essa l\u00f3gica, o que importa \u00e9 o n\u00famero de seguidores e visualiza\u00e7\u00f5es de conte\u00fados de perfis. Assim, as m\u00eddias sociais acabam se tornando mais um canal para as empresas, mais uma m\u00eddia. A verdade \u00e9 que, como bem definiu a pesquisadora Katie Delahaye, as &#8220;m\u00eddias sociais n\u00e3o s\u00e3o sobre m\u00eddias, mas sim sobre a comunidade na qual voc\u00ea faz neg\u00f3cios&#8221;. &#8211; p\u00e1g. 32<\/p><\/blockquote>\n<p>Fa\u00e7o quest\u00e3o de pontuar o ano da publica\u00e7\u00e3o e trazer tamb\u00e9m a cita\u00e7\u00e3o acima para mostrar como as coisas (infelizmente) n\u00e3o mudaram tanto assim mesmo depois de seis anos. Cada vez mais, nos \u00faltimos anos, as empresas (principalmente pequenos e m\u00e9dios neg\u00f3cios) se tornaram <a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/o-perigo-de-uma-unica-midia\/\">dependentes de uma \u00fanica plataforma<\/a> e atuam com um <em>modus operandi<\/em> de panfletagem que n\u00e3o reflete em nada as din\u00e2micas e os atributos espec\u00edficos da rede. S\u00e3o, portanto, dois pontos distintos, mas que se complementam: a <strong>depend\u00eancia<\/strong> de uma m\u00eddia e o equ\u00edvoco de tratar esta &#8211; ou qualquer outra social &#8211; apenas como <strong>m\u00eddia<\/strong>. Nesse contexto, somos bombardeados de an\u00fancios que n\u00e3o queremos ver por <a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/quais-os-conhecimentos-mais-requisitados-em-vagas-de-midias-sociaisdigital\/\">profissionais cada vez mais requisitados no mercado de trabalho<\/a>.<\/p>\n<p>Por fim, o primeiro cap\u00edtulo ainda engata uma discuss\u00e3o muito popular nos dias de hoje: <a href=\"https:\/\/marketingdeconteudo.com\/inbound-marketing-x-outbound-marketing\/\">inbound x outbound marketing<\/a>. Este debate \u00e9 levantado, entretanto, sem citar essas terminologias e, ao mesmo tempo, em tom de cr\u00edtica \u00e0 (segunda) abordagem que as empresas tiveram perante as m\u00eddias sociais. Nesse cen\u00e1rio, elas eram interpretadas como m\u00eddia: empurram informa\u00e7\u00f5es, perpetuam modelo corporativo e d\u00e3o bastante relev\u00e2ncia para transa\u00e7\u00e3o; quando em troca constante clientes-empresa, podem trocar informa\u00e7\u00f5es, renovar a forma de fazer neg\u00f3cios e a prioridade \u00e9 conversa\u00e7\u00e3o. Hoje, este cen\u00e1rio se alinha mais com o conceito de inbound marketing, ainda que este tenha se tornado extremamente invasivo e &#8220;vazio&#8221; &#8211; gra\u00e7as ao boom do <a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/e-book-como-se-tornar-um-rockstar-do-marketing-de-conteudo-do-scup\/\">marketing de conte\u00fado<\/a>.<\/p>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 2 &#8211; N\u00edveis de maturidade em m\u00eddias sociais: o caminho para a evolu\u00e7\u00e3o da empresa<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>No segundo cap\u00edtulo, os autores apontam tr\u00eas abordagens pela quais as empresas costumam enxergar as m\u00eddias sociais: como uma plataforma de <strong>publica\u00e7\u00e3o<\/strong>, como um espa\u00e7o de <strong>relacionamento<\/strong> ou como uma rede de <strong>mobiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Embora enfatizem que n\u00e3o h\u00e1 uma maneira correta nessas tr\u00eas perspectivas, atribuem a cada uma delas um n\u00edvel de maturidade que &#8220;avan\u00e7a&#8221; conforme a complexidade do trabalho. Deste modo, conseguem localizar a metodologia elaborada: o Social Media Cycle, no qual a m\u00eddia social em 1) \u00e9 vista como (mais) um canal de contato; em 2) \u00e9 vista como um espa\u00e7o de conversa\u00e7\u00e3o\/di\u00e1logo; e em 3) \u00e9 vista como um novo formato de fazer neg\u00f3cios e gerir a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-6-niveis-de-maturidade-em-midias-sociais.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3909\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-6-niveis-de-maturidade-em-midias-sociais.png\" alt=\"\" width=\"693\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-6-niveis-de-maturidade-em-midias-sociais.png 693w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-6-niveis-de-maturidade-em-midias-sociais-300x182.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 693px) 100vw, 693px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que, ao atribuir n\u00edveis de maturidade para as abordagens das empresas frente \u00e0s m\u00eddias sociais, ainda que n\u00e3o dite o certo ou errado, hierarquiza o trabalho de maneira que nenhum neg\u00f3cio vai querer ficar atuando de maneira amadora. Al\u00e9m do Scup, outras empresas como a ferramenta\u00a0<a href=\"https:\/\/simplymeasured.com\/blog\/what-is-social-media-maturity\/#sm.0001uwbpgfalvfoqvf91unthirc02\">Simply Measured<\/a> e a consultoria <a href=\"https:\/\/pt.slideshare.net\/Altimeter\/the-evolution-of-social-business-six-stages-of-social-media-transformation\">Altimeter (Prophet)<\/a> tamb\u00e9m j\u00e1 propuseram metodologias para interpretar &#8220;est\u00e1gios&#8221; de atua\u00e7\u00e3o das empresas nas m\u00eddias sociais. Embora cada uma utilize suas terminologias espec\u00edficas, o direcionamento para o progresso \u00e9 comum em todas as propostas: o maior n\u00edvel de maturidade ser\u00e1 alcan\u00e7ado quando as m\u00eddias sociais forem incorporadas a todas as vertentes de neg\u00f3cios.\u00a0<em>&#8220;\u00c9 necess\u00e1rio ter um modelo que traga um direcionamento e mais efici\u00eancia para o trabalho com m\u00eddias sociais, assim como provoque uma evolu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de maturidade das empresas como um todo&#8221;<\/em> (p\u00e1g. 59).<\/p>\n<p>Na metodologia do livro, cada \u00e1rea &#8211; conte\u00fado e campanhas, intera\u00e7\u00e3o e atendimento, tomada de decis\u00e3o plano de neg\u00f3cios &#8211; \u00e9 destrinchado para que o leitor consiga localizar onde a sua empresa (mais uma vez, direcionando a narrativa para CEOs e gestores) est\u00e1 para cada n\u00edvel de maturidade. Novamente, ratificam: a busca irrespons\u00e1vel pelo terceiro n\u00edvel<em>\u00a0&#8220;\u00e9 um erro porque [&#8230;] depende de diversos fatores, como momento financeiro da empresa, engajamento da dire\u00e7\u00e3o executiva e defini\u00e7\u00e3o de objetivos e metas para um determinado per\u00edodo&#8221;<\/em> (p\u00e1g. 52).\u00a0Ainda nesse contexto, os autores entram numa discuss\u00e3o ainda bastante atual sobre o que motiva as empresas nas m\u00eddias sociais: ROI (economizar dinheiro\/gerar mais vendas), competitividade (ser melhor que a concorr\u00eancia) ou o cliente (ser mais relevante para o consumidor) &#8211; dado o argumento at\u00e9 aqui, a conclus\u00e3o \u00e9 esperada:<\/p>\n<blockquote><p>Quando o cliente \u00e9 o centro das aten\u00e7\u00f5es, tanto o ROI quanto a concorr\u00eancia n\u00e3o podem ser ignorados. Mas h\u00e1 uma diferen\u00e7a: n\u00e3o se deixar\u00e1 de fazer algo que todos percebem como importante simplesmente porque n\u00e3o gerar\u00e1 vendas &#8211; ou pior: gerar\u00e1 vendas que n\u00e3o poder\u00e3o ser medidas. Nesse cen\u00e1rio, as a\u00e7\u00f5es realizadas n\u00e3o trazem receitas ou economia de custos de um modo direto, mas seus efeitos v\u00eam a longo prazo. A empresa encara as m\u00eddias sociais como algo estrat\u00e9gico (p\u00e1g. 55).<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-8-avalia\u00e7\u00e3o-niveis-de-maturidade-em-midias-sociais-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3913\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-8-avalia\u00e7\u00e3o-niveis-de-maturidade-em-midias-sociais-1.png\" alt=\"\" width=\"666\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-8-avalia\u00e7\u00e3o-niveis-de-maturidade-em-midias-sociais-1.png 666w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-8-avalia\u00e7\u00e3o-niveis-de-maturidade-em-midias-sociais-1-300x186.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 666px) 100vw, 666px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ainda no contexto da metodologia SMC, os autores indicam as formas de atua\u00e7\u00e3o segundo os n\u00edveis de maturidade: para produ\u00e7\u00e3o de <strong>conte\u00fado<\/strong> e campanhas, h\u00e1 desde embasamento no modelo de m\u00eddia tradicional, sem levar em conta intera\u00e7\u00e3o e continuidade (SMC1), passando por est\u00edmulo de conversa\u00e7\u00e3o (SMC2), at\u00e9 envolvimento de toda empresa (SMC3); quanto a <strong>intera\u00e7\u00f5es<\/strong> e SAC, come\u00e7a com a replica\u00e7\u00e3o da estrutura e mentalidade de canais tradicionais, foco em neutralizar as reclama\u00e7\u00f5es (SMC1), passa pela reconfigura\u00e7\u00e3o de processos e estruturas para enxergar o atendimento como oportunidade para refor\u00e7ar a experi\u00eancia do cliente (SMC2) at\u00e9 a integra\u00e7\u00e3o do SAC 2.0 com todos os n\u00edveis organizacionais (SMC 3); por fim, para tomada de <strong>decis\u00f5es<\/strong>, parte da restri\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es \u00e0s \u00e1reas de marketing aleatoriamente (SMC1), passando por demanda de informa\u00e7\u00f5es para momentos espec\u00edficos de mudan\u00e7as (SMC2) at\u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e definitiva para pol\u00edticas da empresa (SMC3).