{"id":2324,"date":"2016-07-14T22:33:27","date_gmt":"2016-07-15T01:33:27","guid":{"rendered":"http:\/\/insightee.com.br\/blog\/?p=2324"},"modified":"2016-08-15T19:52:57","modified_gmt":"2016-08-15T22:52:57","slug":"o-que-aprendi-no-curso-etnografia-em-midias-sociais-do-ibpad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/o-que-aprendi-no-curso-etnografia-em-midias-sociais-do-ibpad\/","title":{"rendered":"O que aprendi no curso Etnografia em M\u00eddias Sociais, do IBPAD"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2337\" aria-describedby=\"caption-attachment-2337\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2337 size-medium\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/13350452_1084661374938567_7098118664393880383_o-300x225.jpg\" alt=\"Na primeira edi\u00e7\u00e3o carioca do curso de Etnografia em M\u00eddias Sociais, a prof\u00aa D\u00e9bora Zanini apresenta vantagens e desvantagens do m\u00e9todo. Fonte: Facebook IBPAD\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/13350452_1084661374938567_7098118664393880383_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/13350452_1084661374938567_7098118664393880383_o-768x576.jpg 768w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/13350452_1084661374938567_7098118664393880383_o-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/13350452_1084661374938567_7098118664393880383_o-640x480.jpg 640w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/13350452_1084661374938567_7098118664393880383_o.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2337\" class=\"wp-caption-text\">Na primeira edi\u00e7\u00e3o carioca do curso de Etnografia em M\u00eddias Sociais, a prof\u00aa D\u00e9bora Zanini apresenta vantagens e desvantagens do m\u00e9todo. Fonte: Facebook IBPAD<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas tive a honra de ser convidado para participar da primeira turma do curso <a href=\"http:\/\/www.ibpad.com.br\/services\/comunicacao-digital\/etnografia-em-midias-sociais\/\">Etnografia em M\u00eddias Sociais<\/a> do <strong>Instituto Brasileiro de An\u00e1lise e Pesquisa de Dados<\/strong> (IBPAD) realizada no Rio de Janeiro. Ministrado por D\u00e9bora Zanini e Tarc\u00edzio Silva, tr\u00eas turmas j\u00e1 foram formadas em <a href=\"http:\/\/blog.ibpad.com.br\/index.php\/2016\/03\/07\/segunda-edicao-paulistana-do-curso-etnografia-em-midias-sociais-atrai-dobro-de-interessados\/\">S\u00e3o Paulo<\/a> e em <a href=\"http:\/\/blog.ibpad.com.br\/index.php\/2016\/02\/26\/ibpad-realiza-curso-de-etnografia-em-midias-sociais-em-brasilia\/\">Bras\u00edlia<\/a>, cujo feedback positivo dos alunos instigou a cria\u00e7\u00e3o de uma vers\u00e3o mais <a href=\"http:\/\/www.ibpad.com.br\/services\/comunicacao-digital\/etnografia-para-midias-sociais-marcas-e-consumo-avancado-21-horas\/\">&#8220;avan\u00e7ada&#8221;<\/a> do curso com uma carga-hor\u00e1ria de 21 horas &#8211; at\u00e9 o momento, apenas para os paulistas, infelizmente. A primeira edi\u00e7\u00e3o carioca aconteceu no dia 4 de junho e reuniu um p\u00fablico bem diverso, seja em idade, em interesses pessoais\/de pesquisa e\/ou em cargo profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu estava muito ansioso para\u00a0essa oportunidade porque o curso alinha os dois campos que eu, academicamente, mais me identifico: m\u00eddias sociais e sociologia\/antropologia\/estudos culturais. Como explico na p\u00e1gina <a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/sobre\/\">sobre mim<\/a> aqui do blog, encontrei essa paix\u00e3o pelo(s) assunto(s) gra\u00e7as ao curso de <a href=\"http:\/\/www.midia.uff.br\/\">Estudos de M\u00eddia<\/a> (UFF) e \u00e9 por onde pretendo me guiar nos pr\u00f3ximos anos. Na universidade, percebi que muitas vezes esses dois &#8220;campos&#8221; de estudos n\u00e3o se tocam, embora caminhem paralelamente. Acredito que essas duas vertentes acad\u00eamicas podem se complementar de maneira que seja poss\u00edvel construir\u00a0uma vis\u00e3o mais completa (e complexa) desse novo ambiente que decidiram chamar de ciberespa\u00e7o. Como j\u00e1 estou no sexto per\u00edodo da faculdade, ali\u00e1s, vale pontuar tamb\u00e9m que a minha ideia para o trabalho de conclus\u00e3o de curso permeia essas quest\u00f5es de cibercultura e estudos culturais &#8211; um dia escrevo sobre isso aqui. Voltando ao t\u00f3pico do curso, recomendo, para in\u00edcio de conversa, a leitura desse breve <a href=\"http:\/\/blog.ibpad.com.br\/index.php\/2015\/11\/07\/o-que-e-pesquisa-etnografica\/\">post escrito pela prof\u00aa D\u00e9bora Zanini para o blog do IBPAD<\/a> no qual ela explica, de forma simples, o que \u00e9 a <strong>pesquisa etnogr\u00e1fica<\/strong>.