Autor: Pedro Meirelles

Faço o curso de Estudos de Mídia na UFF, onde aprendi que Bourdieu, Hall e tantos outros autores podem ser úteis para entender melhor o mundo. Comecei a trabalhar com monitoramento em dezembro de 2015 e desde então tenho voltado meus estudos para o assunto. Gosto de pensar a internet e seus rastros digitais como frutos de sociabilidade. (+)
Análises

O “nordestino” no Twitter em fevereiro: entre a política, o sotaque e a identidade

Desde que finalizei, entreguei e apresentei meu TCC, no final do ano passado, tenho buscado alternativas para continuar com um possível projeto de mestrado que me permita ingressar numa pós-graduação com tema semelhante. Já tive algumas ideias (específicas, outras mais abrangentes), mas - por enquanto - não tenho nada definido. Nesse cenário confuso e incerto, uma das ideias que tive foi criar uma base de dados sobre nordestinos no Twitter para que pudesse, talvez, desenvolver algo em cima disso num futuro próximo. Mensalmente, portanto, devo compartilhar uma visão geral do que foi conversado/discutido e quem foram os atores que fomentaram…

Guias

Profissão Social Media: métricas – da teoria à prática

Embora tenha optado por finalizar a série Profissão Social Media com o tema Métricas, acho importante desde já - e é algo que será recorrente durante todo o texto, aparecendo nas respostas das(os) várias(os) entrevistadas(os) - que a mensuração de dados não é (ou pelo menos não deveria ser) somente uma prestação de contas. Por mais que o trabalho de métricas esteja comumente associado à produção de relatórios para apresentação resultados (de campanhas, ações e esforços de comunicação em geral), isso não significa que ele se limita ao final do ciclo de produtividade do marketing digital. Antes de entrarmos nesse…

Textos acadêmicos

O que faz ser nordestino no Facebook?

No dia 19 de dezembro de 2017, depois de quatro longos anos, apresentei no bloco A do campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense o meu trabalho de conclusão de curso na graduação em Estudos de Mídia. Com um misto de imensa gratidão e desconcertante despedida, defendi a minha monografia, "O que fazer ser Nordestino no Facebook: Escolhas da construção identitária nos sites de redes sociais", frente à melhor banca que poderia ter escolhido para fechar esse ciclo com chave de ouro. Quem me acompanha no Twitter sabe que não foi uma jornada fácil - e nem rápida, já que comecei a confabular…

Análises

Análise de redes: os públicos da nova música de Ivete com Livinho no Twitter

Quando escrevi em 2015 sobre o assassinato do Twitter (que, aliás, não morreu e continua firme e forte), mencionei humildemente, a partir de observação empírica de usuário assíduo desde 2009, que fandoms possuíam uma forte atuação na rede. Além da minha própria experiência (eu mesmo na adolescência já tive um fã-site sobre Justin Bieber cujo perfil no Twitter teve papel fundamental em seu crescimento), também já tinha lido o artigo "Fandoms, Trending Topics and Social Capital in Twitter", de Raquel Recuero, Adriana Amaral, Camila Monteiro, o que sempre me estimulou a fazer algum trabalho dessa temática na plataforma. Recentemente, por coincidência (ou…

Análises

Mapeando o Nordeste no Facebook: primeiros apontamentos com análise de redes sociais

Embora possa por vezes parecer eterna ou natural aos brasileiros, a ideia de Nordeste é de pouco mais de um século, sua origem remontando à reação política ao desmantelamento das economias do açúcar e do algodão e à busca de uma solução para a crise enfrentada conjuntamente pelas províncias brasileiras que delas dependiam. É somente nesse momento que começa a ruir a percepção provincial então vigente e que se elabora um discurso regionalista e nordestino, o qual se define e se afirma não apenas em oposição ao seu “outro” mais próximo – o ‘Sul’ cafeeeiro –, mas também em relação…

Guias

Profissão Social Media: mídia/social ads – da teoria à prática

Desde o início desta série bato na tecla que o trabalho de social media, a grosso modo e na prática, pode ser comumente associado ao simples processo de 1) produção de conteúdo e 2) investimento de mídia. Não que essas duas funções sejam essencialmente simples, como já trouxe no Profissão Social Media: Criação de Conteúdo e como veremos a seguir neste post, mas essas são as duas frentes mais "visíveis" do escopo associado a social media. Uma vez que foi dessa problemática onde surgiu a vontade de fazer o post embrionário e, em seguida, produzir a série em sua totalidade,…

Eventos

18 palestras para assistir no Social Media Week São Paulo 2017 (com gravações na íntegra)

[Atualizado 20/09: disponibilizei aqui no post as gravações feitas pela organização do Social Media Week e patrocinadores para quem não pôde comparecer ao evento] Entre os dias 11 e 15 de setembro acontece em São Paulo mais uma edição do Social Media Week, evento global que reúne anualmente milhares de pessoas em todos os quatro cantos do mundo. Com mais de 200 palestras, a expectativa é que esta edição brasileira supere o público do ano passado de 4.400 participantes, chegando a receber cerca de 5.000 inscritos nas centenas de atividades que acontecerão durante os cinco dias no campus Joaquim Távora da…

Guias

Profissão Social Media: relacionamento – da teoria à prática

No quarto texto da série Profissão Social Media, mais 10 profissionais do mercado foram convidados para falar sobre o trabalho focado em Relacionamento Digital (ou Atendimento, SAC, SAC 2.0, CRM, etc.). Há alguns anos, era difícil dissociar esse tema do trabalho de Social Media em sua noção mais ampla, já que vários "cases" de marcas - bancos, Coca-Cola, etc. - ganhavam notoriedade nas esferas de discussão dos profissionais do mercado principalmente através de menções em portais de comunicação. Muito do que se criou em torno da imagem de "Social Media", na verdade, foi sustentado por esses casos de interação com…

Opinião

Como é o mercado de comunicação digital no Rio de Janeiro (para quem está começando)?

[Texto originalmente publicado no LinkedIn] Por mais que possa parecer óbvio, começo este texto ratificando desde já que se trata de um artigo completamente enviesado. O que trago aqui (para possível debate, talvez -- espero), parte da minha vivência enquanto migrante que veio para a grande metrópole "apenas" para fazer faculdade e tentar, posteriormente, lançar a carreira num mercado supostamente mais consolidado e com mais oportunidades do que o resto do Brasil. E é exatamente com esse ponto que eu começo: quando, em 2012, tentava esquizofrenicamente escolher para qual vestibular prestaria, sabia que muito provavelmente acabaria no Rio de Janeiro…