<\/p>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 3 &#8211; O ciclo das m\u00eddias sociais na perspectiva dos neg\u00f3cios<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>Depois de introduzir as mudan\u00e7as de paradigmas e como as empresas t\u00eam encarado essa realidade nos dois primeiros cap\u00edtulos, o foco do terceiro \u00e9 come\u00e7ar a adubar terreno para entrar na disciplina de monitoramento. Para isso, entretanto, h\u00e1 um esfor\u00e7o percept\u00edvel &#8211; e justific\u00e1vel, levando em considera\u00e7\u00e3o um dos p\u00fablicos esperados para a obra &#8211; dos autores em contextualizar a import\u00e2ncia desse trabalho com a vis\u00e3o de neg\u00f3cios. A ideia de &#8220;ciclo&#8221;, no t\u00edtulo, parte do conceito de <em>aprendizado em circuito duplo<\/em> proposto por\u00a0Chris Argyris, professor de Harvard. De maneira simples, o argumento \u00e9 que, quando h\u00e1 um problema, h\u00e1 duas formas de resolv\u00ea-lo: apagando o inc\u00eandio ou indo atr\u00e1s do que o causou para que n\u00e3o aconte\u00e7a nunca mais.<\/p>\n<blockquote><p>No contexto das m\u00eddias sociais, tal teoria ganha um novo impulso e se torna imperativo coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica. Antes, com a publicidade tradicional, o foco das empresas era (e podia ser) em sua imagem. Isso porque a experi\u00eancia real das pessoas com a marca n\u00e3o aparecia na m\u00eddia. Hoje, acontece o contr\u00e1rio. As experi\u00eancias reais dos consumidores est\u00e3o em evid\u00eancia \u2013 e n\u00e3o as imagens criadas num est\u00fadio a partir de um roteiro pensado pela empresa. Agora, as organiza\u00e7\u00f5es precisam lidar mais com a realidade do que com a imagem que querem passar. [&#8230;] A\u00a0organiza\u00e7\u00e3o que trabalha com o conceito de circuito duplo melhora o neg\u00f3cio como um todo \u2013 e chega a uma solu\u00e7\u00e3o duradoura. Quando a organiza\u00e7\u00e3o passa a ser gerida nesse modelo, todas as \u00e1reas e camadas hier\u00e1rquicas valorizam as informa\u00e7\u00f5es vindas das m\u00eddias sociais. Elas n\u00e3o s\u00f3 fazem esfor\u00e7os para us\u00e1-las, como demandam, de uma maneira pr\u00f3-ativa, dados de monitoramento para tomar decis\u00f5es. (p\u00e1g. 65-66).<\/p><\/blockquote>\n<p>Um dos grandes m\u00e9ritos do livro est\u00e1 em, ainda que apresente os diferentes n\u00edveis de maturidade, sempre &#8220;recomendar&#8221; o direcionamento ao mais avan\u00e7ado. Nessa parte, por exemplo, a divis\u00e3o entre ciclo virtuoso e vicioso nas m\u00eddias sociais argumenta pela intelig\u00eancia (estrat\u00e9gica) para al\u00e9m da otimiza\u00e7\u00e3o (operacional)\u00a0do monitoramento. Ou seja, por mais que admitam que h\u00e1 diferentes maneiras de atua\u00e7\u00e3o, (o SAC ser tratado apenas como resolu\u00e7\u00e3o de problemas comunicacionais &#8211; levando em considera\u00e7\u00e3o o &#8220;momento&#8221; que a empresa se encontra em rela\u00e7\u00e3o a sua atua\u00e7\u00e3o digital), o argumento preza sempre pela evolu\u00e7\u00e3o e melhoria do neg\u00f3cio a partir dos dados das m\u00eddias sociais. No fim das contas, tudo depende de planejamento.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-9-os-dois-ciclos-de-midias-sociais-vicioso-e-virtuoso.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3914\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-9-os-dois-ciclos-de-midias-sociais-vicioso-e-virtuoso.png\" alt=\"\" width=\"645\" height=\"526\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-9-os-dois-ciclos-de-midias-sociais-vicioso-e-virtuoso.png 645w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-9-os-dois-ciclos-de-midias-sociais-vicioso-e-virtuoso-300x245.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 645px) 100vw, 645px\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote><p>Todo processo dentro de uma organiza\u00e7\u00e3o passa por um ciclo, em que h\u00e1: planejamento, implanta\u00e7\u00e3o, acompanhamento e melhoria. \u00c9 o ciclo do \u201cagir\u201d. Um projeto de m\u00eddias sociais de uma empresa conta com etapas que levam em considera\u00e7\u00e3o seu n\u00edvel de maturidade no planejamento, como os dados ser\u00e3o capturados na implanta\u00e7\u00e3o e assim por diante. Mas de pouco adianta ter um processo muito bem definido se os ganhos n\u00e3o se espalham pela empresa. Por isso, esse ciclo s\u00f3 \u00e9 realmente efetivo se houver um segundo momento al\u00e9m do \u201cagir\u201d, o \u201cdifundir\u201d. Esse momento se refere ao impacto mais intang\u00edvel do processo nos neg\u00f3cios da empresa, o impacto cultural. \u00c9 como o output desse trabalho ser\u00e1 valorizado, entendido e usado por todos na empresa (p\u00e1g. 69).<\/p><\/blockquote>\n<p>Este cap\u00edtulo fecha com uma proposta de modelo de atua\u00e7\u00e3o nas m\u00eddias sociais (com foco principalmente no trabalho de monitoramento e dados em geral), levando em considera\u00e7\u00e3o principalmente quatro fases do SMC: 1) <strong>mensurar<\/strong> os objetivos de neg\u00f3cio e a maturidade da empresa internamente para; 2) <strong>capturar<\/strong> as informa\u00e7\u00f5es e operacionalizar o fluxo de monitoramento como um todo e enfim; 3) <strong>analisar<\/strong> as informa\u00e7\u00f5es para gerar conhecimento e e intelig\u00eancia estrat\u00e9gica de neg\u00f3cios at\u00e9; 4)\u00a0<strong>disseminar<\/strong> as pr\u00e1ticas por meio dos resultados das etapas anteriores com capacita\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante manter em mente essas etapas porque elas ser\u00e3o retomadas ao longo do livro.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-12-o-ciclo-smc-de-trabalho-em-midias-sociais.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3916\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-12-o-ciclo-smc-de-trabalho-em-midias-sociais.png\" alt=\"\" width=\"664\" height=\"489\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-12-o-ciclo-smc-de-trabalho-em-midias-sociais.png 664w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-12-o-ciclo-smc-de-trabalho-em-midias-sociais-300x221.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px\" \/><\/a><\/p>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 4 &#8211; Monitoramento: o cora\u00e7\u00e3o das m\u00eddias sociais<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>A proposta deste cap\u00edtulo \u00e9 destrinchar o ciclo apresentado anteriormente ainda com mais detalhes. Um grande defeito, entretanto, na minha opini\u00e3o, \u00e9 a uni\u00e3o de ambas as disciplinas (monitoramento e m\u00e9tricas) em um grande processo. Eu entendo que houvesse uma necessidade de argumentar estrategicamente por ambos os trabalhos de maneira conjunta na \u00e9poca (afinal os dois lidam, essencialmente, com dados), mas achei irrespons\u00e1vel traz\u00ea-los sem uma distin\u00e7\u00e3o expl\u00edcita logo de imediato &#8211; algo do tipo s\u00f3 acontece nos dois cap\u00edtulos seguintes, mas ainda de maneira confusa.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-13-modelo-smc-de-monitoramento-e-m\u00e9trica-em-m\u00eddias-sociais.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3917\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-13-modelo-smc-de-monitoramento-e-m\u00e9trica-em-m\u00eddias-sociais.png\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-13-modelo-smc-de-monitoramento-e-m\u00e9trica-em-m\u00eddias-sociais.png 652w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-13-modelo-smc-de-monitoramento-e-m\u00e9trica-em-m\u00eddias-sociais-300x259.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para o cap\u00edtulo quatro, ent\u00e3o, tomemos como saldo a proposta e argumenta\u00e7\u00e3o operacional do Social Media Cycle, levando em considera\u00e7\u00e3o todas as etapas do trabalho que envolve desde coordenadores (para definir escopos e objetivos; dimensionar e estruturar equipes e processos), passando por analistas (para pensar m\u00e9tricas\/KPIs, plano de classifica\u00e7\u00e3o e keywords; e analisar em busca de melhorias), at\u00e9 gestores (para desenvolver todo o trabalho aculturamento da empresa com base nas an\u00e1lises).