<\/p>\n<blockquote><p>Etnografia: m\u00e9todo das ci\u00eancias sociais utilizado para o estudo da cultura de grupos espec\u00edficos dentro da sociedade &#8211; Fonte: D\u00e9bora Zanini, IBPAD<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de entrar no conte\u00fado visto em sala de aula, preciso fazer uma pondera\u00e7\u00e3o importante que gerou debate entre os pr\u00f3prios alunos. Como mencionei, a tentativa de conceituar cultura \u00e9 uma problem\u00e1tica exaustivamente discutida dentro do curso de Estudos de M\u00eddia &#8211; tanto em mat\u00e9rias obrigat\u00f3rias quanto optativas. Hoje eu vou pedir licen\u00e7a (inclusive aos meus professores, de quem fui monitor) para n\u00e3o me obrigar a fazer refer\u00eancias &#8220;oficial&#8221; a nenhum autor (ou a nenhum autores), mas colocar na mesa onde est\u00e1 localizado o debate em torno da palavra dada a bibliografia que li durante todos esses anos. Entendo cultura como uma categoria poliss\u00eamica de um campo que envolve, principalmente, disputa(s). Gosto da fala de Certeau que diz que cultura \u00e9 como uma espuma; quando tentamos peg\u00e1-la, escapa. No entanto, para fins did\u00e1ticos, h\u00e1 de se retomar um dos conceitos do senso comum que entende <strong>cultura<\/strong> como uma gama de comportamentos, simbologias, h\u00e1bitos, pr\u00e1ticas sociais, c\u00f3digos, valores, moral que atravessa uma pessoa ou um grupo de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atravessado esse desafio, podemos concluir que compreender uma &#8220;cultura&#8221; permite, no contexto comunicacional e mercadol\u00f3gico, desenvolver uma intera\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil entre locutor e receptor.\u00a0Esse passo para tr\u00e1s possibilita que localizemos historicamente a antropologia cl\u00e1ssica, a urbana e, finalmente, a digital. Digo que \u00e9 um passo &#8220;para tr\u00e1s&#8221; porque, na minha opini\u00e3o, revela um certo teor etnoc\u00eantrico que constituiu a funda\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Antropologia &#8211; como na experi\u00eancia de Malinowski, por exemplo, nas Ilhas de Trobriand no in\u00edcio do s\u00e9c. XX &#8211; mas que, por outro lado (e aqui estou tentando ser otimista), revela tamb\u00e9m que avan\u00e7amos bastante (principalmente com os movimentos sociais das d\u00e9cadas de 50 e 60).\u00a0Enfim, voltando ao assunto: o avan\u00e7o das &#8220;novas&#8221; tecnologias contribuiu para a constru\u00e7\u00e3o de um <strong>ciberespa\u00e7o<\/strong> que desenvolveu sua pr\u00f3pria cibercultura e permitiu novas perspectivas de\u00a0an\u00e1lises etnogr\u00e1ficas\/antropol\u00f3gicas. Esse \u00e9 definido como &#8220;forma de virtualiza\u00e7\u00e3o informacional em rede; por meio da tecnologia, os homens, mediados pelos computadores, passam a criar conex\u00f5es e relacionamentos capazes de fundar um espa\u00e7o de sociabilidade virtual&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO termo [ciberespa\u00e7o] especifica n\u00e3o apenas a infraestrutura material da comunica\u00e7\u00e3o digital, mas tamb\u00e9m o universo oce\u00e2nico de informa\u00e7\u00e3o que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo \u2018cibercultura\u2019, especifica aqui o conjunto de t\u00e9cnicas (materiais e intelectuais), de pr\u00e1ticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespa\u00e7o.