Autor: Pedro Meirelles

Faço o curso de Estudos de Mídia na UFF, onde aprendi que Bourdieu, Hall e tantos outros autores podem ser úteis para entender melhor o mundo. Comecei a trabalhar com monitoramento em dezembro de 2015 e desde então tenho voltado meus estudos para o assunto. Gosto de pensar a internet e seus rastros digitais como frutos de sociabilidade. (+)
Análises

#existepesquisanobr: as narrativas na mobilização em prol da ciência brasileira

Atualização 06/08/2018: @felipebsoares e @raquelrecuero também fizeram redes sobre o tema - clique aqui e aqui para conferir! A última semana foi bastante agitada no cenário político brasileiro. As duas entrevistas concedidas pelo candidato Jair Bolsonaro - uma na segunda-feira, 30, para o Roda Viva; e outra na sexta-feira, 3, para a Globo News - já deram um gostinho de como será o cenário de discussão sobre os debates para as eleições presidenciáveis este ano. No meio desse caos, a notícia sobre a possível suspensão das bolsas Capes agitou ainda mais a esfera pública (digital). Em resposta, milhares de pessoas…

Análises

Dois artigos, um relatório e um poster: novos trabalhos publicados

O ano passado foi um ano de muitas conquistas para mim. Principalmente aqui no blog, realizei e produzi muitas coisas legais das quais me orgulho bastante. O difícil, entretanto, é ter que lidar com "a queda" quando chegamos no topo. Não que eu tenha chegado no topo (longe disso), mas é inevitável comparar o que você já realizou com o que tem realizado atualmente. Por isso, em alguns momentos deste ano, fiquei frustrado com a baixa produtiva que tive no blog em 2018 - principalmente depois de um ano cheio como foi 2017. No entanto, mais recentemente, parei para refletir…

Artigos

10 artigos sobre performance, análise de redes e métodos digitais

No final do ano passado, finalizei um dos ciclos mais importantes da minha vida: a faculdade. Foram cinco anos na graduação de Estudos de Mídia estudando muito sobre comunicação, cultura, sociologia, política, mídias, identidade, consumo e muito mais. Embora tenha sido um bom aluno (com boas notas), sei que não aproveitei a universidade em todo o seu potencial - em vários sentidos, mas principalmente também quanto ao aprendizado. Sei que não sou completamente responsável por essa negligência - coloca aí na conta a falta de maturidade, um sistema de ensino ainda ultrapassado (mesmo num curso progressista como o meu), despreparo…

Livros

Monitoramento e métricas de mídias sociais: do estagiário ao CEO

Desde que a pesquisa d'O profissional de inteligência de mídias sociais no Brasil adicionou à seção de fontes de estudo, em 2015, uma pergunta sobre quais livros são referência no mercado, a obra "Monitoramento e métrica de mídias sociais: do estagiário ao CEO" de Diego Monteiro e Ricardo Azarite se manteve no top 3 todos os anos - perdendo o posto de livro mais indicado apenas na última edição, em 2017, para a coletânea do IBPAD. Foi o primeiro livro sobre monitoramento de mídias sociais do país com versão impressa que ajudou, em 2012, junto ao anterior e-book "Para entender…

Textos acadêmicos

Cinco dimensões de personas online (para pensar a autoapresentação nas mídias sociais)

Um dos meus critérios para avaliar a qualidade/compatibilidade de um artigo acadêmico com os meus interesses de estudo é verificar as referências bibliográficas ao final do trabalho. Além de conseguir me localizar no debate que o texto se propõe a fazer (reconhecer autores e/ou obras citadas me deixa mais tranquilo/satisfeito), descobrir novos estudos que me parecem interessantes é sempre um acréscimo à minha lista de leituras. Foi assim que descobri o ensaio "Five Dimensions of Online Persona", a partir do artigo "“Sabe o que Rola nessa Internet que Ninguém Fala?”: Rupturas de Performances Idealizadas da Maternidade no Facebook", de Ana…

Análises

O “nordestino” no Twitter em fevereiro: entre a política, o sotaque e a identidade

Desde que finalizei, entreguei e apresentei meu TCC, no final do ano passado, tenho buscado alternativas para continuar com um possível projeto de mestrado que me permita ingressar numa pós-graduação com tema semelhante. Já tive algumas ideias (específicas, outras mais abrangentes), mas - por enquanto - não tenho nada definido. Nesse cenário confuso e incerto, uma das ideias que tive foi criar uma base de dados sobre nordestinos no Twitter para que pudesse, talvez, desenvolver algo em cima disso num futuro próximo. Mensalmente, portanto, devo compartilhar uma visão geral do que foi conversado/discutido e quem foram os atores que fomentaram…

Guias

Profissão Social Media: métricas – da teoria à prática

Embora tenha optado por finalizar a série Profissão Social Media com o tema Métricas, acho importante desde já - e é algo que será recorrente durante todo o texto, aparecendo nas respostas das(os) várias(os) entrevistadas(os) - que a mensuração de dados não é (ou pelo menos não deveria ser) somente uma prestação de contas. Por mais que o trabalho de métricas esteja comumente associado à produção de relatórios para apresentação resultados (de campanhas, ações e esforços de comunicação em geral), isso não significa que ele se limita ao final do ciclo de produtividade do marketing digital. Antes de entrarmos nesse…

Textos acadêmicos

O que faz ser nordestino no Facebook?

No dia 19 de dezembro de 2017, depois de quatro longos anos, apresentei no bloco A do campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense o meu trabalho de conclusão de curso na graduação em Estudos de Mídia. Com um misto de imensa gratidão e desconcertante despedida, defendi a minha monografia, "O que fazer ser Nordestino no Facebook: Escolhas da construção identitária nos sites de redes sociais", frente à melhor banca que poderia ter escolhido para fechar esse ciclo com chave de ouro. Quem me acompanha no Twitter sabe que não foi uma jornada fácil - e nem rápida, já que comecei a confabular…

Análises

Análise de redes: os públicos da nova música de Ivete com Livinho no Twitter

Quando escrevi em 2015 sobre o assassinato do Twitter (que, aliás, não morreu e continua firme e forte), mencionei humildemente, a partir de observação empírica de usuário assíduo desde 2009, que fandoms possuíam uma forte atuação na rede. Além da minha própria experiência (eu mesmo na adolescência já tive um fã-site sobre Justin Bieber cujo perfil no Twitter teve papel fundamental em seu crescimento), também já tinha lido o artigo "Fandoms, Trending Topics and Social Capital in Twitter", de Raquel Recuero, Adriana Amaral, Camila Monteiro, o que sempre me estimulou a fazer algum trabalho dessa temática na plataforma. Recentemente, por coincidência (ou…