<\/p>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 5 &#8211; Como definir m\u00e9tricas a partir dos objetivos de neg\u00f3cio<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>O quinto cap\u00edtulo do livro \u00e9 o maior e provavelmente o mais denso de todos em termos de informa\u00e7\u00e3o a ser consumida &#8211; e assimilada &#8211; pelos mais variados tipos de leitores. Ele come\u00e7a, mais uma vez, com uma proposta de exerc\u00edcio para localizar o n\u00edvel de maturidade da sua empresa. Pode parecer cansativo, mas \u00e9 importante bater nessa tecla para que o leitor, principalmente no caso de gestores ou empres\u00e1rios n\u00e3o familiarizados com o trabalho em m\u00eddias sociais, n\u00e3o queira dar um passo maior que a perna. \u00c9 preciso, nesse cen\u00e1rio,\u00a0levar em considera\u00e7\u00e3o: a <strong>disposi\u00e7\u00e3o<\/strong> da empresa, o <strong>or\u00e7amento<\/strong> dispon\u00edvel, a <strong>vis\u00e3o<\/strong> de neg\u00f3cio, o <strong>tempo\/prioridade<\/strong> da transforma\u00e7\u00e3o digital e a <strong>preocupa\u00e7\u00e3o<\/strong> dos superiores. A tabela abaixo serve como esquema did\u00e1tico para exemplificar as diferentes atividades de acordo com o n\u00edvel de maturidade das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-15-os-processos-de-uma-empresa-dentro-dos-niveis-SMC.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3919\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-15-os-processos-de-uma-empresa-dentro-dos-niveis-SMC.png\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"428\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-15-os-processos-de-uma-empresa-dentro-dos-niveis-SMC.png 650w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-15-os-processos-de-uma-empresa-dentro-dos-niveis-SMC-300x198.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse exerc\u00edcio, acontece (novamente) o problema que citei anteriormente: o nome do cap\u00edtulo fala sobre m\u00e9tricas e o texto apresenta, quase sem contextualiza\u00e7\u00e3o, ensinamentos sobre o monitoramento de m\u00eddias sociais. Esse \u00e9 um problema relevante, a meu ver, porque \u00e9 uma constante no mercado a <a href=\"https:\/\/www.ibpad.com.br\/blog\/comunicacao-digital\/metricas-ou-monitoramento-nao-se-confunda-entenda-as-diferencas\/\">confus\u00e3o entre monitoramento e m\u00e9tricas<\/a>. J\u00e1 vi a express\u00e3o &#8220;monitorar resultados&#8221; ser empregada v\u00e1rias vezes no sentido de &#8220;atividade de ficar de olho nas m\u00e9tricas&#8221;, ou seja, n\u00e3o se trata de um trabalho de monitoramento, mas um trabalho com m\u00e9tricas. \u00c9 \u00f3bvio que \u00e9 inevit\u00e1vel que essa express\u00e3o, em seu significado mais amplo, n\u00e3o acabe tamb\u00e9m se referindo ao trabalho com m\u00e9tricas, mas particularmente, tratando-se de fontes que entendem essa diferen\u00e7a, acho um pouco irrespons\u00e1vel n\u00e3o evidenciar essa distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Feito esse adendo, posso continuar com o conte\u00fado apresentado no livro. S\u00e3o apresentados, ent\u00e3o, tr\u00eas tipos de monitoramento: <strong>ouvir<\/strong>, <strong>contra-a\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>tomada de decis\u00e3o<\/strong> &#8211; todos estreitamente ligados aos n\u00edveis de maturidade apresentados no cap\u00edtulo 2. Em seguida, explica-se que o monitoramento pode ser feito sobre uma marca, um evento ou um tema. Cada um desses cen\u00e1rios demandar\u00e1 um planejamento espec\u00edfico e dedicado ao projeto de monitoramento, para que sejam definidos os objetivos, as ferramentas que ser\u00e3o utilizadas, o set up necess\u00e1rio, a m\u00e3o de obra de trabalho (e suas devidas fun\u00e7\u00f5es), at\u00e9 an\u00e1lise e entrega final. Para quem tiver interesse espec\u00edfico, recomendo a <a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/tag\/tarcizio-silva\/\">s\u00e9rie de posts que fiz sobre o material do curso de monitoramento de Tarc\u00edzio Silva aqui no blog<\/a>.<\/p>\n<blockquote><p>A defini\u00e7\u00e3o do que ser\u00e1 medido num monitoramento de m\u00eddias sociais depende dos objetivos de cada departamento \u2013 e da empresa como um todo. Tendo em mente isso, os indicadores de neg\u00f3cio (m\u00e9tricas com um significado de neg\u00f3cio) ser\u00e3o estabelecidos. Eles s\u00e3o chamados de KPIs (Key Performance Indicators, na sigla em ingl\u00eas) e representam as necessidades estrat\u00e9gicas da empresa. Dificilmente cada objetivo de neg\u00f3cio tem mais de tr\u00eas KPIs (p\u00e1g. 92).<\/p><\/blockquote>\n<p>Na subse\u00e7\u00e3o &#8220;Escolhendo os &#8216;objetivos&#8217; e m\u00e9tricas'&#8221;, as falas sobre os primeiros s\u00e3o certeiras:\u00a0<em>&#8220;como as m\u00eddias sociais refletem seres humanos, fica imposs\u00edvel determinar padr\u00f5es aplic\u00e1veis a qualquer empresa&#8221;<\/em> (p\u00e1g. 94). Toda a sustenta\u00e7\u00e3o do argumento &#8211; de que as m\u00e9tricas devem ser selecionadas a partir da sua m\u00e1xima de valor para os objetivos de neg\u00f3cios &#8211; parte da famosa frase de Douglas Hubbard: <em>\u201cMensura\u00e7\u00e3o \u00e9 uma redu\u00e7\u00e3o quantitativamente expressa de incerteza, baseada em uma ou mais observa\u00e7\u00f5es\u201d<\/em>. Particularmente gostei bastante de outra \u00f3tima cita\u00e7\u00e3o, da ent\u00e3o coordenadora de BI da dp6, Luana Baio: <em>&#8220;O estrat\u00e9gico n\u00e3o est\u00e1 relacionado \u00e0 simplicidade ou \u00e0 complexidade da m\u00e9trica, mas sim ao valor da informa\u00e7\u00e3o que ela traz consigo&#8221;<\/em>.<\/p>\n<blockquote><p>Quando pensamos nos objetivos de neg\u00f3cio da empresa, n\u00e3o h\u00e1 certo nem errado. N\u00e3o h\u00e1 nada de errado em usar uma m\u00e9trica baseada na quantidade de compartilhamentos de uma mensagem como KPI quando se deseja medir o resultado de uma campanha de divulga\u00e7\u00e3o da marca (branding). Mas, se pensarmos na maturidade da empresa como um todo, veremos que h\u00e1 m\u00e9tricas mais evolu\u00eddas (p\u00e1g. 95).<\/p><\/blockquote>\n<p>Infelizmente a confus\u00e3o em torno de monitoramento e m\u00e9tricas volta logo em seguida, na tentativa de explicar os diferentes &#8220;tipos&#8221; de dados das m\u00eddias sociais. Na figura 5.7, logo abaixo, por exemplo, intitulada &#8220;Modelagem SMC de m\u00e9tricas em m\u00eddias sociais&#8221;, os dois primeiros tipos de dados (o qu\u00ea e como) s\u00e3o frutos do trabalho de monitoramento enquanto os dois \u00faltimos (quem e quanto) podem ser tanto de monitoramento quanto de m\u00e9tricas, sendo apenas o \u00faltimo (onde) relacionado ao tracking de a\u00e7\u00f5es e, por tanto, exclusivo de m\u00e9tricas. O mesmo problema se repete na figura 5.8: opini\u00e3o e p\u00fablico s\u00e3o referentes ao monitoramento; audi\u00eancia, transacional e navega\u00e7\u00e3o s\u00e3o referentes \u00e0s m\u00e9tricas; e relacional, demogr\u00e1fico e participa\u00e7\u00e3o podem se referir a ambos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-19-modelagem-smc-de-m\u00e9tricas-em-midias-sociais.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3925\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-19-modelagem-smc-de-m\u00e9tricas-em-midias-sociais.png\" alt=\"\" width=\"661\" height=\"457\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-19-modelagem-smc-de-m\u00e9tricas-em-midias-sociais.png 661w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-19-modelagem-smc-de-m\u00e9tricas-em-midias-sociais-300x207.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 661px) 100vw, 661px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-20-tipos-de-dados-de-midias-sociais.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3926\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-20-tipos-de-dados-de-midias-sociais.png\" alt=\"\" width=\"666\" height=\"507\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-20-tipos-de-dados-de-midias-sociais.png 666w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-20-tipos-de-dados-de-midias-sociais-300x228.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 666px) 100vw, 666px\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 at\u00e9 uma tentativa do autores de diferenciar m\u00e9tricas, dados e KPIs, no entanto, com exce\u00e7\u00e3o do \u00faltimo, o restante ainda aparece bastante confuso. Em suma, e desfazendo a confus\u00e3o levantada at\u00e9 aqui, poderia dizer que m\u00e9tricas s\u00e3o, a grosso modo, indicadores. Isso significa que, no trabalho de monitoramento, \u00e9 prov\u00e1vel que m\u00e9tricas ser\u00e3o acionadas: quantas coment\u00e1rios positivos? quantos coment\u00e1rios sobre a campanha? quantos coment\u00e1rios mencionando o influenciador X?; no entanto, o trabalho com m\u00e9tricas de m\u00eddias sociais &#8211; comumente tamb\u00e9m chamado de <em>social analytics<\/em> (ou <em>web analytics<\/em>, para blogs) &#8211; envolve m\u00e9tricas (ou indicadores) j\u00e1 pr\u00e9-dispostos nas plataformas: cliques, likes, bounce rate, etc.