\u201d &#8211; Pierre L\u00e9vy<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem faz Comunica\u00e7\u00e3o Social, Publicidade e Propaganda ou Jornalismo e j\u00e1 teve alguma disciplina sobre m\u00eddias digitais, novas tecnologias, internet, etc., com certeza j\u00e1 se deparou com algum texto (ou cita\u00e7\u00e3o, para ser mais humilde) do Pierre L\u00e9vy, Manuel Castells (tamb\u00e9m mencionado no curso) ou Andr\u00e9 Lemos. S\u00e3o autores centrais para pensar esse novo universo de possibilidades incorporado pela rela\u00e7\u00e3o interpessoal mediada pelo computador\u00a0que cada vez mais se consolida como a extens\u00e3o do corpo proposta por L\u00e9vy. O\u00a0ciberespa\u00e7o criou <em>&#8220;um novo espa\u00e7o de sociabilidade que \u00e9 n\u00e3o-presencial e que possui impactos importantes na produ\u00e7\u00e3o de valor, nos conceitos \u00e9ticos e morais e nas rela\u00e7\u00f5es humanas&#8221;<\/em>. Uma cr\u00edtica humilde que tenho \u00e0 abordagem desses autores, embora os reconhe\u00e7a como de extrema relev\u00e2ncia para a discuss\u00e3o, \u00e9 que as reflex\u00f5es por muitas vezes acabam focando muito nas ferramentas\/nos meios e menos (ou pouco) no indiv\u00edduo &#8211; mas isso \u00e9 assunto para outro dia! O importante \u00e9 ter em mente que a rede de computadores interligados gerou um novo ambiente de sociabilidade que tem sua pr\u00f3pria l\u00f3gica de constru\u00e7\u00e3o e, por isso, corrobora com seu pr\u00f3prio estudo (ou estudo pr\u00f3prio).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/entnografiadigital.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-2345\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/entnografiadigital-1024x537.jpg\" alt=\"Diversity of People Digital Communication Technology Concept\" width=\"720\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/entnografiadigital-1024x537.jpg 1024w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/entnografiadigital-300x157.jpg 300w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/entnografiadigital-768x403.jpg 768w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/entnografiadigital.jpg 1904w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&gt;&gt; Leitura recomendada:\u00a0<a href=\"http:\/\/blog.ibpad.com.br\/index.php\/2016\/01\/08\/etnografia-para-entender-culturas-na-era-da-informacao\/\">Etnografia para Entender Culturas na Era da Informa\u00e7\u00e3o<\/a>, no blog do <strong>IBPAD<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;A pesquisa etnogr\u00e1fica, constituindo-se no exerc\u00edcio do olhar (ver) e do escutar (ouvir), imp\u00f5e a pesquisadora ou ao pesquisador um deslocamento de sua pr\u00f3pria cultura para se situar no interior do fen\u00f4meno por ela ou por ele observado atrav\u00e9s da sua participa\u00e7\u00e3o efetiva nas formas de sociabilidade por meio das quais a realidade investigada se apresenta.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bom, se temos um (novo) espa\u00e7o e temos uma (nova) cultura, temos possibilidade de estudo.\u00a0Embora eu ainda tenha um p\u00e9 atr\u00e1s com a teoriza\u00e7\u00e3o dessa tentativa de sa\u00edda da &#8220;pr\u00f3pria cultura&#8221; para imers\u00e3o em &#8220;outra&#8221; a fim de compreend\u00ea-la (a meu ver, isso limita, e a espuma n\u00e3o consegue ser limitada), entendo como isso funciona na pr\u00e1tica. Vale tamb\u00e9m ressaltar que por mais liberto de amarras sociais\/culturais que seja o pesquisador, ser\u00e1 imposs\u00edvel exteriorizar sua constru\u00e7\u00e3o pessoal, hist\u00f3rica, social e cultural. O mito da alteridade me parece mais um c\u00f3digo de conduta (\u00e9tico) para tentar compreender o novo com o menor v\u00e9u de ideologia poss\u00edvel &#8211; na verdade, dado que este n\u00e3o diminui, vale solicit\u00e1-lo enquanto olhar cr\u00edtico para admitir que ele existe e deve atravessar as impress\u00f5es primeiras do estudo a ser feito. \u00c9 um desafio comum a todos os pesquisadores e que, a meu ver, precisa ser abordado de forma esclarecedora, e n\u00e3o tentando se colocar por fora. Dito isso (e reitero que todas as opini\u00f5es expressas aqui s\u00e3o pessoais e v\u00e1lidas de contesta\u00e7\u00e3o), partimos para o que interessa: descobrir a pesquisa etnogr\u00e1fica enquanto m\u00e9todo de an\u00e1lise para o ambiente digital.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2325\" aria-describedby=\"caption-attachment-2325\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/slide-tiposdepesquisa.