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, funciona mais ou menos assim: um analista de m\u00e9tricas (ou de BI\/analytics) trabalha com indicadores j\u00e1 provenientes das m\u00eddias sociais, pois s\u00e3o &#8220;rastros digitais&#8221; deixados pelos usu\u00e1rios nas p\u00e1ginas\/publica\u00e7\u00f5es; enquanto um analista de monitoramento trabalha com toda uma linha de pesquisa que envolve a estrutura\u00e7\u00e3o de coleta e an\u00e1lise de coment\u00e1rios e\/ou relacionado a indiv\u00edduos (como \u00e9 o caso com o envolvimento de an\u00e1lise de redes) para gerar dados que podem ser quantificados como m\u00e9tricas\/indicadores. Ambos trabalham com dados (de m\u00eddias sociais) e com a mesma finalidade: extrair intelig\u00eancia estrat\u00e9gica deles, mas os meios para este mesmo fim s\u00e3o diferentes para cada cen\u00e1rio.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-21-produtos-comprados-taxa-de-recompra.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3927\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-21-produtos-comprados-taxa-de-recompra.png\" alt=\"\" width=\"661\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-21-produtos-comprados-taxa-de-recompra.png 661w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-21-produtos-comprados-taxa-de-recompra-300x207.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 661px) 100vw, 661px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A seguinte diferencia\u00e7\u00e3o que os autores fazem entre dados, informa\u00e7\u00e3o e conhecimento a partir do <a href=\"https:\/\/random-blather.com\/2014\/04\/28\/information-isnt-power\/\">famoso esquema de David Sommerville<\/a> devolve o conte\u00fado de volta aos trilhos, mas a insist\u00eancia em classificar os dois \u00faltimos como &#8220;m\u00e9tricas&#8221; pode &#8211; novamente &#8211; confundir o leitor. Vale destacar aqui a apresenta\u00e7\u00e3o de alguns KPIs famosos no mercado que ganharam for\u00e7a principalmente \u00e0 \u00e9poca pela divulga\u00e7\u00e3o de um <a href=\"https:\/\/pt.slideshare.net\/Altimeter\/altimeter-social-analytics-report\">material da Altimeter<\/a>. Esses s\u00e3o apresentados e ensinados at\u00e9 hoje em cursos de monitoramento de m\u00eddias sociais como algumas alternativas poss\u00edveis para an\u00e1lise de resultados:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Share of Voice<\/strong>: porcentagem de men\u00e7\u00f5es da marca comparado ao universo com os concorrentes, que pode ser cruzado com dados de sentimento\/tema e avaliado temporalmente;<\/li>\n<li><strong>Taxa de sentimento<\/strong>: propor\u00e7\u00e3o de men\u00e7\u00f5es por sentimento em rela\u00e7\u00e3o ao total;<\/li>\n<li><strong>Imagem<\/strong>: propor\u00e7\u00e3o de men\u00e7\u00f5es positivas e neutras em compara\u00e7\u00e3o ao total;<\/li>\n<li><strong>Advogados da marca ativos<\/strong>: propor\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios que geraram resultados positivos nos \u00faltimos 30 dias em compara\u00e7\u00e3o ao todo.<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-22-indices-para-metricas-de-midias-sociais.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3928\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-22-indices-para-metricas-de-midias-sociais.png\" alt=\"\" width=\"656\" height=\"416\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-22-indices-para-metricas-de-midias-sociais.png 656w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-22-indices-para-metricas-de-midias-sociais-300x190.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao tratar da rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e9tricas (que, aqui, s\u00e3o sempre referentes a indicadores do monitoramento) e os n\u00edveis de maturidade SMC, h\u00e1 uma proposta de contextualizar tudo isso com o esquema de funil de vendas de uma marca. O problema \u00e9 que falar em funil de vendas na internet implica automaticamente levar em considera\u00e7\u00e3o a jornada do consumidor online, que &#8211; pelo menos na grande maioria das vezes &#8211; s\u00f3 pode ser avaliada a partir de m\u00e9tricas de tracking, ou seja, referentes a cliques e navega\u00e7\u00e3o (e n\u00e3o proveniente do monitoramento). Toda essa confus\u00e3o continua no resumo do cap\u00edtulo, que apresenta as m\u00e9tricas de cada n\u00edvel num contexto de monitoramento: SMC1 &#8211; audi\u00eancia e volume; SMC2 &#8211; quantidade e qualidade das intera\u00e7\u00f5es; SMC3 &#8211; recomenda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote><p>O cruzamento de m\u00e9tricas do tipo social com m\u00e9tricas on-line e off-line potencializa o valor da informa\u00e7\u00e3o e se torna uma fonte riqu\u00edssima para a tomada de decis\u00e3o. Apesar dos benef\u00edcios que pode trazer, esse tipo de cruzamento \u00e9 raro. Primeiro, porque h\u00e1 barreiras tecnol\u00f3gicas. Integrar bases que est\u00e3o em locais e sistemas diferentes n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Em segundo lugar, porque h\u00e1 uma barreira \u201cpol\u00edtica\u201d. As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o espalhadas por departamentos estanques, ag\u00eancias e prestadores de servi\u00e7o da empresa. Para conseguir superar esses descasos, \u00e9 necess\u00e1rio um esfor\u00e7o muito grande dos tomadores de decis\u00e3o da empresa. H\u00e1 casos de empresas que obrigam seus fornecedores a trocarem informa\u00e7\u00f5es como condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para prestarem servi\u00e7os. Com o passar do tempo, as pessoas deixam de enxergar a troca de informa\u00e7\u00f5es como uma obriga\u00e7\u00e3o e passam a faz\u00ea-lo de um jeito mais espont\u00e2neo e pr\u00f3-ativo. Isso porque percebem os ganhos desse tipo de integra\u00e7\u00e3o (p\u00e1g. 106).<\/p><\/blockquote>\n<p>A excel\u00eancia da obra retorna quando os autores entram no t\u00f3pico <strong>Return of Investment<\/strong>, com uma explica\u00e7\u00e3o s\u00e9ria, densa e respons\u00e1vel sobre assunto t\u00e3o pol\u00eamico. <em>&#8220;Quem trabalha com m\u00eddias sociais costuma sofrer uma grande press\u00e3o para calcular o ROI e provar que vale investir nesse tipo de trabalho&#8221;<\/em>, no entanto, tratando-se de uma nova \u00e1rea, a falta de seguran\u00e7a e clareza <em>&#8220;pode prejudicar sua aplica\u00e7\u00e3o e aprendizado&#8221;<\/em> (p\u00e1g. 106). Sempre trazendo exemplos e aplica\u00e7\u00f5es reais, os autores conseguem demonstrar ao p\u00fablico empresarial que \u00e9 preciso muita cautela quando falamos de ROI de m\u00eddias sociais &#8211; e ainda apresentam alguns exemplos de aportes metodol\u00f3gicos (figura 5.15).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-25-metodo-smc-para-o-calculo-de-roi-das-a\u00e7\u00f5es-nas-midias-sociais.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3931\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-25-metodo-smc-para-o-calculo-de-roi-das-a\u00e7\u00f5es-nas-midias-sociais.png\" alt=\"\" width=\"656\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-25-metodo-smc-para-o-calculo-de-roi-das-a\u00e7\u00f5es-nas-midias-sociais.png 656w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-25-metodo-smc-para-o-calculo-de-roi-das-a\u00e7\u00f5es-nas-midias-sociais-300x212.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 uma discuss\u00e3o coerente sobre as limita\u00e7\u00f5es e dificuldades do c\u00e1lculo de ROI nas m\u00eddias sociais, nas quais os autores citam a\u00a0dificuldade de capturar dados, a escassez de tempo e energia nas empresas e a responsabiliza\u00e7\u00e3o totalit\u00e1ria (e \u00fanica) de uma a\u00e7\u00e3o para provar o resultado. Isso tudo, entretanto, n\u00e3o deve banir o ROI de vez: <em>&#8220;Uma vis\u00e3o mais ampla permite perceber que os impactos financeiros s\u00e3o causados tanto por a\u00e7\u00f5es recentes e tang\u00edveis como distantes e intang\u00edveis&#8221;\u00a0<\/em>(p\u00e1g. 116), explicam. Os autores citam, ent\u00e3o, o modelo <em>Balanced Scorecard (BSC)<\/em>, que traz quatro perspectivas de indicadores de neg\u00f3cios: aprendizagem (conhecimentos e compet\u00eancias que os colaboradores possuem), processos internos (qualidade e produtividade), cliente (reten\u00e7\u00e3o e finan\u00e7as (receitas\/despesas).