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2325 size-large\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/slide-tiposdepesquisa-1024x574.png\" alt=\"Quadro representativo com algumas das variedades de m\u00e9todos, t\u00e9cnicas e instrumentos dispon\u00edveis para se fazer pesquisas. Fonte: IBPAD\" width=\"720\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/slide-tiposdepesquisa-1024x574.png 1024w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/slide-tiposdepesquisa-300x168.png 300w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/slide-tiposdepesquisa-768x431.png 768w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/slide-tiposdepesquisa.png 1152w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2325\" class=\"wp-caption-text\">Quadro representativo com algumas das variedades de m\u00e9todos, t\u00e9cnicas<br \/> e instrumentos dispon\u00edveis para se fazer pesquisas. Fonte: IBPAD<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez o meu interesse pelo trabalho de monitoramento esteja ancorado, tamb\u00e9m, nas semelhan\u00e7as que ele apresenta com a estrutura dos trabalhos acad\u00eamicos. No curso, aprendemos que o estudo visando o trabalho etnogr\u00e1fico deve ser bem definido nas frentes de metodologia, m\u00e9todo cient\u00edfico, t\u00e9cnica e instrumento.\u00a0Vou tentar passar por cada um deles com exemplos e conceitos trazidos em sala de aula, come\u00e7ando pela metodologia:<\/p>\n<blockquote><p><strong>CONCEITO METODOLOGIA<\/strong><\/p>\n<p>Metodologia \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o minuciosa, detalhada, rigorosa e exata do conjunto de t\u00e9cnicas e procedimentos utilizados na pesquisa inteira. Ela \u00e9 o caminho do pensamento.<\/p>\n<p><strong>Deve apresentar:<\/strong> tipo de pesquisa; t\u00e9cnicas utilizadas; instrumentos utilizados (question\u00e1rio, entrevista, experimento, observa\u00e7\u00e3o, etc); tempo de execu\u00e7\u00e3o e etapas do trabalho; formas de tabula\u00e7\u00e3o e tratamento dos dados; an\u00e1lises dos dados\/ informa\u00e7\u00f5es (teorias, autor, etc).<\/p>\n<p>Fonte: IBPAD<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem j\u00e1 passou pela faculdade ou quem est\u00e1 com os preparativos prontos para come\u00e7ar a desenvolver o TCC, como \u00e9 o meu caso, j\u00e1 tem uma ideia bem formado do que se trata a <strong>metodologia<\/strong>. Vale ressaltar que \u00e9 uma pr\u00e1tica que considero de extrema import\u00e2ncia para qualquer pesquisa mas que raramente vejo bem &#8220;destrinchada&#8221; em relat\u00f3rios de monitoramento &#8211; o que considero uma pena, pois, de certa forma, &#8220;diminui&#8221; o valor do monitoramento quando poderia muito bem agregar simbolicamente ao campo para uma ainda maior legitima\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica como instrumento leg\u00edtimo de pesquisa.<\/p>\n<blockquote><p><strong>CONCEITO M\u00c9TODO CIENT\u00cdFICO<\/strong><\/p>\n<p>Conjunto de regras e procedimentos adotados de um determinado m\u00e9todo de pesquisa. \u00c9 o regulamento pr\u00e9vio de uma s\u00e9rie de opera\u00e7\u00f5es que se devem realizar para se ter seguran\u00e7a dos dados e efetividade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Fonte: IBPAD<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>m\u00e9todo cient\u00edfico<\/strong> \u00e9 quase um modus operandi de qual referencial te\u00f3rico ser\u00e1 utilizado para designar a an\u00e1lise. Vale ressaltar que ele opera em duas inst\u00e2ncias: na coleta de dados e na sua an\u00e1lise\/interpreta\u00e7\u00e3o. \u00c9 aqui que se localiza a pesquisa etnogr\u00e1fica, pensando principalmente esse primeiro momento de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote><p><strong>CONCEITO T\u00c9CNICA E INSTRUMENTO<\/strong><\/p>\n<p>T\u00e9cnica: procedimentos pr\u00e1ticos que devem ser adotados para capta\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n<p>Instrumento: o instrumento que de fato eu vou utilizar para coletar estes dados:<\/p>\n<p>Fonte: IBPAD<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Optei por juntas esses dois porque, na minha compreens\u00e3o, eles se sobrep\u00f5em. A <strong>t\u00e9cnica<\/strong> e\/ou o <strong>instrumento<\/strong> delimita, enquanto pr\u00e1tica, ap\u00f3s a defini\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo cient\u00edfico, quais artif\u00edcios ser\u00e3o utilizados para alcan\u00e7ar a coleta necess\u00e1ria para an\u00e1lise; podem ser ferramentas como formul\u00e1rios\/question\u00e1rios mas tamb\u00e9m entrevistas (estruturadas, n\u00e3o estruturadas, etc.) ou observa\u00e7\u00f5es (participante ou n\u00e3o participante) espec\u00edficas, por exemplo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2326\" aria-describedby=\"caption-attachment-2326\" style=\"width: 720px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/metodo-etnografico.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-2326\" src=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/metodo-etnografico-1024x568.png\" alt=\"Quadro representativo com algumas das variedades de m\u00e9todo, t\u00e9cnica e instrumentos dispon\u00edveis para se fazer pesquisas. Fonte: IBPAD\" width=\"720\" height=\"399\" srcset=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/metodo-etnografico-1024x568.png 1024w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/metodo-etnografico-300x166.png 300w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/metodo-etnografico-768x426.png 768w, https:\/\/insightee.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/metodo-etnografico.png 1148w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2326\" class=\"wp-caption-text\">Quadro representativo com algumas das variedades de m\u00e9todo, t\u00e9cnica e<br \/>instrumentos dispon\u00edveis para se fazer pesquisas. Fonte: IBPAD<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de entrar nas &#8220;regras de conduta&#8221; da pesquisa etnogr\u00e1fica enquanto m\u00e9todo de pesquisa, vale ressaltar alguns princ\u00edpios importantes relacionado \u00e0 etnografia que foram levantados no curso: 1) \u00e9 um m\u00e9todo conduzido no local onde tudo est\u00e1 acontecendo (em outras palavras, \u00e9 uma pesquisa de campo), dentro de um contexto espec\u00edfico e &#8220;espont\u00e2neo&#8221;; 2) \u00e9 completamente personalizado (esse nem precisava comentar, mas \u00e9 bom falar): cada caso \u00e9 um caso, n\u00e3o existe uma cartela a ser seguida e preenchida; 3) \u00e9 altamente recomendado que a coleta de dados seja feito com duas t\u00e9cnicas diferentes, o que permitir\u00e1 uma conclus\u00e3o baseada na triangula\u00e7\u00e3o de dois caminhos e convergem de alguma forma; 4) \u00e9 um m\u00e9todo demorado &#8211; e extremamente trabalhoso, o que exige um compromisso de longo prazo; 5) exige, como j\u00e1 comentado anteriormente no texto, o m\u00e1ximo de cr\u00edtica consciente para a an\u00e1lise e hip\u00f3teses que ser\u00e3o elaboradas (n\u00e3o \u00e9 um teste, \u00e9 uma compreens\u00e3o); 6) permite o di\u00e1logo das conclus\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es com os indiv\u00edduos conforme elas se formem; 7) deve ser uma pesquisa hol\u00edstica, que tente a todo momento mapear um retrato geral (completo) do grupo estudado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Feita essa introdu\u00e7\u00e3o timidamente densa da etnografia e algumas quest\u00f5es que a atravessa, chegamos finalmente ao m\u00e9todo etnogr\u00e1fico para m\u00eddias sociais. Seguimos, a partir daqui, as etapas propostas no curso que ser\u00e3o destrinchadas pouco a pouco mas que se apresentam da seguinte maneira: 1. selecionar um projeto etnogr\u00e1fico; 2. desenhar mapas descritivos; 3. coletas e estruturar os dados; 4. analisar os dados; 5. registro etnogr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SELECIONANDO UM PROJETO ETNOGR\u00c1FICO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro passo \u00e9 a escolha do objeto de estudo (ou do projeto como um todo). No entanto, \u00e9 importante ressaltar que n\u00e3o se trata de uma escolha aleat\u00f3ria e\/ou arbitr\u00e1ria, pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 alguns crit\u00e9rios fundamentais para que seja feita uma escolha coerente e respons\u00e1vel. Guiando-se pelos objetivos principais da pesquisa, \u00e9 necess\u00e1rio analisar:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Ambiente digital escolhido<\/strong>: garantir que o espa\u00e7o do ciberespa\u00e7o possibilita a abordagem etnogr\u00e1fica para o tema proposto (\u00e9 poss\u00edvel fazer a avalia\u00e7\u00e3o\/coleta\/an\u00e1lise dos dados?). Aqui vale relembrar os conceitos, tamb\u00e9m abordados no curso, que diferenciam redes sociais, m\u00eddias sociais e sites de redes sociais, os quais j\u00e1 mencionei nesse <a href=\"https:\/\/insightee.com.br\/blog\/2016\/01\/29\/notas-sobre-o-capital-social-em-rede-de-raquel-recuero\/\">outro post<\/a>.