<\/p>\n<blockquote><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4024\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura571-scup.png\" alt=\"\" width=\"643\" height=\"457\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura571-scup.png 643w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura571-scup-300x213.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 643px) 100vw, 643px\" \/><\/p>\n<p>Na Figura 5.17, vemos que em todas essas perspectivas h\u00e1 um lado transacional e outro de relacionamento. Numa organiza\u00e7\u00e3o eficiente, recebem valor igual, pois tanto um quanto o outro s\u00e3o importantes para perpetuar o neg\u00f3cio. Assim, na perspectiva de Aprendizagem, h\u00e1 tanto indicadores que geram um impacto claro, como funcion\u00e1rios saberem ingl\u00eas para vender no mercado americano, quanto indiretos, no caso de um curso mostrando a import\u00e2ncia de atender bem o cliente no p\u00f3s-venda. O crit\u00e9rio para investir nesse tipo de atividade \u00e9 o quanto ela afeta o tipo e o posicionamento de neg\u00f3cio (p\u00e1g. 117).<\/p><\/blockquote>\n<p>Quando, portanto, devemos nos preocupar com ROI nas m\u00eddias sociais? Segundo Monteiro e Azarite, quando <em>&#8220;estamos diante de um processo em que a a\u00e7\u00e3o e o impacto nas vendas \u00e9 pr\u00f3ximo e tang\u00edvel (transacional)&#8221;<\/em> (p\u00e1g. 118). Quando foco das a\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias sejam resultados intang\u00edveis a longo prazo, recomenda-se pensar em KPIs diferentes. Para finalizar, um conceito bem legal que os autores apresentam \u00e9 o de &#8220;Teoria do Neg\u00f3cio&#8221;, de Peter Drucker, no qual, de maneira simples, h\u00e1 um diferen\u00e7a entre ser uma empresa eficaz (o que faz) e ser uma empresa eficiente (como faz): <em>&#8220;Drucker atentou para o fato de que as empresas na atualidade eram muito boas em serem eficientes, ou seja, em ter processos enxutos e sistemas de controle de desempenho. Em contrapartida, elas se tornaram muito fr\u00e1geis para perceber e mudar a rota do neg\u00f3cio ou para implantar o posicionamento no dia a dia junto com a efici\u00eancia dos processos&#8221;<\/em> (p\u00e1g. 120).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-27-gestao-e-gerenciamento-de-uma-empresa-x-niveis-smc.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3933\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-27-gestao-e-gerenciamento-de-uma-empresa-x-niveis-smc.png\" alt=\"\" width=\"661\" height=\"536\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-27-gestao-e-gerenciamento-de-uma-empresa-x-niveis-smc.png 661w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-27-gestao-e-gerenciamento-de-uma-empresa-x-niveis-smc-300x243.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 661px) 100vw, 661px\" \/><\/a><\/p>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 6 &#8211; Classificar, capturar e analisar: como colocar em pr\u00e1tica o planejamento<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>O sexto cap\u00edtulo tem uma abordagem mais pr\u00e1tica sobre o trabalho de monitoramento, dividido em tr\u00eas momentos: classificar, capturar e analisar. O primeiro ratifica a import\u00e2ncia do plano de classifica\u00e7\u00e3o, que fornecer\u00e1 a estrutura estrat\u00e9gica para interpretar os dados. O segundo coloca em xeque algumas quest\u00f5es t\u00e9cnicas, como dimensionamento (volume de trabalho x equipe), estrutura\u00e7\u00e3o (possibilidades de terceiriza\u00e7\u00e3o), softwares (objetivo x funcionalidade),\u00a0equipe (maturidade), processo (atividades), keywords (escopo) e implata\u00e7\u00e3o\/acompanhamento (testes). A tabela abaixo resume e organiza cada um desses aspectos, que devem ser pensados na etapa de <strong>planejamento<\/strong> do projeto.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-30-etapa-de-captura.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3937\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-30-etapa-de-captura.png\" alt=\"\" width=\"656\" height=\"531\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-30-etapa-de-captura.png 656w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-30-etapa-de-captura-300x243.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O \u00faltimo momento, analisar, refere-se \u00e0 pr\u00e1tica de &#8220;transformar os dados capturados em informa\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cio&#8221;. Ou seja, <em>&#8220;para que os dados se tornem importantes na tomada de decis\u00e3o, eles precisam estar qualificados e relacionados de modo a ficarem em sintonia com uma an\u00e1lise de interesse \u2013 no caso, falando de acordo com as miss\u00f5es, valores e objetivos de neg\u00f3cio da empresa (p. 137)&#8221;<\/em>. N\u00e3o menos importante, o trabalho de comunicar esses resultados, informa\u00e7\u00f5es e intelig\u00eancia \u00e9 essencial para todos os contextos nos quais ele ser\u00e1 apresentado (seja para gestores, diretores, analistas, cliente, etc.). Por fim, o exerc\u00edcio de melhoria constante:\u00a0 &#8220;fazer otimiza\u00e7\u00f5es e melhorias em todo o projeto para evoluir o monitoramento, tornando-o cada vez mais eficiente e estrat\u00e9gico&#8221;.<\/p>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 7 &#8211; Aculturar: espalhando a cultura social na empresa<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>A proposta do cap\u00edtulo 7 \u00e9 oferecer um panorama menos informal &#8211; mais &#8220;planejado&#8221; e &#8220;potencializado&#8221; &#8211; para o processo de aculturamento em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho de m\u00eddias sociais na empresa: <em>&#8220;Para gerar uma cultura de m\u00eddias sociais, \u00e9 importante saber quais s\u00e3o as \u00e1reas e respectivas pessoas-chave para o projeto de m\u00eddias sociais&#8221;<\/em> (p. 143). Eles sugerem definir pontes de aprendizado que levar\u00e3o a &#8220;cultura de m\u00eddias sociais&#8221; para cada uma das \u00e1reas da empresa, levando em conta seu potencial de uso e n\u00edvel de maturidade &#8211; al\u00e9m de interesse (da \u00e1rea) e influ\u00eancia. Nesse cen\u00e1rio, s\u00e3o recomendadas tr\u00eas <strong>atividades<\/strong> para aculturar a empresa como um todo \u00e0 (nova) realidade de trabalho dedicado \u00e0s m\u00eddias sociais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-32-as-tres-atividades-de-aculturar-a-empresa-social.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3939\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-32-as-tres-atividades-de-aculturar-a-empresa-social.png\" alt=\"\" width=\"659\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-32-as-tres-atividades-de-aculturar-a-empresa-social.png 659w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-32-as-tres-atividades-de-aculturar-a-empresa-social-300x230.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 659px) 100vw, 659px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em busca constante por melhorias, os autores recomendam ainda um planejamento p\u00f3s-demandas para identificar como \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar com o aculturamento. Seria trabalho de um gestor, portanto, conforme indicado na obra, listar quais ser\u00e3o as a\u00e7\u00f5es tomadas para seguir em frente; estas pensando um p\u00fablico-alvo espec\u00edfico, que podem ser referentes \u00e0s \u00e1reas ou n\u00edveis hier\u00e1rquicos; e definir quais ser\u00e3o essas a\u00e7\u00f5es visando os objetivos e a prioridade de cada uma delas no cen\u00e1rio macro da empresa.<\/p>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 8 &#8211; A opera\u00e7\u00e3o de mensurar os dados das m\u00eddias sociais<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>Os tr\u00eas \u00faltimos cap\u00edtulos do livro retomam as fases do trabalho apontadas no cap\u00edtulo 6 (classificar, capturar e analisar). Neste pen\u00faltimo cap\u00edtulo, portanto, os autores apresentam <strong>direcionamentos operacionais<\/strong> para o trabalho de monitoramento: como organizar as men\u00e7\u00f5es, como elaborar um plano de classifica\u00e7\u00e3o, como integr\u00e1-lo com objetivos estrat\u00e9gicos, etc. Quanto ao primeiro, apontam duas medidas anal\u00edticas: sentimento e conte\u00fado (categoriza\u00e7\u00e3o). Embora seja um pouco simplista, \u00e9 geralmente &#8211; at\u00e9 hoje &#8211; o ponto de partida dos projetos de monitoramento. No entanto, \u00e9 importante ratificar que essas categorias anal\u00edticas s\u00e3o exclusivas ao conte\u00fado, enquanto hoje podemos averiguar tamb\u00e9m usu\u00e1rios, localiza\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-31-conteudos-de-um-plano-de-classifica\u00e7\u00e3o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3941\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-31-conteudos-de-um-plano-de-classifica\u00e7\u00e3o.png\" alt=\"\" width=\"669\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-31-conteudos-de-um-plano-de-classifica\u00e7\u00e3o.png 669w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-31-conteudos-de-um-plano-de-classifica\u00e7\u00e3o-300x181.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 669px) 100vw, 669px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ainda sobre o plano de classifica\u00e7\u00e3o, os autores refor\u00e7am que ele parte de alguns pontos b\u00e1sicos, como o objetivo do projeto, o n\u00edvel de maturidade da empresa, as m\u00e9tricas do trabalho e um fluxo de trabalho bem alinhado entre opera\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o. A integra\u00e7\u00e3o entre o &#8220;n\u00facleo de m\u00eddias sociais&#8221; e outras partes da empresa \u00e9 indispens\u00e1vel para alinhar os objetivos de m\u00eddias sociais com os objetivos estrat\u00e9gicos de neg\u00f3cio. Recomendam, portanto, a participa\u00e7\u00e3o de analistas e gestores no <em>briefing<\/em> e valida\u00e7\u00e3o do plano de classifica\u00e7\u00e3o: <em>&#8220;A presen\u00e7a dos gestores no processo de planejamento da classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 operacional, mas sim uma participa\u00e7\u00e3o de supervis\u00e3o que trabalha pelo alinhamento com objetivos da empresa&#8221;<\/em> (p\u00e1g. 154).<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o muito importante \u00e9 a complexidade da an\u00e1lise de sentimento. Ainda que esse crit\u00e9rio tenha sido adotado pelo mercado de monitoramento de m\u00eddias sociais como padr\u00e3o, h\u00e1 algumas nuances a serem consideradas na simples divis\u00e3o negativo-neutro-positivo:\u00a0<em>&#8220;Em linhas gerais, toma-se um ponto com o qual a an\u00e1lise de sentimento ser\u00e1 relacionada, uma refer\u00eancia espec\u00edfica que varia de acordo com o objetivo de neg\u00f3cio da empresa&#8221;<\/em> (p\u00e1g. 155), que pode ser a marca, o produto ou o processo de vendas como um todo. Por exemplo, quando trabalhei para o CRM da E.life\/Coca-Cola, o sentimento de uma mesma men\u00e7\u00e3o poderia diferenciar quanto ao atendimento, quanto ao produto e quanto \u00e0 campanha. Isso \u00e9 mais comum, entretanto, em projetos\/empresas com mais maturidade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-33-tres-niveis-da-analise-de-sentimento.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3943\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-33-tres-niveis-da-analise-de-sentimento.png\" alt=\"\" width=\"651\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-33-tres-niveis-da-analise-de-sentimento.png 651w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-33-tres-niveis-da-analise-de-sentimento-300x164.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote><p>Uma boa pr\u00e1tica para a an\u00e1lise de sentimento mais completa \u00e9 criar uma r\u00e9gua de proximidade com o cliente progressiva, que conta com dois n\u00edveis (tanto para positivo quanto para negativo): um diz respeito a algo mais pontual, \u00e0 percep\u00e7\u00e3o da marca (que n\u00e3o necessariamente leva \u00e0 a\u00e7\u00e3o); o outro diz respeito a um sentimento mais duradouro, referindo-se ao engajamento, que por sua vez implica em uma a\u00e7\u00e3o de destrui\u00e7\u00e3o ou defesa da marca. A an\u00e1lise de sentimento que usa essa r\u00e9gua, portanto, consegue descrever com maior riqueza qual \u00e9 o tipo de rela\u00e7\u00e3o que os clientes t\u00eam com uma marca e acompanha o engajamento verdadeiro, aquele que vai al\u00e9m da mera cita\u00e7\u00e3o. Na metodologia SMC, essa r\u00e9gua \u00e9 chamada de an\u00e1lise de sentimento por engajamento (p. 157).<\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m da an\u00e1lise de sentimento, o tratamento mais comum aos dados de m\u00eddias sociais \u00e9 a categoriza\u00e7\u00e3o &#8211; que pode, inclusive, conforme apontado pelos autores, ser cruzada tamb\u00e9m com o sentimento. Deste modo, <em>&#8220;a classifica\u00e7\u00e3o compreende motiva\u00e7\u00f5es (categoriza\u00e7\u00e3o) e intensidades (an\u00e1lise de sentimento) da rela\u00e7\u00e3o existente entre uma marca e um consumidor&#8221;<\/em> (p. 158). Pensando novamente a metodologia SMC, os autores apontam tr\u00eas n\u00edveis de plano de categoriza\u00e7\u00e3o, que depende de vari\u00e1veis como investimento e maturidade da empresa. Eles se relacionam com a complexidade do sentimento j\u00e1 apontada, conforme o direcionamento de interpreta\u00e7\u00e3o (tema, produto\/situa\u00e7\u00e3o, momento) e de valor estrat\u00e9gico (conte\u00fados, oportunidades, associa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-34-tres-niveis-do-planos-de-categoriza\u00e7\u00e3o.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3944\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-34-tres-niveis-do-planos-de-categoriza\u00e7\u00e3o.png\" alt=\"\" width=\"649\" height=\"409\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-34-tres-niveis-do-planos-de-categoriza\u00e7\u00e3o.png 649w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-34-tres-niveis-do-planos-de-categoriza\u00e7\u00e3o-300x189.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px\" \/><\/a>Menos confuso e mais pr\u00e1tico, o framework dos 5-Ws e 1-H (o que motivou? reparo? men\u00e7\u00e3o? inten\u00e7\u00e3o de compra? sugest\u00e3o?; em que momento? pr\u00e9-compra? compra? p\u00f3s-venda?; quem falou? cliente? m\u00eddia? funcion\u00e1rio? imprensa?; de onde falou? loja f\u00edsica? e-commerce? site?) d\u00e1 um direcionamento interessante para quem trabalha com monitoramento: <em>&#8220;Esse modelo consegue exprimir com detalhes a rela\u00e7\u00e3o que os diversos agentes t\u00eam com a marca monitorada&#8221;<\/em> (p. 160). Como medida alternativa (ou acrescente), gosto bastante tamb\u00e9m da <a href=\"https:\/\/estudandosocialmedia.wordpress.com\/2016\/05\/17\/slideshare-monitoramento-de-midias-sociais-inteligencia-de-mercado-parte-24-de-tarcizio-silva\/\">metodologia de decompor, responder, descobrir e implementar proposta por Tarc\u00edzio Silva<\/a>, pois ultrapassa as limita\u00e7\u00f5es da primeira e pensa de modo inteligente como n\u00e3o partir do zero.<\/p>\n<blockquote><p>A estrat\u00e9gia de categoriza\u00e7\u00e3o comportamental consegue trazer um cen\u00e1rio mais fidedigno do momento em que os consumidores entram em contato com a marca. Como resultado, as estrat\u00e9gias de marketing \u2013 principalmente, as baseadas em relacionamento \u2013 passam a ser embasadas em premissas sociais bastante s\u00f3lidas, que agregam com relev\u00e2ncia e proximidade ao consumidor. O plano de classifica\u00e7\u00e3o alinhado com todos os personagens presentes no processo consegue solucionar alguns problemas e mitigar alguns riscos (p. 161).<\/p><\/blockquote>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 9 &#8211; Capturar: Dimensionando o trabalho de m\u00eddias sociais<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>O cap\u00edtulo 9 expande o trabalho de monitoramento\/m\u00e9tricas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 generaliza\u00e7\u00e3o do trabalho de m\u00eddias sociais, (ainda que) com dicas valiosas sobre processos e gest\u00e3o operacional. Os autores pontuam o que deve ser considerado ao dimensionar a equipe, por exemplo (volume de men\u00e7\u00f5es, capacidade m\u00e1xima\/profissional, sa\u00fade da marca, software dispon\u00edvel); e como estruturar um projeto terceirizado, destacando seus benef\u00edcios (liberdade de an\u00e1lise e intelig\u00eancia externa\/isenta, etc.) e problem\u00e1ticas (melhor integra\u00e7\u00e3o, mais vis\u00e3o de neg\u00f3cio e agilidade nos processos, etc). Sobre isso, recomendam levar em considera\u00e7\u00e3o fatores como mercado, recursos e import\u00e2ncia estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-42-arvore-de-decisao-smc-para-definir-o-formato-de-trabalho-em-midias-sociais.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3950\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-42-arvore-de-decisao-smc-para-definir-o-formato-de-trabalho-em-midias-sociais.png\" alt=\"\" width=\"651\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-42-arvore-de-decisao-smc-para-definir-o-formato-de-trabalho-em-midias-sociais.png 651w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-42-arvore-de-decisao-smc-para-definir-o-formato-de-trabalho-em-midias-sociais-300x264.