<\/li>\n<li><strong>Propriedades do ambiente:<\/strong>\u00a0garantir que o espa\u00e7o tenha tamanho, popula\u00e7\u00e3o e complexidade suficientes para que seja feita uma an\u00e1lise rica. Nesse ponto tamb\u00e9m \u00e9 valido o texto da Raquel Recuero, que acabei de indicar no outro post, para buscar compreender como cada m\u00eddia ou site de rede social se estrutura pensando a sociabilidade. Em outras palavras, um <strong>heavy user<\/strong>\u00a0consegue deduzir que o Twitter \u00e9 um bom espa\u00e7o para fazer um estudo sobre fandoms, por exemplo, mas n\u00e3o \u00e9 o ideal para pesquisar sobre professores da rede p\u00fablica em S\u00e3o Paulo.<\/li>\n<li><strong>Propriedades do pesquisador<\/strong>: garantir que h\u00e1 tempo, recurso financeiro e habilidade acad\u00eamica\/profissional para a execu\u00e7\u00e3o da pesquisa.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">&gt;&gt; Leitura recomendada:\u00a0<a href=\"http:\/\/blog.ibpad.com.br\/index.php\/2016\/01\/21\/quais-tipos-de-grupos-eu-posso-estudar-com-etnografia-em-midias-sociais\/\">Quais tipos de grupos eu posso estudar com etnografia em m\u00eddias sociais?<\/a>, no blog do <strong>IBPAD<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DESENHANDO MAPAS DESCRITIVOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa etapa \u00e9 importante porque ajuda a organizar os dados. N\u00e3o s\u00e3o ideias fixas, mas s\u00e3o formas de organizar o pensamento para a an\u00e1lise que vem a seguir. Como foi explicado no curso, a elabora\u00e7\u00e3o desses mapas ajuda a <em>&#8220;clarear quais t\u00e9cnicas etnogr\u00e1ficas de coletas de dados s\u00e3o mais apropriadas e qual a melhor forma de organizar\/estruturar os dados para analisar posteriormente&#8221;<\/em>. A proposta aqui \u00e9 que seja feito o mapeamento em tr\u00eas frentes diferentes dentro do cen\u00e1rio geral:<\/p>\n<blockquote>\n<ul>\n<li><strong>Mapa social:<\/strong> quantidade de perfis daquele ambiente; quais perfis identificados; grandes temas debatidos \/ conversados; hierarquiza\u00e7\u00e3o dos perfis (se existe ou n\u00e3o); g\u00eaneros, caracter\u00edsticas, idades; tipo de intera\u00e7\u00e3o entre perfis.<\/li>\n<li><strong>Mapa espacial:<\/strong> quais os tipos \/ formatos de intera\u00e7\u00e3o naquela rede (texto \/ imagens \/ curtidas \/ retweets e etc); descri\u00e7\u00e3o do tipo de ambiente (aberto \/ fechado \/ f\u00f3rum \/ Fanpage e etc).<\/li>\n<li><strong>Mapa temporal:<\/strong> fluxo de perfis; rotinas de discuss\u00f5es \/ postagens; hist\u00f3rico (contexto); idade do ambiente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Fonte: IBPAD<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COLETANDO DADOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais ir\u00f4nico que pare\u00e7a, essa talvez seja uma das partes mais complicadas do exerc\u00edcio. Isso acontece porque, nos \u00faltimos anos, cada vez mais os <a href=\"http:\/\/tarciziosilva.com.br\/blog\/mudancas-no-monitoramento-de-facebook-prepare-se\/\">sites de redes sociais t\u00eam fechado as portas para coletas &#8220;autom\u00e1ticas&#8221; de ferramentas e sistemas que antes dispunham desses dados livremente para an\u00e1lise,<\/a> a exemplo do Facebook. Ainda que o debate permane\u00e7a em alta para o campo de monitoramento, existe in\u00fameras possibilidades de coleta apresentadas por programas comerciais e acad\u00eamicos. Quando falamos de etnografia, ent\u00e3o, em que os prim\u00f3rdios eram na base do caderninho, a humildade bate na porta e avisa que, \u00e0s vezes, os instrumentos necess\u00e1rios est\u00e3o nas palmas das m\u00e3os. Mesmo no ambiente digital, em que o n\u00famero de dados \u00e9 geralmente bem maior (<a href=\"http:\/\/www.pulsarplatform.com\/blog\/2013\/the-future-of-social-media-research-or-how-to-re-invent-social-media-listening-in-10-steps\/\">&#8220;Social data is not quantitative data, rather qualitative data on a quantitative scale&#8221;<\/a>), h\u00e1 a necessidade de uma filtragem qualificada at\u00e9 para a estrutura\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ideal \u00e9 trabalhar quantitativamente para busca e qualitativamente para filtragem. As ferramentas de monitoramento s\u00e3o \u00f3timas aliadas para fazer esse primeiro contato com o tema e a coleta manual baseada na t\u00e9cnica de Time