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os autores seguem com orienta\u00e7\u00f5es sobre software, perfil da equipe e rela\u00e7\u00e3o com a metodologia SMC. Quanto ao primeiro, destacam como caracter\u00edsticas a serem avaliadas: usabilidade, estabilidade, facilidade de diagn\u00f3stico, trial, tipo de diagn\u00f3stico, dados capturados, flexibilidade e confian\u00e7a &#8211; ratificando, no fim, escolha por pre\u00e7o x funcionalidade x performance. Quanto ao segundo e terceiro, recomendam um perfil <em>&#8220;mais broadcast, que tenha boa capacidade anal\u00edtica e metas num\u00e9ricas&#8221;<\/em> no SMC 1; <em>&#8220;mais interativo, que tenha boa capacidade de ativa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o e lide com metas mais intang\u00edveis &#8211; de salubilidade da marca&#8221;<\/em> para SMC 2 e; <em>&#8220;mais de neg\u00f3cio, com conhecimento de valores da empresa e metas referentes a engajamento&#8221;<\/em> para SMC 3.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-44-o-perfil-e-competencias-do-profissional-de-midias-sociais-smc.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3952\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-44-o-perfil-e-competencias-do-profissional-de-midias-sociais-smc.png\" alt=\"\" width=\"664\" height=\"421\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-44-o-perfil-e-competencias-do-profissional-de-midias-sociais-smc.png 664w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-44-o-perfil-e-competencias-do-profissional-de-midias-sociais-smc-300x190.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px\" \/><\/a><\/p>\n<blockquote><p>O planejamento do monitoramento criar\u00e1 as demandas das tarefas \u2013 que, consequentemente, criam demandas de compet\u00eancias. Deve-se fazer um balan\u00e7o da listagem das demandas com as disponibilidades de equipe, estrutura e recursos de modo geral (financeiros, humanos, infra estrutura e etc.). A solu\u00e7\u00e3o para a estrutura\u00e7\u00e3o da equipe \u00e9 definir tarefas diferentes para um mesmo profissional, por exemplo. A escolha por dedicar ou compartilhar as tarefas pode ser feita tomando como base uma tabela com vantagens e desvantagens de cada um dos cen\u00e1rios. No micro ambiente \u2013 ou seja, no n\u00facleo de m\u00eddias sociais \u2013, h\u00e1 profissionais espec\u00edficos, com cargos criados nos primeiros anos de atua\u00e7\u00e3o em m\u00eddias sociais. No macro ambiente \u2013 ou seja, nas \u00e1reas mais gerenciais, diretivas e executivas \u2013, h\u00e1 a necessidade de uma nova integra\u00e7\u00e3o (p. 180).<\/p><\/blockquote>\n<p>Vale ratificar que aqui os autores trabalham com um cen\u00e1rio no qual h\u00e1 um &#8220;n\u00facleo de m\u00eddias sociais&#8221;, que seria como um departamento dentro de uma empresa (ou ag\u00eancia) que atuasse direta e exclusivamente com essa vertente. Ainda que considere essa realidade um pouco ultrapassada (o que poderia ser facilmente justificado pela \u00e9poca que o livro foi lan\u00e7ado), o verdadeiro problema aqui, a meu ver, \u00e9 &#8211; novamente &#8211; a confus\u00e3o do &#8220;trabalho&#8221; de m\u00eddias sociais e &#8220;trabalho&#8221; de monitoramento. Em nenhum momento fica evidente que est\u00e3o falando de um projeto\/\u00e1rea de monitoramento, mas de m\u00eddias sociais como um todo. A descri\u00e7\u00e3o dos papeis da figura 9.8 deixa tudo ainda mais confuso, ajudando ainda mais a refor\u00e7ar esse problema.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-45-caracter\u00edsticas-por-tarefa-do-profissional-de-midias-sociais-em-cada-nivel-smc.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3953\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-45-caracter\u00edsticas-por-tarefa-do-profissional-de-midias-sociais-em-cada-nivel-smc.png\" alt=\"\" width=\"674\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-45-caracter\u00edsticas-por-tarefa-do-profissional-de-midias-sociais-em-cada-nivel-smc.png 674w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-45-caracter\u00edsticas-por-tarefa-do-profissional-de-midias-sociais-em-cada-nivel-smc-300x254.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Logo em seguida, o cap\u00edtulo aborda uma quest\u00e3o basilar do trabalho de monitoramento, a escolha das keywords. Quando falam sobre esse assunto, entretanto, fazem com propriedade &#8211; alertam para a aten\u00e7\u00e3o a\u00a0erros de digita\u00e7\u00e3o, apelidos, nomes errados, frases correlatas, personagens, por exemplo. Tamb\u00e9m indicam testes constantes &#8211; com um poss\u00edvel piloto de semanas para auditoria &#8211; quanto ao plano do software de monitoramento, a variedade de men\u00e7\u00f5es, a buscas feitas, a processos definidos e a equipe dedicada. <em>&#8220;Uma boa pr\u00e1tica \u00e9 agir de modo a saturar ou estressar a estrutura operacional ao extremo, para saber, de fato, se o planejado atende as expectativas, inclusive em cen\u00e1rios tidos como incomuns&#8221;<\/em> (p. 185), explicam.<\/p>\n<p>O cap\u00edtulo termina com o argumento de que &#8220;o\u00a0n\u00facleo de m\u00eddias sociais atende a toda a empresa&#8221;, enquanto reafirma que <em>&#8220;o\u00a0objetivo desse cap\u00edtulo \u00e9 mostrar como integrar o n\u00facleo de m\u00eddias sociais aos respons\u00e1veis pela empresa em sua perspectiva mais abrangente&#8221;<\/em> (p. 186). Ainda que, refor\u00e7ando tamb\u00e9m nessa parte, citem boas pr\u00e1ticas para que essa integra\u00e7\u00e3o ocorra, o &#8211; meu &#8211; problema \u00e9 que a narrativa ficou confusa ao falar sobre trabalho de m\u00eddias sociais e n\u00e3o de monitoramento (ou m\u00e9tricas, como mencionamos anteriormente). Por fim, os autores trazem novamente a metodologia SMC para falar sobre as evolu\u00e7\u00f5es dos processos de m\u00eddias sociais em cada n\u00edvel de maturidade:\u00a0o 1 como reagente de crises\/confrontos, o 2 como processual e estruturado, e o 3 como evolu\u00e7\u00e3o fluida e aut\u00eantica.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-48-diagnostico-do-nivel-de-maturidade-smc-da-evolu\u00e7\u00e3o-dos-processos-do-nucleo-de-midias-sociais.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3957\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-48-diagnostico-do-nivel-de-maturidade-smc-da-evolu\u00e7\u00e3o-dos-processos-do-nucleo-de-midias-sociais.png\" alt=\"\" width=\"561\" height=\"560\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-48-diagnostico-do-nivel-de-maturidade-smc-da-evolu\u00e7\u00e3o-dos-processos-do-nucleo-de-midias-sociais.png 561w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-48-diagnostico-do-nivel-de-maturidade-smc-da-evolu\u00e7\u00e3o-dos-processos-do-nucleo-de-midias-sociais-150x150.png 150w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-48-diagnostico-do-nivel-de-maturidade-smc-da-evolu\u00e7\u00e3o-dos-processos-do-nucleo-de-midias-sociais-300x300.png 300w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-48-diagnostico-do-nivel-de-maturidade-smc-da-evolu\u00e7\u00e3o-dos-processos-do-nucleo-de-midias-sociais-480x480.png 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px\" \/><\/a><\/p>\n<h4><em><strong>CAP\u00cdTULO 10 &#8211; Analisar: Transformando dados isolados e descontextualizados em informa\u00e7\u00f5es relevantes<\/strong><\/em><\/h4>\n<p>O \u00faltimo cap\u00edtulo do livro apresenta diversos modelos de an\u00e1lise comuns no mercado de monitoramento de m\u00eddias sociais. Os autores chamam a aten\u00e7\u00e3o para as etapas de analisar (transformar os dados), comunicar (compartilhar a informa\u00e7\u00e3o) e melhorar (usar o conhecimento), como um processo cont\u00ednuo e constante em busca de resultados eficazes. Quanto \u00e0 an\u00e1lise mais especificamente, montam a base do pensamento anal\u00edtico a partir de tr\u00eas formatos padr\u00f5es: absoluto, progressivo e comparativo. Pode parecer \u00f3bvio para quem j\u00e1 tem o m\u00ednimo de experi\u00eancia, mas \u00e9 um \u00f3timo embasamento para quem nunca parou pensar de modo estruturado no trabalho de an\u00e1lise.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-49-tres-formatos-para-analise-de-um-monitoramento.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3958\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-49-tres-formatos-para-analise-de-um-monitoramento.png\" alt=\"\" width=\"578\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-49-tres-formatos-para-analise-de-um-monitoramento.png 578w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/figura-49-tres-formatos-para-analise-de-um-monitoramento-300x162.