Space Samplig \/ Time Location Sampling (&#8220;estrat\u00e9gia para montar amostra estatisticamente relevante para popula\u00e7\u00f5es escondidas dentro da sociedade; hard-to-reach populations&#8221;), para um segundo momento. Como exemplo dessa estrat\u00e9gia &#8211; que n\u00e3o se prop\u00f4s exatamente a fazer uma pesquisa etnogr\u00e1fica em termos t\u00e9cnicos, mas que usou desse apoio entre as duas frentes para a an\u00e1lise &#8211; temos o <a href=\"http:\/\/pt.slideshare.net\/AnaClaudiaZandavalle\/estudo-acne-nodaidade-52222189\">relat\u00f3rio da Ana Cl\u00e1udia Zandavalle sobre acne<\/a>\u00a0em que ela utilizou-se das ferramentas de monitoramento como instrumentos para primeiro contato com os produtos de an\u00e1lise e, tendo feito esse mapeamento, completou o estudo atrav\u00e9s de uma coleta e an\u00e1lise manual trabalhada de forma mais qualitativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas possibilidades consagradas para coleta de dados na etnografia tamb\u00e9m aplic\u00e1veis para o universo digital\u00a0s\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<ul>\n<li><strong>Relatos escritos e orais:<\/strong>\u00a0dentro das redes sociais as pessoas podem ter uma s\u00e9rie de comportamentos &#8211; postar (em texto, v\u00eddeo, imagem); interagir (em texto, video, imagem, curtida, retu\u00edte, compartilhamento); observar; fazer parte de grupos e comunidades.<\/li>\n<li><strong>Entrevistas semi-estruturadas (conversas cordiais)\/hist\u00f3rias de vida:<\/strong> baseia-se apenas em uma ou poucas quest\u00f5es\/guias, quase sempre abertas feitas num ambiente privado. Nem todas as perguntas elaboradas s\u00e3o utilizadas. Durante a realiza\u00e7\u00e3o da entrevista pode-se introduzir outras quest\u00f5es que surgem de acordo com o que acontece no processo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s informa\u00e7\u00f5es que se deseja obter.<\/li>\n<li><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong>: principal t\u00e9cnica etnogr\u00e1fica de coleta de dados, \u00e9 feita enquanto o acontecimento se desenvolve; pode ser participante, consiste na participa\u00e7\u00e3o real do pesquisador com a comunidade ou grupo; participante natural, o observador pertence \u00e0 mesma comunidade ou grupo que investiga; ou participante artificial, o observador integra-se ao grupo com a finalidade de obter informa\u00e7\u00f5es; ou, ainda, n\u00e3o-participante: o observador toma contato com a comunidade, grupo ou realidade estudada, mas sem integrar-se a ela.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Fonte: IBPAD<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale refor\u00e7ar que o processo de observa\u00e7\u00e3o deve tentar compreender a pr\u00e1tica descritiva dentro do contexto espa\u00e7o-temporal da coleta &#8211; isso garante mais assertividade. Quanto \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o dos dados, ela se sustenta nos objetivos do estudo &#8211; pensando o armazenamento e a organiza\u00e7\u00e3o dos dados. A an\u00e1lise de redes sociais, por exemplo, feitas por programas como Gephi e NodeXL, permite uma visualiza\u00e7\u00e3o mais bem estruturada que pode acrescentar \u00e0 an\u00e1lise mais minuciosa e &#8220;interna&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ANALISANDO OS DADOS<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>A an\u00e1lise de dados \u00e9 o processo de forma\u00e7\u00e3o de sentido al\u00e9m dos dados, e esta forma\u00e7\u00e3o se d\u00e1 consolidando, limitando e interpretando o que as pessoas disseram e o que o pesquisador viu e leu, isto \u00e9, o processo de forma\u00e7\u00e3o de significado.<\/p>\n<p>Fonte: IBPAD<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa etapa, mais uma vez, o campo acad\u00eamico e de monitoramento parecem convergir: enquanto h\u00e1 a coleta e estrutura\u00e7\u00e3o dos dados, a an\u00e1lise j\u00e1 est\u00e1 sendo feita. O objetivo aqui \u00e9 <em>&#8220;identificar dimens\u00f5es, categorias, tend\u00eancias, padr\u00f5es, rela\u00e7\u00f5es, desvendando-lhes o significado&#8221;<\/em>, ou seja, organizar as hip\u00f3teses fundamentadas no que foi relatado. Para uma an\u00e1lise quantitativa aplicada aos dados, h\u00e1 as possibilidades de: modelagens matem\u00e1ticas, aplica\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas e an\u00e1lises de volumes; para qualitativa: an\u00e1lises do conte\u00fado, an\u00e1lise das rela\u00e7\u00f5es, an\u00e1lise de mudan\u00e7as e ator, interpreta\u00e7\u00e3o do comportamento. Uma quest\u00e3o que ainda me traz d\u00favidas mas que o curso sinalizou uma orienta\u00e7\u00e3o para conclus\u00e3o \u00e9 a valida\u00e7\u00e3o da amostragem: a <em>&#8220;decis\u00e3o para finalizar o processo pode estar fundada nos seguintes crit\u00e9rios: esgotamento de fontes; satura\u00e7\u00e3o de categorias; aparecimento de regularidades&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CRIANDO O REGISTRO ETNOGR\u00c1FICO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por final, a proposta do registro etnogr\u00e1fico \u00e9 endossada desde o come\u00e7o: a elabora\u00e7\u00e3o de um registro completo das observa\u00e7\u00f5es do pesquisador, finalmente dispondo de opini\u00f5es pessoais e conclus\u00f5es interpretativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem tiver interesse em se aprofundar no assunto, sugiro a leitura desse post: <a href=\"https:\/\/deborazanini.com\/2015\/07\/23\/etnografia-x-etnografia-digital\/\">&#8220;Etnografia x Etnografia Digital&#8221;<\/a> no blog da pr\u00f3pria prof\u00aa D\u00e9bora Zanini onde ela aborda v\u00e1rias quest\u00f5es discutidas no curso e, consequentemente, tamb\u00e9m aqui no post. H\u00e1 ainda\u00a0essa <a href=\"http:\/\/pt.slideshare.net\/zaninidebora\/tcnicas-etnogrficas-social-analytics-summit-dbora-zanini\">apresenta\u00e7\u00e3o (Slideshare)<\/a> feita por ela no Social Analytics Summit 2015, onde apresenta algumas t\u00e9cnicas etnogr\u00e1ficas e discute a quest\u00e3o das pesquisas qualitativas serem vistas erroneamente como etnografia dentro de ag\u00eancias de publicidade. Por fim, gostaria de falar brevemente sobre o case muito interessante apresentado pelo segundo professor do curso, Tarc\u00edzio Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&gt;&gt; Leitura recomendada:\u00a0<a href=\"http:\/\/blog.ibpad.com.br\/index.php\/2015\/12\/04\/fotografia-nas-midias-sociais-como-recurso-etnografico\/\">Fotografia nas m\u00eddias sociais como recurso etnogr\u00e1fico<\/a>, no blog do <strong>IBPAD<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele apresentou um estudo muito interessante que realizou para um programa de TV cuja emissora gostaria de &#8220;entender o p\u00fablico de um seriado televisivo voltado a adolescentes&#8221;. Foi feito um trabalho denso de pesquisa envolvendo monitoramento, an\u00e1lise de comportamento dos usu\u00e1rios, refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas e acad\u00eamicas que resultou num relat\u00f3rio de mais de 100 p\u00e1ginas onde o p\u00fablico foi localizado e identificado conforme todo o registro etnogr\u00e1fico aplicado.\u00a0Quem quiser conhecer mais \u00e0 fundo (e eu recomendo que conhe\u00e7a!) vai ter que fazer o curso do <a href=\"http:\/\/www.ibpad.com.br\/?p=458\">IBPAD<\/a>, que vale muito a pena. Se voc\u00ea tem interesse em monitoramento, comportamento do consumidor\/usu\u00e1rio e\/ou etnografia\/antropologia, esse \u00e9 o curso para voc\u00ea. Agora \u00e9 torcer para que a vers\u00e3o avan\u00e7ada chegue logo ao Rio de Janeiro!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco mais de um m\u00eas tive a honra de ser convidado para participar da primeira turma do curso Etnografia em M\u00eddias Sociais do Instituto Brasileiro de An\u00e1lise e Pesquisa de Dados (IBPAD) realizada no Rio de Janeiro. Ministrado por D\u00e9bora Zanini e Tarc\u00edzio Silva, tr\u00eas turmas j\u00e1 foram formadas em S\u00e3o Paulo e em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[110,109,107,105,106,104,92],"class_list":["post-2324","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos","tag-cibercultura","tag-ciberespaco","tag-cultura","tag-debora-zanini","tag-etnografia","tag-ibpad","tag-tarcizio-silva"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>O que aprendi no curso Etnografia em M\u00eddias Sociais, do IBPAD<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Primeira edi\u00e7\u00e3o do curso Etnografia em M\u00eddias Sociais do Instituto Brasileiro de An\u00e1lise e Pesquisa de Dados (IBPAD) no Rio de Janeiro: eu 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