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 a partir desses tr\u00eas pilares b\u00e1sicos que o livro aponta outros 10 modelos de an\u00e1lise comuns ao trabalho de monitoramento:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>An\u00e1lise por temos mais citados:<\/strong> associa\u00e7\u00e3o de cita\u00e7\u00f5es e men\u00e7\u00f5es \u00e0 marca (absoluto);<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise por sentimento:<\/strong> avalia\u00e7\u00e3o quantitativa das men\u00e7\u00f5es por par\u00e2metros de sentimento (comparativo);<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise por categoriza\u00e7\u00e3o das men\u00e7\u00f5es:<\/strong> avalia\u00e7\u00e3o quantitativa das men\u00e7\u00f5es por par\u00e2metros de categoriza\u00e7\u00e3o (comparativo)<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise por hor\u00e1rios de men\u00e7\u00f5es:<\/strong> an\u00e1lise temporal para compreender o comportamento digital dos consumidores (comparativo)<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise por <em>hypes<\/em> nos gr\u00e1ficos:<\/strong> an\u00e1lise temporal para averiguar momentos que fogem do padr\u00e3o (progressivo);<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise por sazonalidade:<\/strong> an\u00e1lise temporal para averiguar padr\u00f5es temporais recorrentes de um meio externo (progressivo);<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise por minera\u00e7\u00e3o de dados (BI):<\/strong> avalia\u00e7\u00e3o comparativa com base de dados externas \u00e0s m\u00eddias sociais (comparativo);<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise por concorr\u00eancia:<\/strong> avalia\u00e7\u00e3o comparativa de m\u00e9tricas referentes aos concorrentes (absoluto);<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise por exposi\u00e7\u00e3o x market share:<\/strong> avalia\u00e7\u00e3o do impacto das m\u00eddias sociais no neg\u00f3cio (absoluto);<\/li>\n<li><strong>An\u00e1lise por audi\u00eancia e relev\u00e2ncia de influenciadores:<\/strong> avalia\u00e7\u00e3o comparativa do poder de engajamento e influ\u00eancia dos usu\u00e1rios (absoluto).<\/li>\n<\/ol>\n<p>Al\u00e9m de esse \u00f3timo panorama de an\u00e1lises mais comuns no mercado, o livro tamb\u00e9m levanta outro ponto muito importante: o relat\u00f3rio (e sua fun\u00e7\u00e3o comunicacional). A partir da fala da ent\u00e3o analista Pri Muniz, os autores apontam tr\u00eas pilares principais a serem levados em considera\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de um relat\u00f3rio: interesses do p\u00fablico-alvo (o que querem extrair desse material?), conhecimento do p\u00fablico-alvo (quem s\u00e3o e quais os conhecimentos dos leitores?), rela\u00e7\u00e3o p\u00fablico-alvo x n\u00facleo de m\u00eddias sociais (quais s\u00e3o as expectativas?). Por fim, ainda recomendam boas pr\u00e1ticas como a utiliza\u00e7\u00e3o de gr\u00e1ficos, exemplos, did\u00e1tica, contextualiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio e inova\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>Depois de analisar e comunicar, ainda falta uma etapa: <em>&#8220;Essa \u00e9 uma fase de avalia\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria que busca alcan\u00e7ar melhores resultados e mais efici\u00eancia no processo como um todo&#8221;<\/em> (p. 210). Como dois m\u00e9todos poss\u00edveis para esse processo, recomendam a otimiza\u00e7\u00e3o de atividades e o brainstorm de sugest\u00f5es.\u00a0O primeiro se preocupa em encontrar, durante o processo, novas maneiras de torn\u00e1-lo mais eficiente, com menos esfor\u00e7o e possivelmente mais r\u00e1pido atrav\u00e9s de uma poss\u00edvel metrifica\u00e7\u00e3o. O segundo volta o olhar para as pessoas da equipe, que fazem parte do processo, e prop\u00f5e medidas criativas para que seja realizada uma otimiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4><em><strong>CONCLUS\u00c3O &#8211; A cultura das m\u00eddias sociais<\/strong><\/em><\/h4>\n<blockquote><p>Vimos neste livro como o monitoramento das m\u00eddias sociais pode contribuir para todas as frentes de um neg\u00f3cio e como colocar isso em pr\u00e1tica. Percebemos que fazer esse trabalho est\u00e1 longe de ser algo simples e trivial, mas os ganhos s\u00e3o compensadores. Este livro, mais que explorar o tema, traz uma metodologia de trabalho. Essa \u00e9 a sua primeira vers\u00e3o e, com certeza, poder\u00e1 ser evolu\u00edda junto com voc\u00ea (p. 216).<\/p><\/blockquote>\n<p>Talvez o principal problema da obra \u00e9 querer abra\u00e7ar o mundo e falar de tudo ao mesmo tempo &#8211; o que poderia at\u00e9 ser (novamente levando em considera\u00e7\u00e3o a \u00e9poca em que foi lan\u00e7ado) uma necessidade (ou um risco v\u00e1lido) para ajudar a avan\u00e7ar o mercado. Nesse sentido, a introdu\u00e7\u00e3o e os tr\u00eas primeiros cap\u00edtulos s\u00e3o extremamente did\u00e1ticos e valiosos: destaco principalmente o uso de figuras\/fluxogramas que s\u00e3o \u00f3timos aportes de ensinamento\/compreens\u00e3o, os exemplos fict\u00edcios que dialogam sempre com quest\u00f5es reais e a constante preocupa\u00e7\u00e3o em admitir n\u00edveis de maturidade ainda que sempre encorajando pelo avan\u00e7o.<\/p>\n<p>Os cap\u00edtulos 4 e 5 ser\u00e3o avaliados de maneira completamente diferentes a depender do leitor: a meu ver, como analista, h\u00e1 v\u00e1rios problemas pr\u00e1ticos principalmente na confus\u00e3o monitoramento x m\u00e9tricas &#8211; que em nada (ou pouco) ajuda um estagi\u00e1rio querendo aprender sobre o assunto, por exemplo; para um gestor ou CEO, entretanto, as explica\u00e7\u00f5es podem fazer sentido na teoria e ajudarem na valoriza\u00e7\u00e3o\/consolida\u00e7\u00e3o da cultura dos dados. Ratifico, tamb\u00e9m para esse personagem, a \u00f3tima discuss\u00e3o sobre ROI &#8211; com um olhar cir\u00fargico de quem trabalha com o assunto mas, ao mesmo tempo, uma perspectiva realista de quem entende as cobran\u00e7as do mundo dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>A segunda e \u00faltima parte do livro, que teoricamente seria destinada para analistas\/estagi\u00e1rios, tem seus pontos altos e baixos. Os cap\u00edtulos 6 e 7, embora simples e diretos, s\u00e3o certeiros nas explica\u00e7\u00f5es e linhas de argumenta\u00e7\u00e3o. O cap\u00edtulo 8, mais denso, oferece um \u00f3timo panorama operacional para pensar um projeto de monitoramento; assim como o cap\u00edtulo 10, que fecha o livro muito bem com <em>frameworks<\/em>\u00a0fact\u00edveis ao mercado. O problema de &#8220;querer abra\u00e7ar o mundo&#8221; s\u00f3 volta a ficar evidente no cap\u00edtulo 9, quando n\u00e3o fica clara a distin\u00e7\u00e3o entre trabalho(s) nas m\u00eddias sociais e o que seria &#8211; pelo menos indicado pelo t\u00edtulo do livro &#8211; um trabalho de monitoramento\/m\u00e9tricas.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, vale a leitura? Sim. Ainda que tenha alguns probleminhas (nem t\u00e3o diminutivos assim), \u00e9 um cl\u00e1ssico do mercado de monitoramento\/m\u00e9tricas e de m\u00eddias sociais como um todo. Se eu fosse estagi\u00e1rio (eu era, quando aquiri), leria para come\u00e7ar a me familiarizar com termos, quest\u00f5es e processos do trabalho. Se fosse CEO, tamb\u00e9m leria\u00a0me familiarizar com termos, quest\u00f5es e processos do trabalho. \u00c9 um livro b\u00e1sico (nem t\u00e3o b\u00e1sico assim) para quem trabalha e\/ou deseja trabalhar com monitoramento\/m\u00e9tricas e social media em geral. Ajudou a moldar todo um mercado e continua atual em v\u00e1rios sentidos.<\/p>\n<p><em>MONTEIRO, Diego; AZARITE, Ricardo. Monitoramento e m\u00e9trica de m\u00eddias sociais: do estagi\u00e1rio ao CEO &#8211; um modelo pr\u00e1tico para toda empresa usar m\u00eddias sociais com efici\u00eancia e de forma estrat\u00e9gica. S\u00e3o Paulo: DVS Editora, 2012.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que a pesquisa d&#8217;O profissional de intelig\u00eancia de m\u00eddias sociais no Brasil adicionou \u00e0 se\u00e7\u00e3o de fontes de estudo, em 2015, uma pergunta sobre quais livros s\u00e3o refer\u00eancia no mercado, a obra &#8220;Monitoramento e m\u00e9trica de m\u00eddias sociais: do estagi\u00e1rio ao CEO&#8221; de Diego Monteiro e Ricardo Azarite se manteve no top 3 todos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4079,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[132],"tags":[58,64,65,83],"class_list":["post-2423","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-livros","tag-kpis","tag-metricas","tag-monitoramento","tag-scup"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Monitoramento e m\u00e9tricas de m\u00eddias sociais: do estagi\u00e1rio ao CEO &#8211; insightee<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Um resumo completo do livro de Diego Monteiro e Ricardo Azarite sobre monitoramento e m\u00e9tricas para m\u00eddias sociais. 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